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A história por trás da Ford, e seu impacto para a indústria

Conheça a trajetória de umas principais montadoras do mundo, revolucionária e pioneira!

Não é nenhum segredo que a Ford domina o mercado de automóveis nos dias de hoje, porém para chegar neste patamar, houve diversos processos e mudanças que engrandeceram a marca ao longo do tempo. Mas nada disso seria possível, se não houvesse uma mente brilhante por trás.

(Foto: Primeira fábrica da FORD em Michigan/USA)

Henry Ford

Henry Ford, filho de William e Mary Ford, cresceu em uma fazenda em Michigan nos EUA. Lá foi onde Henry demonstrou seu interesse por engenharia, pois seu Hobbie era desmontar relógios e analisar a sua estrutura. Desde pequeno Henry observava as máquinas da fazenda, e pensava o quanto as máquinas podiam facilitar o trabalho humano, esse pensamento perdurou em sua mente por muito tempo.

Em sua fase adulta, Henry sempre buscou trabalhos que envolviam máquinas para colocar seus pensamentos em prática, ele chegou a trabalhar na Edison Illiminating Company (Companhia de Tomas Edison, o inventor da lâmpada), onde ele possuía a sua própria oficina, a qual fazia seus testes.

De testes em testes, Henry fez seus primeiros motores, deixando-os cada vez mais aplicáveis. Mas em 1896, ele pensou em como usar os motores para a mobilidade. Seu primeiro automóvel foi um quadriciclo, e após isso em 1903 Henry cria a Ford Motor Company.

(Foto: Trabalhadores atuando na linha de montagem)
(Foto: Produção FORD, Michigan/USA, início do século XX)

O Fordismo

Na época, os veículos eram feitos de forma artesanal, o que demandava mais tempo, e mão de obra qualificada. Analisando isso, Henry Ford criou um sistema em que, cada funcionário possuísse uma função pequena e específica, função essa que ele repetiria diversas vezes.

Esse modelo diminui os custos, a exigência de mão de obra qualificada, e possibilitava uma produção em massa. O fordismo era caracterizado também pelo auto estoque, pois era um produto que duraria muito tempo se ficasse parado, então independentemente de a demanda estar baixa ou não, os estoques eram sempre muito cheios.

Apesar de esse ser um modelo muito positivo para os negócios da empresa, os trabalhadores saiam prejudicados, por trabalharem por diversas horas e de forma maçante, com pouquíssimos direitos trabalhistas e baixos salários. Então os trabalhadores começaram a exigir mais direitos e condição de trabalho.

(Foto: Primeiros veículos produzidos no Brasil)
(Foto: Instalações da primeira fábrida da FORD no Brasil), autoesporte.globo.com, 16 de Abril de 2022

A Ford no Brasil

Na década de 50, a Ford se interessa em levar a sua marca para o mundo todo, trazendo assim a Ford para o Brasil nessa mesma década. Assim surgiu a Fábrica do Ipiranga, fabrica essa que empregava mais de 2500 funcionários, e produzia 125 carros por dia.

A fábrica começou com caminhões aqui no brasil, sendo o primeiro veículo, o Ford F-600. A empresa foi de caminhões, a tratores, até chegar em carros usados no dia a dia.

Carros clássicos Ford

Ford Galaxie (1967)

A começar com um clássico de luxo da Ford, o Galaxie possuía um interior muito espaçoso, e um lindo acabamento, que passava a sua marca de luxo por onde quer que passasse.

(Foto: Ford Galaxie 1967)

Ford Maverick (1973)

Com certeza um dos carros mais emblemáticos da Ford, que em entrou muito em alta após sair de linha. Seu Desing na época era considerado problemático, pois possuía pouco espaço no banco traseiro se comparado ao opala, porém isso não impediu o Maverick de se tornar um grande clássico.

(Foto: Ford Maverick 1973 )

Ford Ka (1997)

Esse não poderia ficar de fora, pois com certeza teve grande participação na formação da identidade de veículos nacionais. Era possível encontrar um desses por todo lugar.

(Foto: Ford Ka 1997)

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Gasolina pura nos postos? Proposta de lei ganha força no Senado!

