
Campeões de vendas no Brasil seguindo os títulos da seleção
Neste mês de junho de 2026, enquanto os nossos corações batem mais forte com a Seleção Canarinho buscando o tão
Os clássicos que dominavam as ruas do Brasil nos anos das conquistas mundiais
Neste mês de junho de 2026, enquanto os nossos corações batem mais forte com a Seleção Canarinho buscando o tão sonhado Hexacampeonato nos gramados dos Estados Unidos, México e Canadá, nós, entusiastas do antigomobilismo, não contemos o impulso de olhar pelo retrovisor da história. Afinal, a paixão pelo futebol e o amor pelos automóveis clássicos são duas das maiores heranças culturais do povo brasileiro.
Para entrar no clima da Copa de 2026, relembramos os veículos históricos que eram os campeões de vendas nas ruas do nosso país nos anos em que a Seleção ergueu a taça. Máquinas que marcaram época e que, hoje, ostentam com orgulho a nossa cobiçada Placa Preta em encontros por todo o estado.
Do ponto de vista técnico e de mercado, analisar esses antigos campeões de vendas nos dá uma perspectiva clara de como a frota brasileira evoluiu década a década. Hoje, o trabalho da FPA em vistoriar e emitir os Certificados de Originalidade para esses modelos específicos mostra que o interesse por eles vai muito além do colecionismo casual; trata-se de documentar o avanço da nossa indústria no mesmo ritmo em que a Seleção fazia história nos gramados. Confira a cronologia técnica dessas máquinas:
Quando o jovem Pelé, de apenas 17 anos, assombrou o mundo na Suécia, a nossa indústria automobilística nacional ainda dava os seus primeiros passos. Em um Brasil majoritariamente rural, o veículo mais vendido era o valente Jeep Willys. Essencial para o campo e para o Exército, ele acabou conquistando as cidades. Hoje, encontrar um exemplar de 1958 perfeitamente restaurado e original é o ápice para qualquer colecionador em nossas exposições. Anos mais tarde, o Rei Pelé viraria garoto-propaganda da Willys-Overland, marca histórica que acabou absorvida pela Ford.
No ano do Bicampeonato no Chile, o cenário urbano brasileiro passava por uma rápida evolução. Foi em 1962 que o Fusca conquistou o topo de vendas definitivo, impulsionado pelo início da produção de seus primeiros chassis em solo nacional (alcançando mais de 50% de nacionalização). Este ícone indiscutível do antigomobilismo mundial iniciava ali uma dinastia de amor que cruza gerações de colecionadores.
Enquanto o esquadrão de ouro encantava o México rumo ao Tri, as ruas brasileiras viam a consagração do Fusca. A grande novidade daquele ano era o “Fuscão” 1.500, com seu motor mais potente de 52 cv. Esse modelo é hoje uma das joias mais disputadas e valorizadas pelos colecionadores da marca alemã, representando o encerramento de uma era gloriosa que antecedeu um longo jejum nos gramados.
Após 24 anos de espera, o grito de “É Tetra!” ecoou pelos Estados Unidos. Coincidência ou não, 1994 marcou a estreia da segunda geração do Gol, o eterno “Bolinha”. Diante da abertura das importações, o Gol precisou se modernizar. O dado curioso para nós, antigomobilistas, é que agora em 2026 as primeiras unidades do Gol G2 já completaram mais de 30 anos, tornando-se oficialmente elegíveis à Placa Preta! Um legítimo youngtimer que já faz história nos clubes de preservação.
Na última vez em que soltamos o grito de campeão do mundo, com o brilhantismo de Ronaldo e Rivaldo na Ásia, o Gol mantinha o topo do pódio na memorável geração G3. Considerado por muitos entusiastas como uma das fases mais bonitas e refinadas do hatch (com seu painel moderno e excelente acabamento interno), o G3 já começa a ser preservado com status de colecionável, deixando saudades antes do empobrecimento sofrido na geração G4.
Enquanto seguimos na torcida para que os modelos líderes de mercado de 2026 entrem para essa seleta lista de campeões mundiais, convidamos todos os antigomobilistas a continuarem cuidando dessas máquinas que contam a história das nossas maiores alegrias. Que venha o Hexa!

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