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EBAA 2023 atrai meio milhão de visitantes!

Com mais 1.500 veículos, evento mostra a força do antigomobilismo nacional

A 8° edição do Encontro Brasileiro de Autos Antigos (EBAA), que ocorreu no último final de semana, entre os dias 8 a 11 de Junho, em Águas de Lindoia, cidade do interior paulista, como sempre foi um grande sucesso; O evento que ocorre há mais de 30 anos na cidade, reuniu este ano mais 1.500 veículos em exposição, e atraiu mais de meio milhão de visitantes durante os quatro dias de exposição.

A belíssima Águas de Lindoia recebe mais uma vez o melhor do antigomobilismo nacional.

Para quem ainda não conhece, o evento é o maior do segmento no Brasil, responsável por reunir anualmente expositores, colecionadores, fãs, clubes e comerciantes relacionados ao meio do antigomobilismo. Se engana quem acha que o evento é apenas uma exposição, além dos maravilhosos exemplares de autos em exposição, o evento promove um grande networking entre colecionadores e adeptos de todo o país, além de servir como vitrine para anunciantes e comerciantes do meio antigomobilista.

Entre as atrações do evento, podemos citar o concurso de elegância que premia o veículo de maior destaque, leilão de autos antigos, compra e venda de autos, circuito gastronômico com food trucks e mercado de peças. O concurso de elegância deste ano, premiou um exemplar lindíssimo de  Plymouth Road Runner da primeira geração, lançado em 1961; Premio mececido, pois o Clássico “amarelo” com sua traseira inconfundível, realmente atraiu os olhares de todos que passavam pela área central do evento.

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Plymouth Road Runner (1969-1971) vencedor da premiação de destaque!
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Cord L29 com motor 8 cilindros em linha tinha (125cv), outro destaque do evento!

A Federação Paulista de Antigomobilismo, mais uma vez marcou presença, apoiando e prestigiando o evento; Nossa comitiva esteve na cidade de Lindoia nos dias 9,10 e 11, tempo suficiente para para acompanhar cada detalhe e se certificar que o trabalho em prol do antigomobilismo segue forte e trazendo grandes resultados em nosso país.

Resumindo, você que é apaixonado por carros clássicos e antigos, o EBAA é uma grande oportunidade de desbravar este universo conhecendo autos de todos os lugares do mundo, de diversas épocas e todos em perfeito estado.

E para você que não conseguiu comparecer este ano, temos uma boa notícia, a 9° edição já tem data marcada, vai ocorrer entre os dias 30 de Maio a 2 de Junho de 2024, então marca na agenda para não esquecer, nos encontramos lá e “Respeitem os mais velhos”!

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Por que a Kombi Tem um Dia Só Dela no Brasil?

Se você cruzar com uma “Velha Senhora” trabalhando firme na feira ou ostentando uma pintura impecável em um encontro de carros antigos hoje, vale buzinar em saudação. Neste 2 de setembro, comemora-se o Dia Nacional da Kombi, uma homenagem justa a um dos utilitários mais carismáticos, versáteis e fundamentais da nossa história automotiva. Mas você sabe o motivo por trás da celebração nesta data específica? O verdadeiro marco zero da Volkswagen nacional A escolha do dia não é casual. Foi exatamente em 2 de setembro de 1957 que a primeira Kombi brasileira saiu da linha de montagem da fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo (SP). Aqui reside a primeira grande curiosidade que todo entusiasta do antigomobilismo adora lembrar: ao contrário do que o senso comum imagina, não foi o consagrado Fusca o responsável por inaugurar a fabricação nacional da montadora alemã. A Kombi chegou antes. Embora o Fusca já fosse montado no país desde 1953 em regime CKD (com peças importadas e apenas montagem local), a Kombi foi o primeiro veículo efetivamente fabricado em solo brasileiro, marcando o nascimento da indústria da VW no país. Da feira livre ao status de cult Construída sobre uma mecânica simples, robusta e equipada com o lendário motor boxer refrigerado a ar, a Kombi assumiu mil faces ao longo das décadas. Foi lotação, ambulância, carro de entrega, motorhome hippie e parceira inseparável do pequeno comerciante. Poucos veículos no mundo conseguiram transitar com tanta facilidade entre o trabalho pesado e o status de ícone cultural. O adeus forçado pela legislação A trajetória de produção nacional durou incríveis 56 anos de forma contínua. O fim da linha só veio em dezembro de 2013, e não por falta de demanda, já que o modelo continuava vendendo bem, mas por limitações do projeto original. As novas exigências de segurança que entraram em vigor em 2014, tornando obrigatórios os freios ABS e airbags duplos, eram incompatíveis com a estrutura do projeto concebido ainda na década de 1950. Sua despedida com a série especial Last Edition selou o fim de uma era, mas consolidou seu legado. Hoje, a Kombi brasileira é exportada e cobiçada por colecionadores do mundo inteiro. Mais do que um meio de transporte, ela foi o motor que ajudou a carregar o desenvolvimento do Brasil.

