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Federação Paulista recebe homenagem em Goiânia

Em comemoração ao dia do Antigomobilista FPA recebe diploma de Honra ao Mérito

Na noite do dia 12 de Setembro, representada pelo presidente em exercício, Thiago Teixeira Beilstrein, a Federação Paulista de Antigomobilismo, esteve presente na Câmara Municipal de Vereadores de Goiânia, para participar da Sessão Especial em Homenagem ao dia dos Antigomobilistas. Além da Federação Paulista de Antigomobilismo, esteve também, compondo a mesa da casa o Centauro Motor Clube, representado na figura de um dos seus mais ilustres integrantes, o senhor José Roberto Beilstrein.

(Foto: José Roberto Beilstrein e Thiago Teixeira Beilstrein com integrantes da câmara)
Foto: Thiago Beilstrein (FPA) compõem a mesa ao lado de Lucas Kitão (PSD) e Renato Kapeleti (APCAR)

A sessão especial da Câmara Municipal de Vereadores de Goiânia, que ocorre sempre no início do mês de Setembro, se tornou uma tradição da casa, que por sua vez, sempre faz lembrar e valorizar a data do dia 05 de Setembro, dia do Antigomobilista. Vale ressaltar que o tema passou à ter maior relevância e importância no cenário político Goiano, devido a brilhante atuação do vereador Lucas Kitão (PSD); Antigomobilista e integrante da APCAR, nosso filiado em Goiânia.

A APCAR Goiânia, assim como o vereador Lucas Kitão, são responsáveis pelo grande avanço e desenvolvimento da cultura antigomobilista na região centro-oeste; Inúmeras ações culturais, promoção social e cultural do segmento e resgate da memória, são algumas das ações realizadas em conjunto nos últimos anos por intermédio da APCAR e do poder público, na figura do vereador Lucas Kitão. Tais esforços em prol do antigomobilismo, tem resultado em amplo conhecimento popular, elevando Goiânia a posição de um dos principais polos do antigomobilismo no Brasil e na América do Sul.

Foto: Thiago Beilstrein (FPA), Lucas Kitão (PSD) e Renato Kapeleti (APCAR)e
Foto: Antigomobilistas homenageados, representando seus clubes

A Federação Paulista de Antigomobilismo, tem acompanhado de perto o grande trabalho realizado em Goiás, especialmente em Goiânia, auxiliando e apoiando as ações, fornecendo as diretrizes e bases necessárias para o avanço do segmento na região, um trabalho em conjunto com o seus filiados que tem apresentado resultados positivos e satisfatórios.

O Centauro Motor Clube, representado por José Roberto Beilstrein, o Zé, como é carinhosamente conhecido, abrilhantou a noite com a sua participação no evento, sendo homenageado pelo seu pioneirismo no segmento, além da ampla atuação no universo automobilístico brasileiro, abrindo caminhos no esporte, cultura e entretenimento.

A Federação Paulista de Antigomobilismo, assim como o Centauro Motor Clube, receberam da casa o Diploma de Honra ao Mérito pelos relevantes serviços prestados ao antigomobilismo Goianiense e Brasileiro, contribuindo com a promoção cultural e histórica do segmento. É uma grande satisfação para todos que fazem parte da Federação Paulista, ser comtemplados com o reconhecimento público e popular; Iniciativas como esta, demonstram e nos fazem ter certeza de que estamos no caminho certo, e o antigomobilismo segue forte, angariando a cada dia mais apaixonados e fazem a diferença na sociedade, o nosso muito obrigado.

Foto: Thiago Teixeira Beilstrein (FPA), Lucas Kitão (PSD), José Roberto Beilstrein (CMC)

Uma resposta

  1. EM NOME ELITE DO MONZA CENTRO-OESTE
    EU ADRIANO PRESIDENTE DA ELITE DO MONZA GOIÁS
    VENHO agradecer a oportunidade em fazer parte desse linda história do antigomobilismo goiano….
    Os parabéns a FPA
    OS PARABÉNS AO NOSSO AMIGO VEREADOR LUCAS KITÃO
    PARABÉNS AOS CLUBS E ANTIGOMOBILISTA GOIÂNO

