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Maio Amarelo chega em sua décima edição em 2023!

“No trânsito, escolha a vida”

Começou no último dia 01 de Maio (segunda-feira), o Maio Amarelo 2023 com atividades em todo o país, cujo tema é “No trânsito, escolha a vida”. Este movimento, que chega em sua 10ª edição, tem como objetivo reduzir acidentes de trânsito através de campanhas educativas promovidas em parceria com a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) e com apoio dos Ministérios dos Transportes e das Cidades.

A CNT Sest Senat em colaboração com o Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV) patrocina a campanha, enquanto a Polícia Rodoviária Federal (PRF) inicia uma ação em todo o país para chamar a atenção para o alto índice de mortes e feridos no trânsito.

De acordo com os organizadores, os 10 anos de existência do Movimento Maio Amarelo são uma ocasião para celebrar o sucesso de trazer o tema para todas as esferas da sociedade, reunindo empresas, entidades e órgãos públicos em defesa da vida e da segurança no trânsito.

Maio Amarelo e a Polícia Rodoviária Federal

Foi adicionado ao tema do órgão a frase “Nossas escolhas salvam vidas”, com o objetivo de ressaltar a importância da conscientização e da crença de que a maioria dos acidentes pode ser prevenida.

A mensagem oficial deste ano é “No trânsito, escolha a vida”, mas a PRF alerta que escolhas erradas por parte dos motoristas, como ultrapassagens indevidas, velocidade incompatível e ingestão de álcool, foram a causa de 77% dos acidentes ocorridos nos primeiros três meses de 2023.

Mais informações:
www.maioamarelo.com

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AutoMotor Experience apresenta a história do automobilismo no Shopping Vila Olímpia

A história do automobilismo ocupa um novo espaço em São Paulo. Até 20 de dezembro de 2026, o Shopping Vila Olímpia, na zona sul da capital, recebe a AutoMotor Experience. A exposição é dedicada à memória e à cultura das pistas e ocupa uma área de mais de 900 m². O acervo reúne mais de 150 itens, entre carros, capacetes, troféus e peças ligadas a pilotos e equipes de diferentes épocas. A proposta combina preservação histórica e tecnologia. O percurso apresenta o esporte a motor por meio de objetos originais, registros e relatos, e também inclui recursos interativos. A visita completa dura cerca de uma hora. Uma trajetória contada por quem viveu as pistas O fio condutor da exposição é a trajetória de Reginaldo Leme, um dos nomes mais conhecidos do jornalismo esportivo brasileiro. Leme acompanha o automobilismo há mais de cinco décadas e é referência na cobertura da Fórmula 1. Na mostra, ele assina a curadoria e narra cada uma das salas, conduzindo o visitante pelos principais capítulos da história das pistas. Logo no início do percurso, uma sala dedicada ao jornalista reúne itens da sua carreira. São registros dos bastidores das coberturas dos Grandes Prêmios de Fórmula 1, acumulados ao longo de décadas de convivência com pilotos, equipes e circuitos de todo o mundo. A exposição leva o nome do anuário AutoMotor, criado por Reginaldo Leme. Há mais de 30 anos, a publicação registra as temporadas do automobilismo e se tornou uma referência de documentação do esporte no país. Hoje a marca pertence à editora Oficina 259 e atua também em outros canais de comunicação. Do acervo histórico aos simuladores Entre os destaques do acervo estão itens de pilotos de diferentes gerações, como o heptacampeão mundial Lewis Hamilton e o brasileiro Gabriel Bortoleto, atual representante do país na Fórmula 1. Carros históricos, capacetes e troféus completam a parte expositiva e ajudam a contar como o esporte evoluiu ao longo do tempo, em técnica, segurança e design. A segunda parte da experiência é interativa. O visitante pode testar simuladores de corrida, conteúdos em realidade virtual e instalações multimídia que reproduzem a sensação de estar no cockpit. A combinação de acervo e interatividade atende tanto quem acompanha o automobilismo há anos quanto quem está tendo o primeiro contato com o universo das pistas. Segunda temporada em São Paulo Esta é a segunda temporada da AutoMotor Experience na capital paulista. A primeira foi realizada no Shopping Parque da Cidade, a partir de maio de 2026. A nova edição no Shopping Vila Olímpia segue o mesmo conceito e mantém a curadoria de Reginaldo Leme. Memória que também transforma vidas A exposição mantém uma iniciativa social em parceria com o Instituto Ingo Hoffmann. O instituto leva o nome de um dos pilotos mais vitoriosos da história do automobilismo brasileiro e apoia crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer. Na modalidade Entrada Social, R$ 10 do valor de cada ingresso são destinados ao instituto. Preservar a história do automóvel Iniciativas como a AutoMotor Experience reforçam a importância de preservar e divulgar a história do automóvel e do esporte a motor. Carros, objetos e documentos guardam a memória de gerações de pilotos, engenheiros, mecânicos e apaixonados. Mantê-los acessíveis ao público é uma forma de manter viva essa trajetória. É o mesmo princípio que orienta o trabalho de preservação dos veículos históricos. Serviço AutoMotor Experience Local: Shopping Vila Olímpia, Rua Olimpíadas, 360, Vila Olímpia, São Paulo (SP) Período: até 20 de dezembro de 2026 Funcionamento: de terça-feira a domingo, das 12h às 20h, com sessões a cada hora Duração média: cerca de 1 hora Ingressos: Inteira: R$ 90 Meia-entrada: R$ 45 Entrada Social: R$ 100, com R$ 10 destinados ao Instituto Ingo Hoffmann Vendas: Sympla Mais informações: automotorexperience.com.br Datas, horários e valores podem sofrer alterações. Consulte os canais oficiais do evento antes da visita.

