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Curiosidades

Antigomobilismo Reconhecido pela UNESCO

2016 foi o ano Mundial do Antigomobilismo, segundo a UNESCO!

Em 2016, a UNESCO fez um reconhecimento significativo ao declarar o “Ano Mundial do Antigomobilismo” (Ano Mundial da Herança Automotiva). Esta iniciativa destacou a importância dos veículos antigos, não apenas como peças de colecionador, mas como verdadeiros marcos históricos que narram a evolução da sociedade e da tecnologia ao longo das décadas.

A Federação Internacional de Veículos Antigos (FIVA) desempenhou um papel crucial nessa valorização histórica. Ao longo dos anos, a FIVA tem trabalhado incansavelmente para preservar e promover a herança automotiva, ampliando o intercâmbio cultural entre os 64 países onde está representada. Este esforço global uniu entusiastas e colecionadores em torno de um objetivo comum: manter viva a história dos automóveis e sua influência em nossas vidas.

(Foto: Meramente ilustrativa - Unsplash.com)

As atividades promovidas durante o Ano Mundial do Antigomobilismo foram diversas e abrangentes, contribuindo significativamente para o desenvolvimento social, cultural, científico e técnico da humanidade. Exposições, encontros e eventos educacionais permitiram que pessoas de todas as idades e origens se conectassem com a rica história dos veículos antigos, compreendendo seu impacto duradouro em nosso cotidiano.

Essas ações evidenciaram que os veículos antigos não são apenas máquinas, mas sim catalisadores de mudança e progresso. Eles nos lembram de onde viemos e inspiram inovações futuras, mostrando que a herança automotiva é um tesouro a ser preservado e celebrado.

Ao destacar a importância dos veículos antigos, reconhecemos que eles são muito mais do que simples relíquias; são testemunhos vivos da engenhosidade humana. Cada carro antigo é uma peça única que conta uma história de design, tecnologia e cultura, refletindo o espírito de sua época e as aspirações daqueles que os criaram e os conduziram.

A preservação desses veículos também desempenha um papel vital na educação das futuras gerações. Ao estudar e interagir com esses automóveis, jovens e adultos podem aprender sobre os desafios e conquistas de eras passadas, desenvolvendo um apreço mais profundo pela história e pelo progresso tecnológico.

Além disso, a valorização da herança automotiva fortalece o turismo cultural e econômico. Cidades e países que promovem eventos e exposições de veículos antigos atraem milhares de visitantes, gerando impacto econômico e promovendo o intercâmbio cultural. Esses eventos criam uma plataforma onde o passado e o presente se encontram, celebrando a evolução contínua da mobilidade humana.

Por fim, a FIVA e outras organizações dedicadas à preservação dos veículos antigos continuam a desempenhar um papel essencial na construção de um futuro onde a história da automotiva seja valorizada e protegida. Essa missão global assegura que as futuras gerações possam desfrutar e aprender com essas magníficas máquinas, que são símbolos duradouros da inovação e do espírito humano.

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SEMA 2026 abre em Las Vegas, e caravana brasileira chega rodando