    E UMA HONRA FAZER PARTE DESSA LINDA HISTÓRIA QUE ESTAMOS ESCREVENDO JUNTOS TODOS NOS ANTIGOMOBILISTA

    PARABÉNS

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A história do autódromo de São Paulo que nasceu entre dois lagos

Neste domingo, 8 de novembro, os motores da Fórmula 1 voltam a roncar em Interlagos para o GP de São Paulo. Para quem acompanha a corrida pela TV ou da arquibancada, o autódromo parece parte natural da paisagem da zona sul da capital. Mas a história dele começou muito antes dos carros modernos, com um projeto de bairro, um nome inspirado na Suíça e uma pista aberta em meio às represas. Um projeto entre represas Em meados dos anos 1920, o engenheiro britânico Louis Romero Sanson, dono da construtora Auto-Estradas, planejou um empreendimento entre as represas Guarapiranga e Billings. O urbanista francês Alfred Agache, que participou do projeto, viu na região uma semelhança com Interlaken, cidade suíça cercada por lagos. Daí veio o nome: Interlagos, o lugar “entre lagos”. A crise financeira de 1929 e a Revolução Constitucionalista de 1932 atrasaram os planos. A ideia de um autódromo ganhou força nos anos seguintes, e em abril de 1939 um grupo de pilotos liderado por Manoel de Teffé fez as primeiras voltas na pista ainda inacabada. A inauguração de 1940 O autódromo foi inaugurado em 12 de maio de 1940, diante de cerca de 15 mil pessoas. A programação teve uma prova de motos de 12 voltas e o Grande Prêmio São Paulo, com 25 voltas e 200 quilômetros. O traçado completo tinha cerca de 8 quilômetros e era percorrido no sentido anti-horário, como até hoje. Na estreia, faltava quase tudo o que hoje parece básico: não havia arquibancadas, boxes nem torre de cronometragem. Da reforma à Fórmula 1 No fim de 1967, o autódromo fechou para uma grande reforma. Reabriu em 29 de fevereiro de 1970 com uma prova internacional de Fórmula Ford vencida por Emerson Fittipaldi e arquibancadas para 20 mil pessoas. Novas obras em 1971 prepararam a pista para a Fórmula 1. A primeira corrida da categoria em Interlagos aconteceu em 30 de março de 1972, ainda fora do campeonato, com vitória de Carlos Reutemann. Em 11 de fevereiro de 1973, veio o primeiro GP do Brasil válido pelo Mundial, vencido por Emerson Fittipaldi, que repetiria a vitória em 1974. Em 1975, foi a vez de José Carlos Pace vencer em casa, a única vitória dele na Fórmula 1. Em 1985, o autódromo passou a levar o seu nome. A volta em 1990 e a era Senna Entre 1981 e 1989, o GP do Brasil foi disputado no Rio de Janeiro. A volta a São Paulo veio em 1990, com o traçado encurtado para os atuais 4,309 quilômetros, novos boxes e torre de controle. Na reinauguração, em 23 de março de 1990, Alain Prost venceu, com Ayrton Senna em terceiro. As vitórias de Senna em casa vieram em 1991 e 1993, e até hoje estão entre as cenas mais lembradas do automobilismo brasileiro. Patrimônio do automobilismo Ao longo de 86 anos, Interlagos recebeu também provas como as Mil Milhas Brasileiras e a Stock Car, além de gerações de pilotos que deram ali as primeiras voltas. Cada curva do autódromo guarda um capítulo da história do esporte a motor no país. No domingo, quando os carros alinharem para a largada, mais uma página será escrita nessa história, que começou entre dois lagos.

