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Per Gillbrand, no Hall da Fama da FIVA

O brilhante engenheiro sueco falecido em 2016, revolucionou a utilização de turbocompressores!

Uma das figuras menos reconhecidas no mundo automobilístico, Per Gillbrand (1934-2016), o brilhante engenheiro sueco mais conhecido como Mr Turbo, ganhou destaque ao longo dos anos como um dos maiores defensores da aplicação de turbocompressores para aumentar a potência e a eficiência dos motores a gasolina, principalmente os utilizados nos veículos Saab ao longo das décadas.

(Foto de época: Per Gillbrand admira uma das suas intervenções mecânicas)
(Foto: Per Gillbrand ao lado do motor do clássico Rolls-Royce Merlin 38, que recebeu a sua tecnologia)

Embora Per Gillbrand tenha nos deixado em 2016, sua memória foi homenageada em 3 de setembro, quando sua viúva, Inga Gillbrand, recebeu em seu nome um prestigioso troféu que o introduziu no exclusivo FIVA Heritage Hall of Fame, localizado no F11 Museum, em Nykoping. Esta cidade está situada aproximadamente a 100 km a sudoeste de Estocolmo.

O evento foi organizado pela ANF sueca da FIVA, com a presença de Kurt Sjoberg, presidente do MHRF (MotorHistoriska RiksForbundet), juntamente com sua equipe, que inclui Karl Ask, diretor-geral do MHRF, e Goran Schusseleder, chefe de comunicações do MHRF, entre outros. A família de Inga Gillbrand, composta por sua filha Ebba, seu filho Peter, sua nora Kicki e sua neta Josefine, também foi homenageada e celebrada pelos membros do MHRF em Nykoping. Além disso, o evento contou com a presença de Tiddo Bresters, presidente da FIVA, Peter Edqvist, vice-presidente sênior, Gautam Sen, vice-presidente, e Timo Vuortio, diretor.

(Foto: Per Gillbrand por Joey Abright)

Após sua aposentadoria, Per Gillbrand dedicou-se à criação de modelos em escala totalmente funcionais de alguns dos motores automobilísticos mais emblemáticos da história, incluindo o motor em linha de oito cilindros do Bugatti Type 35, um V-Twin da Husqvarna, o motor rotativo Gnome e o W16 do Bugatti Chiron. De seus 20 modelos, oito estavam em exibição, e seu filho, Peter Gillbrand, engenheiro da AVL, demonstrou o funcionamento do incrivelmente complexo motor V12 em miniatura do Rolls-Royce Merlin, proporcionando uma fascinante visão da história dos automóveis e dos transportes.

Com Per Gillbrand sendo o primeiro sueco (e a primeira pessoa do ano) a ser incluído no Heritage Hall of Fame da FIVA, esperamos ansiosamente futuros eventos para celebrar as grandes personalidades da cultura e da história automobilística.

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Os utilitários militares que forjaram a história do 7 de Setembro

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A rebelião analógica na era dos carros elétricos

