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A histórica primeira edição das Mil Milhas Brasileiras

Conheça a história da primeira edição e o seu "protagonista"

Não há dúvidas de que as Mil Milhas Brasileiras é um dos eventos mais tradicionais do automobilismo nacional, possuindo uma história riquíssima. Antes de sua primeira edição, o Brasil já possuía vários eventos de corrida automobilística (desde 1908, onde os carros disputavam corridas em circuitos de rua), porém o conceito foi evoluindo, até um dia alguém querer levar isso para outro patamar. E foi isso que Eloy Gagliano (Fundador do Centauro Motor Clube) e Wilson Fittipaldi (Diretor de esportes da rádio Panamericana) fizeram; juntos, Eloy e Wilson, idealizaram uma corrida que ocorreria por cerca de 12 horas, onde os pilotos revezariam e testariam a capacidade de seus veículos ao extremo. Para a criação deste evento, a dupla teve como inspiração as Mille Miglia Italiana; Convidaram diversos pilotos gaúchos para competir com pilotos paulistas no antigo traçado de Interlagos, e assim se iniciou a primeira Mil Milhas Brasileiras no ano de 1954.

(Foto: ARQUIVO 17/03/59 - MIL MILHAS BRASILEIRA - 1957 - FOTO; ANTONIO LUCIO/AE)

Basicamente, os carros participantes não precisavam cumprir requisitos técnicos tão restritos, a principal exigência era apenas que o motor precisava ser da mesma marca que o veículo. Então, havia carros de todos os tipos, o que tornava a competição bem diversificada e interessante. Os dois veículos que mais se destacaram na corrida, fora um Carretera Ford 1940 e um Volkswagen Fusca 1952.

O PROTAGONISTA DA EDIÇÃO

O carro que se destacou na edição com certeza foi o Fusca 18, chamamos de protagonista, pois, apesar de ter se destacado em relação aos outros, não foi o carro vencedor da edição, mas por qual motivo?. Para entendermos essa história, primeiramente precisamos conhecer três pessoas, Eugênio Martins, Jorge Lettry e João Skuplik, os três eram sócios, em uma oficina chamada Argos localizada em São Paulo (oficina especializada em Volkswagen e Porsche), quando os sócios tomaram conhecimento do evento, logo prepararam um carro específico para a competição. Os três escolheram uma opção inusitada, usaram um Fusca 1952 Split Window de Eugênio, porém mais inusitado do que o modelo, foi a escolha do motor, colocaram um motor 1500 super de Porsche, recebeu também dois carburadores Solex 40 e um radiador de óleo na parte dianteira, para que aumentasse a durabilidade.

(Foto: Fusca 18, o famoso protagonista da primeira edição)
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(Foto: Acervo Jorge Lettry, Fusca 18, o famoso protagonista da priemira edição)

O carro inicialmente alcançaria 70 cavalos de potência, porém, com todas as modificações ele alcançou os 74 cavalos de potência, as modificações feitas pelo trio eram ilícitas para as regras da prova, porém pelo motor da Porsche e do Fusca terem a mesma estrutura, acabou passando “batido”, sem que ninguém percebesse a modificação. E assim Eugênio, revezando com um amigo, seguiram no desafio.

DESFECHO

O Fusca 18 por conta de suas modificações, se descava em relação aos demais, ocupando por muitas horas a primeira colocação, competindo sempre com o Ford 1940. Porém, em certo momento perto do final, os cabos do acelerador do Fusca 18 estragaram, forçando uma parada técnica por parte do mesmo, e foi nesse momento que o Ford 1940 se aproveitou e tomou o primeiro lugar, o Fusca foi ao Box e trocou os cabos, porém só conseguiu finalizar a competição em segundo lugar. E dessa forma, chegou ao fim a primeira edição das Mil Milhas Brasileiras, essa história com certeza ajudou na popularização do Volkswagen Fusca na época, popularidade que perdura até hoje.

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Tom Cruise confirma sequência de “Dias de Trovão” para 2028

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Gasolina pura nos postos? Proposta de lei ganha força no Senado!