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SEMA 2026 abre em Las Vegas, e caravana brasileira chega rodando

O SEMA Show 2026 abriu as portas nesta terça-feira, 3 de novembro, no Las Vegas Convention Center, nos Estados Unidos. Até quinta, a feira é restrita a profissionais do setor e à imprensa. Na sexta, 6 de novembro, o público geral também pode visitar os pavilhões, que reúnem mais de 2 mil empresas expositoras e alguns dos projetos mais aguardados do ano no universo da personalização automotiva. Clássicos em destaque Entre as estreias programadas, os clássicos têm lugar de honra. Na agenda oficial de apresentações do primeiro dia aparecem um Pontiac GTO 1965 preparado pela Ringbrothers, um Chevrolet Corvette 1967, um Ford Roadster 1936, Chevrolet Bel Air 1955 e até uma Dodge A100 1965. Na quarta, a EMPI mostra o Super Beetle Road Racer, edição comemorativa de 70 anos, um Fusca para os fãs brasileiros reconhecerem de longe. A feira também atrai nomes conhecidos do automobilismo e da cultura pop. Estão confirmados, entre outros, Richard Petty, Mario Andretti, Jay Leno, Chip Foose e integrantes do elenco de “Velozes e Furiosos”. Na sexta à noite, o SEMA Fest leva shows de rock ao estacionamento do centro de convenções. De carro até Las Vegas Para muitos brasileiros, o caminho até o SEMA também é parte da festa. Em 28 de outubro, uma caravana com mais de 50 carros saiu de Ball Ground, no estado da Geórgia, para cerca de 3.200 quilômetros de estrada até Las Vegas. A ideia, como mostraram as edições anteriores, é chegar rodando, e não em cima de um caminhão. O comboio reúne carros de épocas e estilos muito diferentes. Há um Corvette C4 1984, apelidado de “Calvette”, que já tinha rodado mais de 2 mil quilômetros antes mesmo da largada, e um Dodge Brothers de 1926, chamado de “Frank”, com piso e rodas de madeira. O roteiro passou por Arkansas, Texas e Arizona e incluiu um trecho da Rota 66, que completa 100 anos em 2026, entre Seligman e Nelson. Uma parada fora do roteiro No meio do caminho, uma surpresa. O Mercedes 190E com motor V12, inspirado em Ayrton Senna, teve problema na roda ainda no Alabama. Em Dallas, Richard Rawlings, criador da Gas Monkey Garage e apresentador de programas de TV sobre carros, encontrou um carro doador e abriu as portas da oficina para o reparo. A ajuda acabou se estendendo a outros carros do grupo. A Gas Monkey publicou a visita em 29 de outubro, com o próprio Rawlings posando ao lado da bandeira do Brasil. A caravana seguiu viagem e chegou a Las Vegas no dia 31. Paixão que atravessa fronteiras O SEMA é uma vitrine da indústria de peças e acessórios, mas a passagem dos brasileiros pela Gas Monkey lembra o que move o universo sobre rodas: pessoas que se ajudam na estrada, garagens de portas abertas e carros de diferentes épocas dividindo o mesmo caminho. Do Fusca de corrida ao Dodge de 1926, a história do automóvel segue sendo contada em movimento, e com sotaque brasileiro.

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AutoMotor Experience apresenta a história do automobilismo no Shopping Vila Olímpia