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RD 50 a “Cinquentinha” que inaugurou a produção de motos no Brasil

Uma faixa estendida sobre a linha de montagem resumia o momento: “Viva!!! Enfim a motocicleta brasileira”, com a data 10/10/74 e uma saudação em japonês. Registros da época mostram as primeiras RD 50 azuis enfileiradas na fábrica, decoradas com bandeiras do Brasil e do estado de São Paulo. Aquela pequena moto de 50 cm³ marcou o início da indústria nacional de motocicletas em escala industrial. Dois anos antes da Honda CG 125, e onze anos antes da primeira fábrica no Polo Industrial de Manaus, a produção de motos no Brasil começava na Grande São Paulo. De importadora a fabricante A Yamaha chegou ao Brasil em novembro de 1970, como importadora. O primeiro escritório funcionava na Rua General Osório, no centro de São Paulo. Nos primeiros anos, a marca trazia do Japão modelos de motor dois tempos, como a FT 50 Mini Enduro, a FS1 50 de cinco marchas e a R5 de 350 cm³ e dois cilindros. A boa aceitação desses modelos levou a empresa a planejar algo maior: produzir motocicletas no próprio país. Guarulhos, a primeira fábrica fora do Japão A fábrica foi erguida em Guarulhos, às margens da Rodovia Presidente Dutra. A localização deixava a unidade próxima do interior paulista e do porto de Santos. Foi a primeira planta da Yamaha fora do Japão e a primeira fábrica de motocicletas instalada no Brasil. A data mais citada para o início das operações é 10 de outubro de 1974, a mesma registrada na faixa da linha de montagem. A cerimônia reuniu Isao Koike, presidente da Yamaha Motor Company, e Severo Gomes, então ministro da Indústria e Comércio. Algumas publicações situam a inauguração oficial em novembro de 1974, o que sugere que a produção tenha começado semanas antes da solenidade formal. A Cinquentinha A RD 50 era derivada da YB 50 japonesa, mas a versão brasileira recebeu ajustes próprios. Tinha mais potência que a matriz e câmbio de cinco marchas, contra quatro da YB 50. O motor monocilíndrico de dois tempos, com 49 cm³, entregava cerca de 6,5 cv a 9.500 rpm e 0,50 kgfm de torque a 8.500 rpm. Algumas fontes registram 6,2 cv. O desenho de linhas retas trazia um visual esportivo que a marca exploraria nos modelos seguintes. A Yamaha antecipou a produção para apresentar a moto no Salão do Automóvel de São Paulo de 1974. No evento, o público pôde experimentar a novidade em uma pista de test-ride montada pela marca. O apelido “Cinquentinha” veio do público e acompanhou o modelo durante toda a sua trajetória. A RD 50 ficou em produção até o fim dos anos 1970 e foi a primeira moto de uma geração inteira de motociclistas brasileiros. Por que “primeira motocicleta nacional” O Brasil já produzia veículos motorizados de duas rodas antes de 1974. Em 1955, a Lambretta do Brasil obteve licença para fabricar scooters e montou fábrica no bairro da Lapa, em São Paulo. No mesmo ano, a Monark começou a produzir modelos de baixa cilindrada, como a Monark 50, próxima de uma bicicleta motorizada. O pioneirismo da RD 50 está em outro ponto: foi a primeira motocicleta produzida em série, em linha de montagem industrial, por uma fábrica dedicada a motos no país. É nesse sentido que a história do motociclismo brasileiro a reconhece como a primeira moto nacional. Vale lembrar também que “nacional” se refere ao local de fabricação, e não à origem da marca. A Yamaha é japonesa, mas a RD 50 foi produzida em território brasileiro. O legado A RD 50 abriu caminho para uma família de modelos nacionais. Logo vieram a RD 75, evolução direta da Cinquentinha, e a RS 125, produzida com peças fabricadas no Brasil. A RD 350, primeira moto esportiva nacional, até hoje é procurada por colecionadores. Em 1976, a Honda iniciou a produção da CG 125, e o mercado brasileiro de motos ganhou a escala que conhecemos. Em 1985, a própria Yamaha inaugurou sua segunda fábrica, em Manaus, e em outubro de 2024 alcançou a marca de 5 milhões de motocicletas produzidas no país. Guarulhos funcionou por décadas como sede e centro de distribuição da marca. Recentemente, a Yamaha transferiu a sede para a capital paulista, mas a cidade segue lembrada como o berço da produção de motos no Brasil.

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A história do autódromo de São Paulo que nasceu entre dois lagos