O SEMA Show 2026 abriu as portas nesta terça-feira, 3 de novembro, no Las Vegas Convention Center, nos Estados Unidos. Até quinta, a feira é restrita a profissionais do setor e à imprensa. Na sexta, 6 de novembro, o público geral também pode visitar os pavilhões, que reúnem mais de 2 mil empresas expositoras e alguns dos projetos mais aguardados do ano no universo da personalização automotiva. Clássicos em destaque Entre as estreias programadas, os clássicos têm lugar de honra. Na agenda oficial de apresentações do primeiro dia aparecem um Pontiac GTO 1965 preparado pela Ringbrothers, um Chevrolet Corvette 1967, um Ford Roadster 1936, Chevrolet Bel Air 1955 e até uma Dodge A100 1965. Na quarta, a EMPI mostra o Super Beetle Road Racer, edição comemorativa de 70 anos, um Fusca para os fãs brasileiros reconhecerem de longe. A feira também atrai nomes conhecidos do automobilismo e da cultura pop. Estão confirmados, entre outros, Richard Petty, Mario Andretti, Jay Leno, Chip Foose e integrantes do elenco de “Velozes e Furiosos”. Na sexta à noite, o SEMA Fest leva shows de rock ao estacionamento do centro de convenções. De carro até Las Vegas Para muitos brasileiros, o caminho até o SEMA também é parte da festa. Em 28 de outubro, uma caravana com mais de 50 carros saiu de Ball Ground, no estado da Geórgia, para cerca de 3.200 quilômetros de estrada até Las Vegas. A ideia, como mostraram as edições anteriores, é chegar rodando, e não em cima de um caminhão. O comboio reúne carros de épocas e estilos muito diferentes. Há um Corvette C4 1984, apelidado de “Calvette”, que já tinha rodado mais de 2 mil quilômetros antes mesmo da largada, e um Dodge Brothers de 1926, chamado de “Frank”, com piso e rodas de madeira. O roteiro passou por Arkansas, Texas e Arizona e incluiu um trecho da Rota 66, que completa 100 anos em 2026, entre Seligman e Nelson. Uma parada fora do roteiro No meio do caminho, uma surpresa. O Mercedes 190E com motor V12, inspirado em Ayrton Senna, teve problema na roda ainda no Alabama. Em Dallas, Richard Rawlings, criador da Gas Monkey Garage e apresentador de programas de TV sobre carros, encontrou um carro doador e abriu as portas da oficina para o reparo. A ajuda acabou se estendendo a outros carros do grupo. A Gas Monkey publicou a visita em 29 de outubro, com o próprio Rawlings posando ao lado da bandeira do Brasil. A caravana seguiu viagem e chegou a Las Vegas no dia 31. Paixão que atravessa fronteiras O SEMA é uma vitrine da indústria de peças e acessórios, mas a passagem dos brasileiros pela Gas Monkey lembra o que move o universo sobre rodas: pessoas que se ajudam na estrada, garagens de portas abertas e carros de diferentes épocas dividindo o mesmo caminho. Do Fusca de corrida ao Dodge de 1926, a história do automóvel segue sendo contada em movimento, e com sotaque brasileiro.

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Os modelos de 1996 que chegaram aos 30 anos em 2026

Para muita gente, eles ainda parecem carros “de ontem”. Estavam nas garagens da família, nas autoescolas, nos primeiros passeios de quem tirou a carteira nos anos 1990. Mas o calendário não perdoa: os modelos lançados em 1996 completam 30 anos e entram na idade em que um veículo pode ser reconhecido como de coleção. É uma boa hora para relembrar alguns deles e entender o que esse reconhecimento significa. Fiat Palio, um projeto de olho no Brasil O Palio foi lançado mundialmente em abril de 1996, em Ouro Preto (MG). Desenvolvido com o mercado brasileiro como foco principal, chegou com uma família de motores que ia do 1.0 ao 1.6 16v e se tornou um dos carros mais vistos nas ruas do país nas décadas seguintes. Chevrolet Vectra, tecnologia de sedã médio A segunda geração do Vectra chegou ao Brasil em 1996, poucos meses depois da estreia europeia, já com produção nacional. Foi o primeiro carro nacional com airbags duplos e suspensão traseira multilink, e usava o motor 2.0 em versões de 8 e 16 válvulas. Ford Fiesta, Ford Escort e BMW Série 5 O Fiesta foi lançado no Brasil em 1996, um ano depois do europeu, e a versão CLX trazia o moderno motor 1.4 16v Zetec SE. No mesmo ano, a sexta geração do Escort chegou com o motor 1.8 16v Zetec, de 115 cv, nas versões GL e GLX. Entre os importados, a BMW Série 5 de geração E39 desembarcou por aqui nas versões 528i, com seis cilindros, e 540i, com motor V8 4.4. O que a placa preta reconhece Completar 30 anos é só o primeiro passo. Pela Resolução 957/2022 do Contran, veículo de coleção é aquele fabricado há mais de 30 anos e com valor histórico próprio. Para ser reconhecido como original, ele precisa alcançar pelo menos 80 de 100 pontos na avaliação de suas características de fábrica, feita por entidades credenciadas pelo órgão federal de trânsito. Aprovado, o veículo recebe o Certificado de Veículo de Coleção (CVCOL), válido por 60 meses e renovável, e passa a constar no documento com a espécie “coleção”. A resolução também dispensa esses veículos de exigências dos artigos 104 e 105 do Código de Trânsito Brasileiro, que tratam de inspeção e de equipamentos obrigatórios, justamente para que o carro siga como saiu de fábrica. Mais do que uma placa Para quem guardou um Palio, um Vectra ou um Escort com cuidado, o reconhecimento tem um sentido especial. É a confirmação de que aquele carro, preservado com peças, acabamentos e detalhes originais, deixou de ser apenas um usado antigo e passou a contar um pedaço da história do automóvel no Brasil. Cada exemplar conservado ajuda as próximas gerações a entender como eram os carros, os gostos e o jeito de viver dos anos 1990.