A história do automobilismo ocupa um novo espaço em São Paulo. Até 20 de dezembro de 2026, o Shopping Vila Olímpia, na zona sul da capital, recebe a AutoMotor Experience. A exposição é dedicada à memória e à cultura das pistas e ocupa uma área de mais de 900 m². O acervo reúne mais de 150 itens, entre carros, capacetes, troféus e peças ligadas a pilotos e equipes de diferentes épocas. A proposta combina preservação histórica e tecnologia. O percurso apresenta o esporte a motor por meio de objetos originais, registros e relatos, e também inclui recursos interativos. A visita completa dura cerca de uma hora. Uma trajetória contada por quem viveu as pistas O fio condutor da exposição é a trajetória de Reginaldo Leme, um dos nomes mais conhecidos do jornalismo esportivo brasileiro. Leme acompanha o automobilismo há mais de cinco décadas e é referência na cobertura da Fórmula 1. Na mostra, ele assina a curadoria e narra cada uma das salas, conduzindo o visitante pelos principais capítulos da história das pistas. Logo no início do percurso, uma sala dedicada ao jornalista reúne itens da sua carreira. São registros dos bastidores das coberturas dos Grandes Prêmios de Fórmula 1, acumulados ao longo de décadas de convivência com pilotos, equipes e circuitos de todo o mundo. A exposição leva o nome do anuário AutoMotor, criado por Reginaldo Leme. Há mais de 30 anos, a publicação registra as temporadas do automobilismo e se tornou uma referência de documentação do esporte no país. Hoje a marca pertence à editora Oficina 259 e atua também em outros canais de comunicação. Do acervo histórico aos simuladores Entre os destaques do acervo estão itens de pilotos de diferentes gerações, como o heptacampeão mundial Lewis Hamilton e o brasileiro Gabriel Bortoleto, atual representante do país na Fórmula 1. Carros históricos, capacetes e troféus completam a parte expositiva e ajudam a contar como o esporte evoluiu ao longo do tempo, em técnica, segurança e design. A segunda parte da experiência é interativa. O visitante pode testar simuladores de corrida, conteúdos em realidade virtual e instalações multimídia que reproduzem a sensação de estar no cockpit. A combinação de acervo e interatividade atende tanto quem acompanha o automobilismo há anos quanto quem está tendo o primeiro contato com o universo das pistas. Segunda temporada em São Paulo Esta é a segunda temporada da AutoMotor Experience na capital paulista. A primeira foi realizada no Shopping Parque da Cidade, a partir de maio de 2026. A nova edição no Shopping Vila Olímpia segue o mesmo conceito e mantém a curadoria de Reginaldo Leme. Memória que também transforma vidas A exposição mantém uma iniciativa social em parceria com o Instituto Ingo Hoffmann. O instituto leva o nome de um dos pilotos mais vitoriosos da história do automobilismo brasileiro e apoia crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer. Na modalidade Entrada Social, R$ 10 do valor de cada ingresso são destinados ao instituto. Preservar a história do automóvel Iniciativas como a AutoMotor Experience reforçam a importância de preservar e divulgar a história do automóvel e do esporte a motor. Carros, objetos e documentos guardam a memória de gerações de pilotos, engenheiros, mecânicos e apaixonados. Mantê-los acessíveis ao público é uma forma de manter viva essa trajetória. É o mesmo princípio que orienta o trabalho de preservação dos veículos históricos. Serviço AutoMotor Experience Local: Shopping Vila Olímpia, Rua Olimpíadas, 360, Vila Olímpia, São Paulo (SP) Período: até 20 de dezembro de 2026 Funcionamento: de terça-feira a domingo, das 12h às 20h, com sessões a cada hora Duração média: cerca de 1 hora Ingressos: Inteira: R$ 90 Meia-entrada: R$ 45 Entrada Social: R$ 100, com R$ 10 destinados ao Instituto Ingo Hoffmann Vendas: Sympla Mais informações: automotorexperience.com.br Datas, horários e valores podem sofrer alterações. Consulte os canais oficiais do evento antes da visita.

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RD 50 a “Cinquentinha” que inaugurou a produção de motos no Brasil