A discussão sobre os impactos do teor de etanol na gasolina brasileira ganhou um novo capítulo no Congresso Nacional. Uma Ideia Legislativa apresentada no portal e-Cidadania do Senado Federal superou a marca de 20 mil apoios populares, alcançando o requisito formal para ser convertida em Sugestão Legislativa e entrar na pauta oficial de comissões da Casa. A proposta surge em um momento crítico, onde os testes para a implementação da gasolina E32 (32% de etanol anidro) pela Lei do Combustível do Futuro deixam colecionadores e restauradores em estado de alerta. O que prevê a proposta em tramitação? A iniciativa popular não busca substituir a gasolina de massa e nem reduzir o incentivo aos biocombustíveis. O objetivo central é criar uma salvaguarda para motores de concepção antiga e sistemas de alimentação sensíveis: Oferta Adicional de E0 e E10: Assegurar a venda opcional de Gasolina Pura (E0, sem adição de etanol) e/ou Gasolina E10 (com teor fixo de até 10% de etanol) em postos de combustíveis. Preservação Mecânica: Proteger veículos de coleção, modelos importados sem tecnologia flex, motocicletas antigas, embarcações e equipamentos de época que sofrem com ressecamento de mangueiras, corrosão de carburadores e travamento de bombas. Liberdade de Escolha: Permitir que o proprietário pague pela especificação técnica adequada ao seu patrimônio. Os gargalos práticos Embora a avanço da proposta no Senado represente um marco de mobilização para o setor, o caminho até os postos enfrenta barreiras operacionais expressivas. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) mantém a obrigatoriedade da mistura para a frota geral, enquanto entidades da revenda alertam para a limitação de tanques subterrâneos nos postos urbanos para estocar um combustível de nicho. A Federação Paulista de Antigomobilismo (FPA) acompanha de perto o desdobramento da matéria. Proteger a frota histórica não significa opor-se à transição energética, mas sim garantir que a memória automotiva do país não seja inviabilizada por incompatibilidade química de combustível. Para quem mantém um clássico na garagem, a recomendação enquanto a legislação avança é manter a revisão da linha de alimentação em dia, utilizar aditivos condicionadores de qualidade e dar preferência a gasolinas de alta octanagem em locais de confiança.

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A história do Fusca Anfíbio no 1º Salão do Automóvel em São Paulo (1960)

Quando a Volkswagen do Brasil planejava sua participação no 1º Salão do Automóvel de São Paulo, realizado no Parque do Ibirapuera em novembro de 1960, o Departamento de Testes foi acionado para um projeto inusitado. Inicialmente focado em estudar a eficiência da vedação do sedã, o experimento se transformou em uma das maiores atrações do evento: um Fusca que navegava pelas águas do lago do Ibirapuera. O Segredo da Flutuação Para o olhar desatento, parecia mágica; para a engenharia, era pura aplicação de física. O modelo não recebeu flutuadores externos. O segredo começava na própria estrutura natural do carro. O icônico assoalho do Fusca, já conhecido por ser totalmente plano e fechado por baixo (como uma chalana), criou a base perfeita para a flutuação. Os engenheiros da fábrica se concentraram em aprimorar a vedação das portas e isolar completamente o compartimento do motor. Propulsão e Manobras E como ele se movia na água? A tração não vinha das rodas traseiras rodando em falso. O motor foi encapsulado em uma estrutura metálica e o escapamento foi elevado para impedir a entrada de água. O toque de mestre foi a instalação de uma hélice adaptada diretamente sob o para-choque traseiro. Essa hélice extraía força diretamente do virabrequim do motor boxer a ar, impulsionando o carro a uma velocidade média de navegação de cerca de 10 km/h (aproximadamente 5 nós). Para as manobras, o sistema era incrivelmente simples: as próprias rodas dianteiras serviam como leme na água, permitindo que o carro curvasse e retornasse às margens do lago de maneira controlada. Como medida de segurança extra (a famosa redundância na engenharia), uma bomba d’água de porão foi instalada sob o banco, caso ocorresse alguma infiltração inesperada durante a exibição. O Sucesso no Rio de Janeiro O sucesso em São Paulo foi tanto que a experiência foi levada à Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro. Lá, o jornalista (e futuro grande publicitário) Mauro Salles assumiu o volante, ou seria o leme? para uma navegação experimental. O relato de Mauro comprova a eficácia do isolamento: “Dirigi o tempo todo de sapatos e meias, e só os molhei quando, ao descer do sedan, pisei em uma poça de chuva”. Memória Viva na FPA Hoje, a imagem desse Fusca no Ibirapuera (recentemente resgatada pelo perfil oficial do Parque e páginas de antigomobilismo) nos lembra que a história do automóvel brasileiro é rica em experimentações, ousadia e engenharia mecânica pura. Preservar essa memória não é apenas falar sobre carros parados em garagens, mas sobre o que eles representavam para a inovação da época.