A discussão sobre os impactos do teor de etanol na gasolina brasileira ganhou um novo capítulo no Congresso Nacional. Uma Ideia Legislativa apresentada no portal e-Cidadania do Senado Federal superou a marca de 20 mil apoios populares, alcançando o requisito formal para ser convertida em Sugestão Legislativa e entrar na pauta oficial de comissões da Casa. A proposta surge em um momento crítico, onde os testes para a implementação da gasolina E32 (32% de etanol anidro) pela Lei do Combustível do Futuro deixam colecionadores e restauradores em estado de alerta. O que prevê a proposta em tramitação? A iniciativa popular não busca substituir a gasolina de massa e nem reduzir o incentivo aos biocombustíveis. O objetivo central é criar uma salvaguarda para motores de concepção antiga e sistemas de alimentação sensíveis: Oferta Adicional de E0 e E10: Assegurar a venda opcional de Gasolina Pura (E0, sem adição de etanol) e/ou Gasolina E10 (com teor fixo de até 10% de etanol) em postos de combustíveis. Preservação Mecânica: Proteger veículos de coleção, modelos importados sem tecnologia flex, motocicletas antigas, embarcações e equipamentos de época que sofrem com ressecamento de mangueiras, corrosão de carburadores e travamento de bombas. Liberdade de Escolha: Permitir que o proprietário pague pela especificação técnica adequada ao seu patrimônio. Os gargalos práticos Embora a avanço da proposta no Senado represente um marco de mobilização para o setor, o caminho até os postos enfrenta barreiras operacionais expressivas. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) mantém a obrigatoriedade da mistura para a frota geral, enquanto entidades da revenda alertam para a limitação de tanques subterrâneos nos postos urbanos para estocar um combustível de nicho. A Federação Paulista de Antigomobilismo (FPA) acompanha de perto o desdobramento da matéria. Proteger a frota histórica não significa opor-se à transição energética, mas sim garantir que a memória automotiva do país não seja inviabilizada por incompatibilidade química de combustível. Para quem mantém um clássico na garagem, a recomendação enquanto a legislação avança é manter a revisão da linha de alimentação em dia, utilizar aditivos condicionadores de qualidade e dar preferência a gasolinas de alta octanagem em locais de confiança.

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A história do Fusca Anfíbio no 1º Salão do Automóvel em São Paulo (1960)

Quando a Volkswagen do Brasil planejava sua participação no 1º Salão do Automóvel de São Paulo, realizado no Parque do Ibirapuera em novembro de 1960, o Departamento de Testes foi acionado para um projeto inusitado. Inicialmente focado em estudar a eficiência da vedação do sedã, o experimento se transformou em uma das maiores atrações do evento: um Fusca que navegava pelas águas do lago do Ibirapuera. O Segredo da Flutuação Para o olhar desatento, parecia mágica; para a engenharia, era pura aplicação de física. O modelo não recebeu flutuadores externos. O segredo começava na própria estrutura natural do carro. O icônico assoalho do Fusca, já conhecido por ser totalmente plano e fechado por baixo (como uma chalana), criou a base perfeita para a flutuação. Os engenheiros da fábrica se concentraram em aprimorar a vedação das portas e isolar completamente o compartimento do motor. Propulsão e Manobras E como ele se movia na água? A tração não vinha das rodas traseiras rodando em falso. O motor foi encapsulado em uma estrutura metálica e o escapamento foi elevado para impedir a entrada de água. O toque de mestre foi a instalação de uma hélice adaptada diretamente sob o para-choque traseiro. Essa hélice extraía força diretamente do virabrequim do motor boxer a ar, impulsionando o carro a uma velocidade média de navegação de cerca de 10 km/h (aproximadamente 5 nós). Para as manobras, o sistema era incrivelmente simples: as próprias rodas dianteiras serviam como leme na água, permitindo que o carro curvasse e retornasse às margens do lago de maneira controlada. Como medida de segurança extra (a famosa redundância na engenharia), uma bomba d’água de porão foi instalada sob o banco, caso ocorresse alguma infiltração inesperada durante a exibição. O Sucesso no Rio de Janeiro O sucesso em São Paulo foi tanto que a experiência foi levada à Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro. Lá, o jornalista (e futuro grande publicitário) Mauro Salles assumiu o volante, ou seria o leme? para uma navegação experimental. O relato de Mauro comprova a eficácia do isolamento: “Dirigi o tempo todo de sapatos e meias, e só os molhei quando, ao descer do sedan, pisei em uma poça de chuva”. Memória Viva na FPA Hoje, a imagem desse Fusca no Ibirapuera (recentemente resgatada pelo perfil oficial do Parque e páginas de antigomobilismo) nos lembra que a história do automóvel brasileiro é rica em experimentações, ousadia e engenharia mecânica pura. Preservar essa memória não é apenas falar sobre carros parados em garagens, mas sobre o que eles representavam para a inovação da época.

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