Neste domingo, 8 de novembro, os motores da Fórmula 1 voltam a roncar em Interlagos para o GP de São Paulo. Para quem acompanha a corrida pela TV ou da arquibancada, o autódromo parece parte natural da paisagem da zona sul da capital. Mas a história dele começou muito antes dos carros modernos, com um projeto de bairro, um nome inspirado na Suíça e uma pista aberta em meio às represas. Um projeto entre represas Em meados dos anos 1920, o engenheiro britânico Louis Romero Sanson, dono da construtora Auto-Estradas, planejou um empreendimento entre as represas Guarapiranga e Billings. O urbanista francês Alfred Agache, que participou do projeto, viu na região uma semelhança com Interlaken, cidade suíça cercada por lagos. Daí veio o nome: Interlagos, o lugar “entre lagos”. A crise financeira de 1929 e a Revolução Constitucionalista de 1932 atrasaram os planos. A ideia de um autódromo ganhou força nos anos seguintes, e em abril de 1939 um grupo de pilotos liderado por Manoel de Teffé fez as primeiras voltas na pista ainda inacabada. A inauguração de 1940 O autódromo foi inaugurado em 12 de maio de 1940, diante de cerca de 15 mil pessoas. A programação teve uma prova de motos de 12 voltas e o Grande Prêmio São Paulo, com 25 voltas e 200 quilômetros. O traçado completo tinha cerca de 8 quilômetros e era percorrido no sentido anti-horário, como até hoje. Na estreia, faltava quase tudo o que hoje parece básico: não havia arquibancadas, boxes nem torre de cronometragem. Da reforma à Fórmula 1 No fim de 1967, o autódromo fechou para uma grande reforma. Reabriu em 29 de fevereiro de 1970 com uma prova internacional de Fórmula Ford vencida por Emerson Fittipaldi e arquibancadas para 20 mil pessoas. Novas obras em 1971 prepararam a pista para a Fórmula 1. A primeira corrida da categoria em Interlagos aconteceu em 30 de março de 1972, ainda fora do campeonato, com vitória de Carlos Reutemann. Em 11 de fevereiro de 1973, veio o primeiro GP do Brasil válido pelo Mundial, vencido por Emerson Fittipaldi, que repetiria a vitória em 1974. Em 1975, foi a vez de José Carlos Pace vencer em casa, a única vitória dele na Fórmula 1. Em 1985, o autódromo passou a levar o seu nome. A volta em 1990 e a era Senna Entre 1981 e 1989, o GP do Brasil foi disputado no Rio de Janeiro. A volta a São Paulo veio em 1990, com o traçado encurtado para os atuais 4,309 quilômetros, novos boxes e torre de controle. Na reinauguração, em 23 de março de 1990, Alain Prost venceu, com Ayrton Senna em terceiro. As vitórias de Senna em casa vieram em 1991 e 1993, e até hoje estão entre as cenas mais lembradas do automobilismo brasileiro. Patrimônio do automobilismo Ao longo de 86 anos, Interlagos recebeu também provas como as Mil Milhas Brasileiras e a Stock Car, além de gerações de pilotos que deram ali as primeiras voltas. Cada curva do autódromo guarda um capítulo da história do esporte a motor no país. No domingo, quando os carros alinharem para a largada, mais uma página será escrita nessa história, que começou entre dois lagos.