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Lewis Hamilton resgata e restaura Ferrari F40 abandonada há mais de 30 anos

Heptacampeão de Fórmula 1 realiza sonho de infância ao recuperar um dos modelos mais icônicos já aprovados pelo próprio Enzo Ferrari, após o esportivo passar três décadas coberto de poeira. Mesmo habituado à tecnologia de ponta dos monopostos modernos da Fórmula 1, o heptacampeão mundial Lewis Hamilton provou que seu coração de petrolhead bate forte pelo antigomobilismo raiz. O piloto britânico revelou recentemente ter realizado um verdadeiro “sonho de criança”: a aquisição e a minuciosa restauração de uma raríssima Ferrari F40, avaliada atualmente na casa dos R$ 20,7 milhões (cerca de US$ 4 milhões). O Resgate de um Ícone A história por trás da aquisição é o sonho dourado de qualquer entusiasta de veículos clássicos. O superesportivo italiano, considerado por muitos como o “santo graal” dos anos 1980, foi encontrado após passar mais de 30 anos adormecido em uma garagem, esquecido e coberto por décadas de poeira. Em vez de optar por uma oficina terceirizada, Hamilton levou o projeto de restauração de volta para casa: a lendária fábrica da Ferrari em Maranello. Durante semanas, os mecânicos e engenheiros da matriz se debruçaram sobre a mecânica purista da F40 para consertar e revitalizar o veículo, devolvendo a glória ao icônico V8 biturbo. Uma relação que vai além das pistas A ligação emocional de Hamilton com o veículo é antiga e se tornou um símbolo de sua recente transição para a escuderia italiana na F1 (movimento concretizado em 2025). “Meu próprio F40. Este é o carro dos meus sonhos e sempre foi desde que me lembro. Quando criança, sonhava em ter um. Quando entrei na Ferrari no ano passado, fiz questão de ter um comigo no meu primeiro dia em Maranello. Isso é o quanto ele significa para mim”, declarou o piloto. Por que a F40 é uma lenda absoluta? Para os membros da Federação Paulista de Antigomobilismo e amantes das quatro rodas, a F40 dispensa apresentações, mas sua relevância histórica sempre merece ser exaltada. Lançada em 1987 para celebrar o 40º aniversário da marca do Cavallino Rampante, a máquina carrega um peso monumental: foi o último carro criado e aprovado pessoalmente em vida pelo fundador, Enzo Ferrari. Originalmente concebida com um plano de produção altamente restrito a apenas 400 unidades, a aura do carro e a demanda brutal forçaram a fábrica a ampliar a linha, produzindo um total de 1.311 exemplares. Famosa por seu chassi tubular, carroceria de Kevlar e fibra de carbono, portas espartanas e a ausência quase total de assistências eletrônicas, a F40 não é apenas um carro, é a experiência de pilotagem analógica definitiva.

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Tom Cruise confirma sequência de “Dias de Trovão” para 2028

Trinta e oito anos após fazer urrar os propulsores Chevrolet V8 no asfalto sagrado de Daytona, Cole Trickle está pronto para calçar a sapatilha de corrida e ajustar o cinto de seis pontas novamente. Em anúncio feito diretamente do circuito de Daytona, Tom Cruise oficializou a produção da sequência direta do clássico Dias de Trovão (1990), obra que marcou a era de ouro do cinema de velocidade e alimentou a paixão de uma geração pelo automobilismo norte-americano. Para os entusiastas do antigomobilismo e das pistas, o longa original é uma relíquia imortal da cultura petrolhead. Dirigido pelo saudoso Tony Scott, o filme capturou a essência puramente mecânica da NASCAR dos anos 1990, uma época de carros com chassi tubular, carburação pesada, pouca aerodinâmica e disputas puramente no braço, sem auxílio de telemetria em tempo real. A nova produção promete resgatar esse DNA raiz, mas sob o prisma da competitividade contemporânea. O roteiro deve colocar Trickle em um cenário onde a engenharia de precisão e a gestão de equipe dividem o protagonismo com o talento bruto do piloto. Ficha Técnica e Bastidores A Paramount Pictures e a equipe de produção montaram uma estrutura focada em entregar o mesmo realismo prático que consagrou os últimos trabalhos de Cruise no cinema: Data de Lançamento: Agendado para 2 de junho de 2028 nos cinemas. Elenco: Tom Cruise reprisa o papel do icônico piloto Cole Trickle. A atriz Anne Hathaway junta-se ao projeto para interpretar uma engenheira de pista e proprietária de equipe. Direção e Roteiro: Direção de Jonathan Levine com roteiro assinado por Will Staples. Produção: Reunião de Tom Cruise com o lendário produtor Jerry Bruckheimer, além de Tommy Harper. Captura de Imagem: Filmagens confirmadas com câmeras IMAX acopladas diretamente aos stock cars em circuitos oficiais, priorizando o ronco real dos motores e a sensação de velocidade sem abuso de CGI. O retorno de Cole Trickle promete reacender o debate entre a nostalgia dos velhos tempos do automobilismo e a eficiência da era moderna nas pistas.