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Honda NSX que pertenceu a Ayrton Senna vai a leilão com lance milionário

Para os apaixonados por automobilismo e fãs saudosos de um dos maiores ídolos do esporte mundial, uma oportunidade única e histórica acaba de surgir, desde que se tenha uma conta bancária bem recheada. O emblemático Honda NSX vermelho que pertenceu a Ayrton Senna irá a leilão no próximo dia 31 de outubro de 2026, em Londres, durante a prestigiada London Motor Week. A venda será organizada pela renomada casa de leilões RM Sotheby’s e promete movimentar colecionadores do mundo inteiro em busca de um pedaço material da história da Fórmula 1. O DNA de um campeão A ligação de Senna com o esportivo japonês vai muito além do título de proprietário. O tricampeão teve uma participação fundamental e ativa no desenvolvimento do projeto do NSX. Durante a era vitoriosa da McLaren equipada com motores Honda, a montadora japonesa convidou o brasileiro para testar os primeiros protótipos de seu novo supercarro no circuito de Suzuka, no Japão. Com base no “feedback” exigente do piloto, a Honda fez diversas alterações cruciais no modelo antes do lançamento, incluindo o enrijecimento da estrutura do chassi em cerca de 50% e um grande refinamento na calibração da suspensão. O objetivo? Rivalizar de frente com gigantes da época, como Ferrari e Porsche. Como forma de agradecimento pelas contribuições inestimáveis, a Honda presenteou o piloto com três unidades do veículo. O exemplar que agora busca um novo dono é o único na deslumbrante cor Formula Red com teto e interior revestido em couro preto (produzido em 1991, sob o chassi número JHMNA11500T000233). O refúgio de Senna em Portugal Registrado em Portugal no dia 22 de março de 1991 (sob a placa SX-25-59), o carro ficava à inteira disposição de Senna sempre que ele visitava a Europa. Era o veículo que o piloto costumava usar para se deslocar do aeroporto até o resort Quinta do Lago, no Algarve, onde tinha uma propriedade, bem como em viagens para o Autódromo do Estoril. O NSX vermelho ficou eternizado na memória afetiva dos fãs após uma famosa fotografia em que Ayrton aparece de forma descontraída, lavando este exato carro no jardim de sua casa portuguesa. Trajetória pós-1994 e cifras milionárias Após o trágico acidente que tirou a vida do piloto em 1994, o esportivo permaneceu por muitos anos guardado em solo português. Em 2009, foi adquirido por um colecionador local e, posteriormente, passou para as mãos do britânico Robert McFagan. Em 2019, o carro ganhou os holofotes mais uma vez ao ser levado a Ímola, na Itália, para as homenagens que marcaram os 25 anos do legado do brasileiro. Agora, as expectativas para o arremate são altíssimas. Segundo as avaliações prévias da RM Sotheby’s, o carro deve receber lances variando entre 500 mil e 800 mil libras esterlinas. Em conversão direta, isso significa que a máquina de Senna pode trocar de mãos por cifras que vão de R$ 3,7 milhões a mais de R$ 7 milhões. Para quem arrematar o lote, o prêmio não será apenas levar para a garagem um esportivo clássico em excelente estado de conservação, mas herdar um símbolo da vida íntima do nosso eterno campeão.

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