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SEMA 2026 abre em Las Vegas, e caravana brasileira chega rodando

O SEMA Show 2026 abriu as portas nesta terça-feira, 3 de novembro, no Las Vegas Convention Center, nos Estados Unidos. Até quinta, a feira é restrita a profissionais do setor e à imprensa. Na sexta, 6 de novembro, o público geral também pode visitar os pavilhões, que reúnem mais de 2 mil empresas expositoras e alguns dos projetos mais aguardados do ano no universo da personalização automotiva. Clássicos em destaque Entre as estreias programadas, os clássicos têm lugar de honra. Na agenda oficial de apresentações do primeiro dia aparecem um Pontiac GTO 1965 preparado pela Ringbrothers, um Chevrolet Corvette 1967, um Ford Roadster 1936, Chevrolet Bel Air 1955 e até uma Dodge A100 1965. Na quarta, a EMPI mostra o Super Beetle Road Racer, edição comemorativa de 70 anos, um Fusca para os fãs brasileiros reconhecerem de longe. A feira também atrai nomes conhecidos do automobilismo e da cultura pop. Estão confirmados, entre outros, Richard Petty, Mario Andretti, Jay Leno, Chip Foose e integrantes do elenco de “Velozes e Furiosos”. Na sexta à noite, o SEMA Fest leva shows de rock ao estacionamento do centro de convenções. De carro até Las Vegas Para muitos brasileiros, o caminho até o SEMA também é parte da festa. Em 28 de outubro, uma caravana com mais de 50 carros saiu de Ball Ground, no estado da Geórgia, para cerca de 3.200 quilômetros de estrada até Las Vegas. A ideia, como mostraram as edições anteriores, é chegar rodando, e não em cima de um caminhão. O comboio reúne carros de épocas e estilos muito diferentes. Há um Corvette C4 1984, apelidado de “Calvette”, que já tinha rodado mais de 2 mil quilômetros antes mesmo da largada, e um Dodge Brothers de 1926, chamado de “Frank”, com piso e rodas de madeira. O roteiro passou por Arkansas, Texas e Arizona e incluiu um trecho da Rota 66, que completa 100 anos em 2026, entre Seligman e Nelson. Uma parada fora do roteiro No meio do caminho, uma surpresa. O Mercedes 190E com motor V12, inspirado em Ayrton Senna, teve problema na roda ainda no Alabama. Em Dallas, Richard Rawlings, criador da Gas Monkey Garage e apresentador de programas de TV sobre carros, encontrou um carro doador e abriu as portas da oficina para o reparo. A ajuda acabou se estendendo a outros carros do grupo. A Gas Monkey publicou a visita em 29 de outubro, com o próprio Rawlings posando ao lado da bandeira do Brasil. A caravana seguiu viagem e chegou a Las Vegas no dia 31. Paixão que atravessa fronteiras O SEMA é uma vitrine da indústria de peças e acessórios, mas a passagem dos brasileiros pela Gas Monkey lembra o que move o universo sobre rodas: pessoas que se ajudam na estrada, garagens de portas abertas e carros de diferentes épocas dividindo o mesmo caminho. Do Fusca de corrida ao Dodge de 1926, a história do automóvel segue sendo contada em movimento, e com sotaque brasileiro.