Neste 5 de setembro, Dia do Antigomobilista, a FPA analisa como a busca por experiências reais, mecânica orgânica e design autêntico está transformando carros clássicos e Youngtimers no objeto de desejo de uma nova geração. Se você entrar em uma concessionária hoje em 2026, os carros zero quilômetro parecerão grandes smartphones sobre rodas. Motores silenciosos, painéis dominados por telas sensíveis ao toque, assistentes virtuais intrusivos e uma condução cada vez mais anestesiada pelos sistemas autônomos. A engenharia moderna alcançou o ápice da eficiência e da segurança, mas, no processo, esvaziou a relação homem-máquina. É exatamente em resposta a esse excesso de filtros, notificações e condução asséptica que o mercado de clássicos vem sofrendo uma revolução silenciosa. O antigomobilismo, outrora visto apenas como um hobby de nicho focado na preservação estrita do passado, transformou-se na maior rebelião analógica do nosso tempo. A Busca pela experiência orgânica Neste Dia Nacional do Antigomobilista, o perfil de quem está resgatando veículos clássicos mudou radicalmente. Millennials e a Geração Z estão ditando um novo ritmo no mercado não apenas pela nostalgia do design, mas pela busca desenfreada pela experiência tátil e visceral. Girar uma chave de metal. Sentir a resistência física (e a comunicação direta) de uma direção que não é esterçada por motores elétricos. O tranco mecânico de uma embreagem. O som encorpado e imperfeito da quebra do combustível em um motor a combustão. Hoje, acelerar um veículo de coleção é uma das raras formas de se estar 100% presente no momento. Quando você está ao volante de um clássico, você não está respondendo mensagens nem deslizando a tela; você está dirigindo. O carro clássico tornou-se o maior antídoto para a ansiedade digital. A ascensão dos Youngtimers e a curadoria de estilo Essa mudança de mentalidade explodiu a barreira das décadas. O antigomobilismo atual não se restringe mais aos impecáveis importados dos anos 50 ou aos robustos nacionais dos anos 70. Estamos vivendo o boom indiscutível dos Youngtimers, a safra dos anos 90 e do início dos anos 2000 que agora atinge a maturidade histórica. Modelos que habitavam a cultura pop, as capas de revistas especializadas e as garagens dos videogames da época agora são caçados com fervor. O hatch esportivo puro-sangue, o sedã executivo analógico e os motores que marcaram a transição da mecânica pura para as primeiras injeções eletrônicas. Para esse novo público, colecionar não é sobre acumular dezenas de veículos parados e empoeirados. É sobre curadoria. É encontrar um ou dois exemplares que reflitam seu lifestyle, realizar uma manutenção técnica rigorosa e colocá-los na estrada. Os encontros de automobilismo de 2026 não são mais apenas exposições estáticas no gramado; são eventos de cultura urbana, road trips e experiências imersivas onde o carro é a peça central. A celebração do inalterado e da originalidade Neste cenário, a preservação da mecânica e do design originais ganhou um status quase filosófico. Em um mundo onde tudo é descartável, atualizado por software e substituído a cada dois anos, manter a integridade de uma máquina construída décadas atrás é a forma máxima de respeito ao patrimônio técnico. A apreciação pelo estado de conservação, pela estética original de fábrica e pela história de sobrevivência do veículo é o que une os entusiastas. Não se trata de especulação, mas de reconhecer que a engenharia daquela época tinha personalidade própria, e que preservar essa essência é manter vivo um capítulo fundamental da nossa cultura industrial. A história continua nas ruas Ser antigomobilista hoje não é tentar parar o relógio. É reconhecer que a engenharia, o design e a ousadia do passado têm um valor atemporal. Os carros clássicos sobrevivem aos seus criadores e aos seus primeiros donos; são cápsulas do tempo em movimento. Neste 5 de setembro, a Federação Paulista de Antigomobilismo saúda todos os proprietários, restauradores, clubes filiados e entusiastas. Sejam os veteranos que desbravaram a cultura do automóvel ou os novos apaixonados que estão injetando sangue novo no setor. Vocês provam que, no meio de tanto código binário e motores silenciosos, o que ainda move as ruas é a emoção em estado puro.

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Por que a Kombi Tem um Dia Só Dela no Brasil?

Se você cruzar com uma “Velha Senhora” trabalhando firme na feira ou ostentando uma pintura impecável em um encontro de carros antigos hoje, vale buzinar em saudação. Neste 2 de setembro, comemora-se o Dia Nacional da Kombi, uma homenagem justa a um dos utilitários mais carismáticos, versáteis e fundamentais da nossa história automotiva. Mas você sabe o motivo por trás da celebração nesta data específica? O verdadeiro marco zero da Volkswagen nacional A escolha do dia não é casual. Foi exatamente em 2 de setembro de 1957 que a primeira Kombi brasileira saiu da linha de montagem da fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo (SP). Aqui reside a primeira grande curiosidade que todo entusiasta do antigomobilismo adora lembrar: ao contrário do que o senso comum imagina, não foi o consagrado Fusca o responsável por inaugurar a fabricação nacional da montadora alemã. A Kombi chegou antes. Embora o Fusca já fosse montado no país desde 1953 em regime CKD (com peças importadas e apenas montagem local), a Kombi foi o primeiro veículo efetivamente fabricado em solo brasileiro, marcando o nascimento da indústria da VW no país. Da feira livre ao status de cult Construída sobre uma mecânica simples, robusta e equipada com o lendário motor boxer refrigerado a ar, a Kombi assumiu mil faces ao longo das décadas. Foi lotação, ambulância, carro de entrega, motorhome hippie e parceira inseparável do pequeno comerciante. Poucos veículos no mundo conseguiram transitar com tanta facilidade entre o trabalho pesado e o status de ícone cultural. O adeus forçado pela legislação A trajetória de produção nacional durou incríveis 56 anos de forma contínua. O fim da linha só veio em dezembro de 2013, e não por falta de demanda, já que o modelo continuava vendendo bem, mas por limitações do projeto original. As novas exigências de segurança que entraram em vigor em 2014, tornando obrigatórios os freios ABS e airbags duplos, eram incompatíveis com a estrutura do projeto concebido ainda na década de 1950. Sua despedida com a série especial Last Edition selou o fim de uma era, mas consolidou seu legado. Hoje, a Kombi brasileira é exportada e cobiçada por colecionadores do mundo inteiro. Mais do que um meio de transporte, ela foi o motor que ajudou a carregar o desenvolvimento do Brasil.

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