Uma faixa estendida sobre a linha de montagem resumia o momento: “Viva!!! Enfim a motocicleta brasileira”, com a data 10/10/74 e uma saudação em japonês. Registros da época mostram as primeiras RD 50 azuis enfileiradas na fábrica, decoradas com bandeiras do Brasil e do estado de São Paulo. Aquela pequena moto de 50 cm³ marcou o início da indústria nacional de motocicletas em escala industrial. Dois anos antes da Honda CG 125, e onze anos antes da primeira fábrica no Polo Industrial de Manaus, a produção de motos no Brasil começava na Grande São Paulo. De importadora a fabricante A Yamaha chegou ao Brasil em novembro de 1970, como importadora. O primeiro escritório funcionava na Rua General Osório, no centro de São Paulo. Nos primeiros anos, a marca trazia do Japão modelos de motor dois tempos, como a FT 50 Mini Enduro, a FS1 50 de cinco marchas e a R5 de 350 cm³ e dois cilindros. A boa aceitação desses modelos levou a empresa a planejar algo maior: produzir motocicletas no próprio país. Guarulhos, a primeira fábrica fora do Japão A fábrica foi erguida em Guarulhos, às margens da Rodovia Presidente Dutra. A localização deixava a unidade próxima do interior paulista e do porto de Santos. Foi a primeira planta da Yamaha fora do Japão e a primeira fábrica de motocicletas instalada no Brasil. A data mais citada para o início das operações é 10 de outubro de 1974, a mesma registrada na faixa da linha de montagem. A cerimônia reuniu Isao Koike, presidente da Yamaha Motor Company, e Severo Gomes, então ministro da Indústria e Comércio. Algumas publicações situam a inauguração oficial em novembro de 1974, o que sugere que a produção tenha começado semanas antes da solenidade formal. A Cinquentinha A RD 50 era derivada da YB 50 japonesa, mas a versão brasileira recebeu ajustes próprios. Tinha mais potência que a matriz e câmbio de cinco marchas, contra quatro da YB 50. O motor monocilíndrico de dois tempos, com 49 cm³, entregava cerca de 6,5 cv a 9.500 rpm e 0,50 kgfm de torque a 8.500 rpm. Algumas fontes registram 6,2 cv. O desenho de linhas retas trazia um visual esportivo que a marca exploraria nos modelos seguintes. A Yamaha antecipou a produção para apresentar a moto no Salão do Automóvel de São Paulo de 1974. No evento, o público pôde experimentar a novidade em uma pista de test-ride montada pela marca. O apelido “Cinquentinha” veio do público e acompanhou o modelo durante toda a sua trajetória. A RD 50 ficou em produção até o fim dos anos 1970 e foi a primeira moto de uma geração inteira de motociclistas brasileiros. Por que “primeira motocicleta nacional” O Brasil já produzia veículos motorizados de duas rodas antes de 1974. Em 1955, a Lambretta do Brasil obteve licença para fabricar scooters e montou fábrica no bairro da Lapa, em São Paulo. No mesmo ano, a Monark começou a produzir modelos de baixa cilindrada, como a Monark 50, próxima de uma bicicleta motorizada. O pioneirismo da RD 50 está em outro ponto: foi a primeira motocicleta produzida em série, em linha de montagem industrial, por uma fábrica dedicada a motos no país. É nesse sentido que a história do motociclismo brasileiro a reconhece como a primeira moto nacional. Vale lembrar também que “nacional” se refere ao local de fabricação, e não à origem da marca. A Yamaha é japonesa, mas a RD 50 foi produzida em território brasileiro. O legado A RD 50 abriu caminho para uma família de modelos nacionais. Logo vieram a RD 75, evolução direta da Cinquentinha, e a RS 125, produzida com peças fabricadas no Brasil. A RD 350, primeira moto esportiva nacional, até hoje é procurada por colecionadores. Em 1976, a Honda iniciou a produção da CG 125, e o mercado brasileiro de motos ganhou a escala que conhecemos. Em 1985, a própria Yamaha inaugurou sua segunda fábrica, em Manaus, e em outubro de 2024 alcançou a marca de 5 milhões de motocicletas produzidas no país. Guarulhos funcionou por décadas como sede e centro de distribuição da marca. Recentemente, a Yamaha transferiu a sede para a capital paulista, mas a cidade segue lembrada como o berço da produção de motos no Brasil.

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Conheça todos os padrões de placas vigentes no Brasil