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Os modelos de 1996 que chegaram aos 30 anos em 2026

Para muita gente, eles ainda parecem carros “de ontem”. Estavam nas garagens da família, nas autoescolas, nos primeiros passeios de quem tirou a carteira nos anos 1990. Mas o calendário não perdoa: os modelos lançados em 1996 completam 30 anos e entram na idade em que um veículo pode ser reconhecido como de coleção. É uma boa hora para relembrar alguns deles e entender o que esse reconhecimento significa. Fiat Palio, um projeto de olho no Brasil O Palio foi lançado mundialmente em abril de 1996, em Ouro Preto (MG). Desenvolvido com o mercado brasileiro como foco principal, chegou com uma família de motores que ia do 1.0 ao 1.6 16v e se tornou um dos carros mais vistos nas ruas do país nas décadas seguintes. Chevrolet Vectra, tecnologia de sedã médio A segunda geração do Vectra chegou ao Brasil em 1996, poucos meses depois da estreia europeia, já com produção nacional. Foi o primeiro carro nacional com airbags duplos e suspensão traseira multilink, e usava o motor 2.0 em versões de 8 e 16 válvulas. Ford Fiesta, Ford Escort e BMW Série 5 O Fiesta foi lançado no Brasil em 1996, um ano depois do europeu, e a versão CLX trazia o moderno motor 1.4 16v Zetec SE. No mesmo ano, a sexta geração do Escort chegou com o motor 1.8 16v Zetec, de 115 cv, nas versões GL e GLX. Entre os importados, a BMW Série 5 de geração E39 desembarcou por aqui nas versões 528i, com seis cilindros, e 540i, com motor V8 4.4. O que a placa preta reconhece Completar 30 anos é só o primeiro passo. Pela Resolução 957/2022 do Contran, veículo de coleção é aquele fabricado há mais de 30 anos e com valor histórico próprio. Para ser reconhecido como original, ele precisa alcançar pelo menos 80 de 100 pontos na avaliação de suas características de fábrica, feita por entidades credenciadas pelo órgão federal de trânsito. Aprovado, o veículo recebe o Certificado de Veículo de Coleção (CVCOL), válido por 60 meses e renovável, e passa a constar no documento com a espécie “coleção”. A resolução também dispensa esses veículos de exigências dos artigos 104 e 105 do Código de Trânsito Brasileiro, que tratam de inspeção e de equipamentos obrigatórios, justamente para que o carro siga como saiu de fábrica. Mais do que uma placa Para quem guardou um Palio, um Vectra ou um Escort com cuidado, o reconhecimento tem um sentido especial. É a confirmação de que aquele carro, preservado com peças, acabamentos e detalhes originais, deixou de ser apenas um usado antigo e passou a contar um pedaço da história do automóvel no Brasil. Cada exemplar conservado ajuda as próximas gerações a entender como eram os carros, os gostos e o jeito de viver dos anos 1990.

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