60 Anos do Ford Mustang

vamos relembrar os maiores feitos dessa lenda!

Na efervescência cultural dos anos 1960, a Ford se via diante do desafio de cativar uma clientela cada vez mais exigente e ávida por inovação. Com sua base de consumidores já significativamente ampliada, a montadora norte-americana aspirava não apenas atender às necessidades cotidianas de seus clientes, mas também satisfazer sua crescente demanda por um veículo que mesclasse utilidade e esportividade. Foi nesse contexto que a ideia do lendário Ford Mustang começou a ganhar forma.

Aproveitando-se do chassi do compacto Falcon, a Ford concebeu uma versão especial, batizada de “Especial Falcon”, que mais tarde serviria como embrião para o icônico Mustang. O nome Mustang, por sua vez, foi uma homenagem ao lendário avião de guerra P-51 Mustang, símbolo de poder e agilidade.

(Foto: Antigos de Bragança, evento em Bragança Paulista em 2023)

O grande momento chegou em 17 de abril de 1964, na Feira Mundial de Nova York, quando Henry Ford II apresentou ao mundo o primeiro Ford Mustang. O impacto foi imediato e avassalador: mais de 20.000 pedidos foram feitos no próprio dia de estreia, e ao longo daquele ano, 419.000 unidades foram vendidas, marcando o início de uma jornada lendária.

O verdadeiro potencial do Mustang começou a ser revelado na década de 1970, especialmente com a introdução de motores V8 poderosos, como os encontrados nos aclamados modelos “Boss” e “Mach 1”. Contudo, a crise do petróleo de 1973 lançou uma sombra sobre a segunda geração do Mustang, embora não tenha impedido a continuidade dos lançamentos.

Apesar de algumas críticas, a Ford manteve-se resiliente, reintroduzindo os motores V8 em resposta à demanda do público. A partir daí, os modelos passaram por uma série de transformações, especialmente em termos de design, explorando formas mais aerodinâmicas, luxuosas e até mesmo retrô, culminando no deslumbrante modelo que conhecemos hoje em dia.

E agora, com o aguardado lançamento do “GT Performance” se aproximando do Brasil, a promessa é de um Mustang que não apenas preserva sua herança de potência e estilo, mas que também incorpora o que há de mais avançado em termos de tecnologia automotiva, reafirmando seu lugar como um dos ícones mais duradouros e amados da indústria automobilística mundial.

mustang 60 segundos
(Foto: Modelo usado no filme "60 segundos" de 2000)
mustang eu sou a lenda
(Foto: Modelo usado no filme "Eu sou a Lenda" de 2008)

ESTRELA DO CINEMA

O Ford Mustang, já protagonizou diversos filmes de sucesso de bilheteria, como o “007 Contra Goldfinger” com Sean Connery, “Eu Sou a Lenda” por Will Smith, e o icônico “60 Segundos” protagonizado por Nicolas Cage, provando mais ainda o ponto de que, o Mustang é facilmente um dos esportivos mais populares de todos os tempos

OUTROS POSSÍVEIS NOMES

Já explicamos que o nome “Mustang” vem de um avião de guerra, porém essa não foi a única idéia de nome para o veículo. Também foram considerados os nomes Comet, Stiletto, Allegro, Torino, Cougar, Cheetah, Bronco, Colt e Phanter. Todos os nomes ultilizados posteriormente em outros carros da Ford, porém acredito que “Mustang” foi de fato o que mais combinou.

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Adeus ao IPVA e o que fazer agora?

O ano começou e você não paga mais IPVA, o que fazer agora? Saiba como reinvestir a economia gerada no seu veículo para garantir longevidade útil e valorizar sua história. Imagem original @tabata.fotografia Para milhões de motoristas brasileiros, janeiro é sinônimo de contas acumuladas e a temida chegada do IPVA. No entanto, para o universo do antigomobilismo, a virada do ano traz um alívio silencioso e satisfatório: a isenção tributária. Em muitos estados, como São Paulo, veículos com mais de 20 anos de fabricação deixam de pagar o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores. Mas, se engana quem pensa que esse dinheiro deve voltar para o bolso para pagar despesas domésticas. Para o verdadeiro entusiasta, o valor do “ex-IPVA” é um recurso sagrado, destinado a um único fim: a curadoria da máquina. Transformar essa economia em investimento no próprio veículo não é apenas um ato de paixão, mas uma estratégia inteligente de valorização do patrimônio. Abaixo, listamos as melhores formas de alocar esse capital para garantir que seu clássico continue rodando com elegância e confiabilidade. 1. O “Check-up” da Confiabilidade: Onde Ninguém Vê Muitos colecionadores focam na pintura e esquecem a “saúde” mecânica. Carros antigos costumam sofrer com o ressecamento de componentes de borracha. Utilize o valor economizado para uma revisão preventiva profunda: Sistema de Arrefecimento: Troque mangueiras, faça a limpeza do radiador e substitua o aditivo. O superaquecimento é o maior inimigo dos motores veteranos. Linhas de Combustível: Mangueiras de combustível antigas ressecam e são um risco real de incêndio. Substituí-las por modelos modernos e reforçados é um investimento baixo que salva vidas e patrimônios. Suspensão e Buchas: Trocar as buchas de bandeja e batentes renova a dirigibilidade, eliminando aqueles rangidos que tiram o prazer de um passeio de domingo. 2. Pneus: Segurança e Estética Se o seu carro roda pouco, é provável que os pneus ainda tenham “sulco”, mas estejam vencidos (o famoso pneu “pedra”). A borracha perde a aderência após 5 anos, independentemente da quilometragem. Dica do Especialista: Use o dinheiro para comprar pneus novos com desenho de época ou medidas originais. Pneus corretos não apenas garantem segurança, mas mudam drasticamente a postura visual do carro, algo essencial para quem busca a Placa Preta. 3. Estética Automotiva: O “Banho de Loja” A pintura de um carro antigo exige tratamentos diferentes das pinturas modernas. O dinheiro do IPVA pode financiar um detalhamento profissional (Detailing): Polimento Técnico: Para remover micro-riscos (swirls) e devolver o brilho profundo sem desgastar o verniz excessivamente. Vitrificação ou Ceras Nobres: Protegem a pintura contra a ação do tempo, essencial para carros que, às vezes, precisam ficar expostos em encontros sob o sol. Cromagem: Nada desvaloriza mais um clássico do que parachoques descascando. O reinvestimento na recromagem de peças de acabamento devolve o “sorriso” metálico do veículo. 4. Tapeçaria e Interior O interior é onde você passa o tempo. Rasgos no banco ou um painel trincado diminuem a experiência de condução. Invista em reparos localizados para manter a originalidade do tecido ou couro. Considere a higienização profunda de carpetes e forros de teto, eliminando odores de “guardado” e prevenindo mofo. 5. Documentação e Certificado de Originalidade Se o seu carro já atingiu 30 anos e mantém alto grau de originalidade, o melhor investimento possível é buscar o Certificado de Originalidade (Placa Preta). O valor economizado no imposto pode cobrir as taxas de filiação a um clube federado e os custos da vistoria técnica. Além do prestígio e da beleza da placa (agora no padrão Mercosul com letras cinzas/prateadas), o certificado atesta o valor histórico do veículo, o que impacta diretamente na sua cotação de mercado.

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