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Gasolina pura nos postos? Proposta de lei ganha força no Senado!

A discussão sobre os impactos do teor de etanol na gasolina brasileira ganhou um novo capítulo no Congresso Nacional. Uma Ideia Legislativa apresentada no portal e-Cidadania do Senado Federal superou a marca de 20 mil apoios populares, alcançando o requisito formal para ser convertida em Sugestão Legislativa e entrar na pauta oficial de comissões da Casa. A proposta surge em um momento crítico, onde os testes para a implementação da gasolina E32 (32% de etanol anidro) pela Lei do Combustível do Futuro deixam colecionadores e restauradores em estado de alerta. O que prevê a proposta em tramitação? A iniciativa popular não busca substituir a gasolina de massa e nem reduzir o incentivo aos biocombustíveis. O objetivo central é criar uma salvaguarda para motores de concepção antiga e sistemas de alimentação sensíveis: Oferta Adicional de E0 e E10: Assegurar a venda opcional de Gasolina Pura (E0, sem adição de etanol) e/ou Gasolina E10 (com teor fixo de até 10% de etanol) em postos de combustíveis. Preservação Mecânica: Proteger veículos de coleção, modelos importados sem tecnologia flex, motocicletas antigas, embarcações e equipamentos de época que sofrem com ressecamento de mangueiras, corrosão de carburadores e travamento de bombas. Liberdade de Escolha: Permitir que o proprietário pague pela especificação técnica adequada ao seu patrimônio. Os gargalos práticos Embora a avanço da proposta no Senado represente um marco de mobilização para o setor, o caminho até os postos enfrenta barreiras operacionais expressivas. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) mantém a obrigatoriedade da mistura para a frota geral, enquanto entidades da revenda alertam para a limitação de tanques subterrâneos nos postos urbanos para estocar um combustível de nicho. A Federação Paulista de Antigomobilismo (FPA) acompanha de perto o desdobramento da matéria. Proteger a frota histórica não significa opor-se à transição energética, mas sim garantir que a memória automotiva do país não seja inviabilizada por incompatibilidade química de combustível. Para quem mantém um clássico na garagem, a recomendação enquanto a legislação avança é manter a revisão da linha de alimentação em dia, utilizar aditivos condicionadores de qualidade e dar preferência a gasolinas de alta octanagem em locais de confiança.

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A história do Fusca Anfíbio no 1º Salão do Automóvel em São Paulo (1960)

Quando a Volkswagen do Brasil planejava sua participação no 1º Salão do Automóvel de São Paulo, realizado no Parque do Ibirapuera em novembro de 1960, o Departamento de Testes foi acionado para um projeto inusitado. Inicialmente focado em estudar a eficiência da vedação do sedã, o experimento se transformou em uma das maiores atrações do evento: um Fusca que navegava pelas águas do lago do Ibirapuera. O Segredo da Flutuação Para o olhar desatento, parecia mágica; para a engenharia, era pura aplicação de física. O modelo não recebeu flutuadores externos. O segredo começava na própria estrutura natural do carro. O icônico assoalho do Fusca, já conhecido por ser totalmente plano e fechado por baixo (como uma chalana), criou a base perfeita para a flutuação. Os engenheiros da fábrica se concentraram em aprimorar a vedação das portas e isolar completamente o compartimento do motor. Propulsão e Manobras E como ele se movia na água? A tração não vinha das rodas traseiras rodando em falso. O motor foi encapsulado em uma estrutura metálica e o escapamento foi elevado para impedir a entrada de água. O toque de mestre foi a instalação de uma hélice adaptada diretamente sob o para-choque traseiro. Essa hélice extraía força diretamente do virabrequim do motor boxer a ar, impulsionando o carro a uma velocidade média de navegação de cerca de 10 km/h (aproximadamente 5 nós). Para as manobras, o sistema era incrivelmente simples: as próprias rodas dianteiras serviam como leme na água, permitindo que o carro curvasse e retornasse às margens do lago de maneira controlada. Como medida de segurança extra (a famosa redundância na engenharia), uma bomba d’água de porão foi instalada sob o banco, caso ocorresse alguma infiltração inesperada durante a exibição. O Sucesso no Rio de Janeiro O sucesso em São Paulo foi tanto que a experiência foi levada à Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro. Lá, o jornalista (e futuro grande publicitário) Mauro Salles assumiu o volante, ou seria o leme? para uma navegação experimental. O relato de Mauro comprova a eficácia do isolamento: “Dirigi o tempo todo de sapatos e meias, e só os molhei quando, ao descer do sedan, pisei em uma poça de chuva”. Memória Viva na FPA Hoje, a imagem desse Fusca no Ibirapuera (recentemente resgatada pelo perfil oficial do Parque e páginas de antigomobilismo) nos lembra que a história do automóvel brasileiro é rica em experimentações, ousadia e engenharia mecânica pura. Preservar essa memória não é apenas falar sobre carros parados em garagens, mas sobre o que eles representavam para a inovação da época.

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