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Conheça o carro mais "barato" da história!

Na onda da Black Friday, conheça o Smith Flyer, o carro que tem o recorde de ser o mais econômico e barato da história!

Finalmente chegou uma das datas mais esperadas do ano, a Black Friday é uma tradição anual em que todos esperam aquela sexta-feira especial, parar algo tão desejado. Isso vale para objetos simples, eletrônicos e até com carros. Mas agora surge uma dúvida, em meio a tantos descontos e ofertas, qual foi o carro mais barato da história?

(Foto: Modelo de um Smith Flyer, popularmente conhecido como Red Bug (Inseto Vermelho))

O CARRO MAIS BARATO DA HISTÓRIA

Esse carro foi o Smith Flyer, também conhecido como Red Bug (significa “inseto vermelho”, o nome se dá por sua aparência), o automóvel foi criado nos Estados Unidos, produzido de 1916 a 1919 pela Impresa A. O. Smith Company. Seu preço médio na época era de US$ 125 até US$ 150.

SUAS CARACTERISTICAS

O Smith Flyer era um veículo pequeno, simples e leve, projetado com dois assentos e uma estrutura de madeira que servia como chassi e base. Seu motor a gasolina compacto era montado em uma quinta roda na parte traseira, impulsionando o veículo para frente. A distância entre eixos era de 1.575 mm, as rodas tinham 20 polegadas de diâmetro, e a largura do veículo era de 762 mm. A partida do motor ocorria com a roda ligeiramente suspensa, sendo abaixada pelo condutor por meio de uma alavanca quando o motor estava em funcionamento, dando início ao movimento do veículo.

Além das rodas, o carro também podia ser equipado com esquis para uso no inverno. Em ambos os casos, a velocidade máxima atingia de 40 a 48 km/h.

(Foto: Modelo de um Smith Flyer 1916)

MUDANÇAS

Em 1918, a Briggs & Stratton adquiriu os direitos de produção e passou a fabricar o veículo sob seu próprio nome. O novo proprietário melhorou o motor de várias maneiras, aumentando o diâmetro do cilindro e instalando um ímã volante no sistema de ignição.

Em 1925, os direitos de produção foram transferidos para a Automotive Electric Services Corporation (AESC), que continuou a fabricar o Flyer até que não houvesse mais motores disponíveis. Posteriormente, uma versão com acionamento elétrico foi introduzida, usando o motor de arranque de um carro Dodge, montado junto à bateria na parte traseira do veículo, transmitindo a potência por meio de uma correia de transmissão para a roda traseira direita. A produção persistiu pelo menos até 1928.

O Flyer da Briggs & Stratton, está registrado no Guinness World Records como o carro mais econômico já comercializado.

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A história do Fusca Anfíbio no 1º Salão do Automóvel em São Paulo (1960)

Quando a Volkswagen do Brasil planejava sua participação no 1º Salão do Automóvel de São Paulo, realizado no Parque do Ibirapuera em novembro de 1960, o Departamento de Testes foi acionado para um projeto inusitado. Inicialmente focado em estudar a eficiência da vedação do sedã, o experimento se transformou em uma das maiores atrações do evento: um Fusca que navegava pelas águas do lago do Ibirapuera. O Segredo da Flutuação Para o olhar desatento, parecia mágica; para a engenharia, era pura aplicação de física. O modelo não recebeu flutuadores externos. O segredo começava na própria estrutura natural do carro. O icônico assoalho do Fusca, já conhecido por ser totalmente plano e fechado por baixo (como uma chalana), criou a base perfeita para a flutuação. Os engenheiros da fábrica se concentraram em aprimorar a vedação das portas e isolar completamente o compartimento do motor. Propulsão e Manobras E como ele se movia na água? A tração não vinha das rodas traseiras rodando em falso. O motor foi encapsulado em uma estrutura metálica e o escapamento foi elevado para impedir a entrada de água. O toque de mestre foi a instalação de uma hélice adaptada diretamente sob o para-choque traseiro. Essa hélice extraía força diretamente do virabrequim do motor boxer a ar, impulsionando o carro a uma velocidade média de navegação de cerca de 10 km/h (aproximadamente 5 nós). Para as manobras, o sistema era incrivelmente simples: as próprias rodas dianteiras serviam como leme na água, permitindo que o carro curvasse e retornasse às margens do lago de maneira controlada. Como medida de segurança extra (a famosa redundância na engenharia), uma bomba d’água de porão foi instalada sob o banco, caso ocorresse alguma infiltração inesperada durante a exibição. O Sucesso no Rio de Janeiro O sucesso em São Paulo foi tanto que a experiência foi levada à Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro. Lá, o jornalista (e futuro grande publicitário) Mauro Salles assumiu o volante, ou seria o leme? para uma navegação experimental. O relato de Mauro comprova a eficácia do isolamento: “Dirigi o tempo todo de sapatos e meias, e só os molhei quando, ao descer do sedan, pisei em uma poça de chuva”. Memória Viva na FPA Hoje, a imagem desse Fusca no Ibirapuera (recentemente resgatada pelo perfil oficial do Parque e páginas de antigomobilismo) nos lembra que a história do automóvel brasileiro é rica em experimentações, ousadia e engenharia mecânica pura. Preservar essa memória não é apenas falar sobre carros parados em garagens, mas sobre o que eles representavam para a inovação da época.

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