
Adeus ao IPVA e o que fazer agora?
O ano começou e você não paga mais IPVA, o que fazer agora? Saiba como reinvestir a economia gerada no seu veículo para garantir longevidade útil e valorizar sua história. Imagem original @tabata.fotografia Para milhões de motoristas brasileiros, janeiro é sinônimo de contas acumuladas e a temida chegada do IPVA. No entanto, para o universo do antigomobilismo, a virada do ano traz um alívio silencioso e satisfatório: a isenção tributária. Em muitos estados, como São Paulo, veículos com mais de 20 anos de fabricação deixam de pagar o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores. Mas, se engana quem pensa que esse dinheiro deve voltar para o bolso para pagar despesas domésticas. Para o verdadeiro entusiasta, o valor do “ex-IPVA” é um recurso sagrado, destinado a um único fim: a curadoria da máquina. Transformar essa economia em investimento no próprio veículo não é apenas um ato de paixão, mas uma estratégia inteligente de valorização do patrimônio. Abaixo, listamos as melhores formas de alocar esse capital para garantir que seu clássico continue rodando com elegância e confiabilidade. 1. O “Check-up” da Confiabilidade: Onde Ninguém Vê Muitos colecionadores focam na pintura e esquecem a “saúde” mecânica. Carros antigos costumam sofrer com o ressecamento de componentes de borracha. Utilize o valor economizado para uma revisão preventiva profunda: Sistema de Arrefecimento: Troque mangueiras, faça a limpeza do radiador e substitua o aditivo. O superaquecimento é o maior inimigo dos motores veteranos. Linhas de Combustível: Mangueiras de combustível antigas ressecam e são um risco real de incêndio. Substituí-las por modelos modernos e reforçados é um investimento baixo que salva vidas e patrimônios. Suspensão e Buchas: Trocar as buchas de bandeja e batentes renova a dirigibilidade, eliminando aqueles rangidos que tiram o prazer de um passeio de domingo. 2. Pneus: Segurança e Estética Se o seu carro roda pouco, é provável que os pneus ainda tenham “sulco”, mas estejam vencidos (o famoso pneu “pedra”). A borracha perde a aderência após 5 anos, independentemente da quilometragem. Dica do Especialista: Use o dinheiro para comprar pneus novos com desenho de época ou medidas originais. Pneus corretos não apenas garantem segurança, mas mudam drasticamente a postura visual do carro, algo essencial para quem busca a Placa Preta. 3. Estética Automotiva: O “Banho de Loja” A pintura de um carro antigo exige tratamentos diferentes das pinturas modernas. O dinheiro do IPVA pode financiar um detalhamento profissional (Detailing): Polimento Técnico: Para remover micro-riscos (swirls) e devolver o brilho profundo sem desgastar o verniz excessivamente. Vitrificação ou Ceras Nobres: Protegem a pintura contra a ação do tempo, essencial para carros que, às vezes, precisam ficar expostos em encontros sob o sol. Cromagem: Nada desvaloriza mais um clássico do que parachoques descascando. O reinvestimento na recromagem de peças de acabamento devolve o “sorriso” metálico do veículo. 4. Tapeçaria e Interior O interior é onde você passa o tempo. Rasgos no banco ou um painel trincado diminuem a experiência de condução. Invista em reparos localizados para manter a originalidade do tecido ou couro. Considere a higienização profunda de carpetes e forros de teto, eliminando odores de “guardado” e prevenindo mofo. 5. Documentação e Certificado de Originalidade Se o seu carro já atingiu 30 anos e mantém alto grau de originalidade, o melhor investimento possível é buscar o Certificado de Originalidade (Placa Preta). O valor economizado no imposto pode cobrir as taxas de filiação a um clube federado e os custos da vistoria técnica. Além do prestígio e da beleza da placa (agora no padrão Mercosul com letras cinzas/prateadas), o certificado atesta o valor histórico do veículo, o que impacta diretamente na sua cotação de mercado.