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Royal Enfield e Indian, duas lendas das motos chegam aos 125 anos

O ano de 1901 marcou o início de duas histórias que, mais de um século depois, continuam sendo contadas sobre duas rodas. De um lado do Atlântico, a Indian começava a produzir motos em Springfield, no estado americano de Massachusetts. Do outro, a Royal Enfield, na Inglaterra, apresentava sua primeira motocicleta. Em 2026, as duas marcas celebram 125 anos. Indian, a pioneira americana A Indian foi a primeira fabricante de motocicletas dos Estados Unidos, dois anos antes da Harley-Davidson. A marca cresceu rápido e, no auge, chegou a produzir cerca de 30 mil motos por ano, número expressivo para a época. A trajetória, porém, teve uma longa pausa. A fábrica fechou as portas em 1953, e o nome Indian ficou décadas fora das linhas de montagem, vivo na memória dos colecionadores e nas motos preservadas. O renascimento veio em 2011, sob o comando da Polaris Industries. Para o aniversário de 125 anos, a marca adotou o tema “Never Finished”, algo como “nunca acaba”, que resume bem a sua história. Royal Enfield, da Inglaterra para a Índia A Royal Enfield tem raízes ainda mais antigas. A empresa foi fundada em 1891 como Enfield Manufacturing Company, em Redditch, na Inglaterra, e adotou o nome Royal Enfield dois anos depois. A primeira motocicleta veio em 1901, um protótipo de bicicleta motorizada com motor de 170 cc. O capítulo que mudou o destino da marca começou em 1956, quando a Bullet 350 foi escolhida pela polícia da Índia e a montagem das motos passou a acontecer no país, então recém-independente da Inglaterra. Com o tempo, a produção britânica foi encerrada e a fábrica indiana seguiu adiante. Em 1994, a operação passou ao grupo Eicher, que conduz a marca até hoje. Uma série para lembrar a data Para marcar os 125 anos, a Royal Enfield criou uma série numerada da Classic 650 com 625 unidades no mundo, das quais 75 vêm para o Brasil. A moto tem pintura que muda de tom conforme a luz, entre vermelho, verde e dourado, emblema comemorativo no tanque, frisos pintados à mão e detalhes que lembram as primeiras motos da marca. Motos também são patrimônio As histórias da Indian e da Royal Enfield mostram que a preservação não é tarefa só dos carros. Motos antigas guardam soluções de engenharia, estilos de época e memórias de quem viveu com elas. Cada exemplar conservado ajuda a contar como as duas rodas se tornaram parte do cotidiano em diferentes partes do mundo.

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