Desde 2020, todo veículo emplacado ou transferido no Brasil recebe a placa no padrão Mercosul, criado pela Resolução Contran nº 780/2019. O modelo trouxe fundo branco, faixa azul com o nome do país e a bandeira, e uma nova combinação de quatro letras e três números. Nesse padrão, a categoria do veículo não está mais na cor do fundo, como acontecia na antiga placa cinza. Ela aparece na cor das letras, dos números e da borda. Hoje existem seis cores em uso, e a placa de coleção tem duas versões: uma branca, válida em todo o Mercosul, e a tradicional placa preta, válida só no Brasil. As placas, uma a uma Particular — Caracteres Pretos É a placa mais comum do país e corresponde à categoria “particular” do Código de Trânsito Brasileiro (CTB, art. 96). Vale para carros de passeio, motos, caminhonetes e utilitários de pessoas físicas ou empresas, desde que usados sem fins de aluguel, aprendizagem, testes ou serviço oficial ou diplomático. Veículos de frota usados pela própria empresa, sem cobrar pelo transporte, também levam a placa preta. O mesmo vale para quem trabalha com transporte por aplicativo: esses motoristas não são obrigados a trocar para a placa vermelha. Comercial — Caracteres Vermelhos Identifica as categorias “aluguel” e “aprendizagem” do CTB, ou seja, veículos usados para transportar pessoas ou cargas mediante pagamento. Entram aqui táxis, ônibus, vans escolares, moto-táxis, caminhões de frete, carros de locadoras e veículos de autoescola. Quem dirige um veículo de placa vermelha em atividade remunerada precisa ter a observação “exerce atividade remunerada” (EAR) na carteira de habilitação. Táxis, por exemplo, também precisam de taxímetro nos municípios com mais de 50 mil habitantes. Oficial — Caracteres Azuis Exclusiva de veículos do poder público nas esferas municipal, estadual e federal. Estão nessa categoria os carros de prefeituras, governos, câmaras, tribunais e autarquias, além de viaturas policiais e ambulâncias da rede pública. O veículo é registrado em nome do órgão público e só pode ser usado a serviço dele. Por isso, a placa azul ajuda a fiscalização e a população a identificar o uso de bens públicos nas ruas. Diplomática — Caracteres Dourados Reservada a embaixadas, consulados, organismos internacionais e seus representantes credenciados no Brasil. É a placa mais rara de se ver nas ruas, concentrada principalmente em Brasília e nas capitais com representações estrangeiras, como São Paulo e Rio de Janeiro. A placa dourada sinaliza que o veículo tem as isenções e imunidades previstas em tratados internacionais, como a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas. Experiência e Fabricante — Caracteres Verdes Usada em veículos que ainda não estão liberados para circulação comercial. Há dois casos principais: Fabricante: montadoras e fabricantes de veículos, pneus, peças e sistemas usam a placa para testar protótipos e carros em homologação nas vias públicas. Experiência: empresas que compram, vendem, reformam, montam ou desmontam veículos usam a placa para deslocamentos ligados a essa atividade. Nesse caso, ela só vale na área da autoridade de trânsito que a emitiu. A autorização é concedida pelo Detran à empresa, não ao veículo, e precisa ser renovada todo ano. Entre as exigências estão alvará de funcionamento, seguro de responsabilidade civil contra terceiros e um livro de registro das saídas. Os documentos exatos variam conforme o estado. Coleção (válida no Mercosul) — Caracteres Cinza-Prata Versão da placa de coleção com fundo branco e letras cinza-prata. Leva o emblema do Mercosul e permite circular por todos os países do bloco, o que interessa a quem participa de encontros e ralis na Argentina, no Uruguai ou no Paraguai. Até junho de 2022, era a única opção para veículos de coleção no padrão Mercosul. As exigências para obtê-la são as mesmas da placa preta, explicadas mais abaixo. Coleção (válida só no Brasil) — a Placa Preta Fundo preto com caracteres brancos ou prateados, resgatando o visual clássico que identifica os carros antigos no Brasil desde a década de 1990. Foi criada pela Resolução Contran nº 887/2021 e passou a ser emitida em 1º de junho de 2022. Por ser exclusiva do Brasil, não leva o emblema do Mercosul e só vale dentro do território nacional. Quem pretende viajar com o carro para outro país do bloco precisa usar a versão branca com letras cinza-prata. A placa de coleção em detalhe A placa preta voltou a ser emitida em 1º de junho de 2022, depois de um pedido dos antigomobilistas atendido pelo Contran. Com a chegada do padrão Mercosul, os veículos de coleção tinham passado a usar apenas a placa branca com letras cinza. Para ter direito à placa de coleção, o veículo precisa cumprir as regras da Resolução Contran nº 957/2022: ter mais de 30 anos de fabricação, seja nacional ou importado; manter pelo menos 80% de originalidade; ter o Certificado de Veículo de Coleção (CVCOL), emitido em nome do proprietário, com QR Code e validade de cinco anos. O proprietário pode escolher entre as duas versões. A placa preta é a mais tradicional, mas só vale no Brasil. Para viajar pelos países do Mercosul, é preciso usar a placa branca com letras cinza-prata. Atenção a um erro comum: a placa branca com letras cinza não é uma categoria para “coleção modificado”. A Resolução 957 chegou a prever a placa de coleção para veículos modificados, mas esse trecho foi revogado logo depois. Hoje, só veículos originais podem receber qualquer uma das duas placas de coleção.

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