Conheça a história da PUMA Automóveis

Uma montadora "verde amarela", inovadora e ousada!

Se você é antenado no mundo dos carros, você com certeza conhece a gigante nacional Puma. Caso você não conheça, não se preocupe, pois, vamos contextualizar para você. A Puma Automóveis, nada mais é do que uma montadora que trabalha com caminhões de pequeno porte, mas seu maior destaque, são seus automóveis esportivos, que chamam atenção tanto com seu design, quanto com a sua performance.

(Foto: youtube.com/@AutosuperBr)

HISTÓRIA

Começamos em 1963, no dia 20 de agosto era fundada uma empresa promissora, que faria muito sucesso e conquistaria fiéis clientes. A Puma, inicialmente chamada de Lumimari (a junção dos nomes dos criadores Luiz Roberto Alves da Costa, Mil­ton Masteguin, Mário César “Marinho” de Camargo Filho e Rino Malzoni), surgiu com o objetivo de trazer um estilo de carros que existiam apenas no exterior, e comercializa-los no Brasil com a sua próprio marca. Iniciaram os seus planos em um galpão velho dentro de uma fazenda no interior de SP, tiveram o auxílio do italiano Genaro Malzoni e de alguns produtores agrícolas do local, que forneceram peças para a montagem do carro, assim surgiu a versão brasileira do Renaut Alphine 1963, que logo de cara se saiu bem em diversos eventos. No mesmo ano, a equipe trabalhou em alguns outros modelos, o GT Malzoni foi um deles, que possuía 106CV, e saiu vitorioso em eventos como o Grande Prêmio das Américas. Após o desempenho ter se mostrado competente, foram reproduzidas mais 14 unidades.

GT-Malzoni
(Foto: Puma GT (DKW) (1967) (VW) (1968-1970)
Puma GT4R (1969-1970) (Série especial)
(Foto: Puma GT4R (1969-1970) (Série especial)

Após 3 anos, em 1966, o nome da empresa passou a ser “Puma”, No começo eu fiquei curioso para sa­ber o motivo de ter trocado o nome de Lumimari para Puma. Então me contaram que um dia todos os donos se reuniram e o novo sócio, Jorge Lettry, recém-saído da Vemag, onde era o chefe do de­partamento de competições, disse que Lumimari parecia nome de loja de lustres. Foi então que veio a mudança para Puma, por sugestão do Lettry”, disse Antônio Carlos Fernandes, atual diretor comercial da empresa. Já o nome “Puma”, veio para representar a empresa, pois a Puma é um felino dono das montanhas, presente na américa do sul.

Durante os próximos dois anos, a empresa trabalhou em cima do Puma GT, que em 1968 ganhou uma versão chamada “Puma 1500”, tinha um desempenho extremamente acima da média de um carro normal, pois possuía um motor 1.5L com o chassi do Karmann-Ghia, alcançando incríveis 150 Km/h, velocidade surpreendente para a época.  Daí em diante, houve uma série de lançamentos, a empresa conseguia vender cerca de 500 modelos no mês, porém, por conta de crises financeiras em 1985, a Puma decretou Falência.

A REVIRAVOLTA

Um tempo após a falência, a empresa Araucária adquiriu a massa falida da Puma, onde voltou a efetuar lançamentos, porém, sem sucesso. Foi então que a Alfa Metais comprou a Araucária, fazendo mais e mais lançamentos, um dentre eles, foi o Puma AM1 e AM2 (conversível) e AM3 (que possuía um motor AP-1600), nessa mesma época em torno de 1986 a Puma também investiu em outros tipos de veículos, criando o caminhão Puma 4T

PUMA AM1
(Foto: Puma AM1 1986)
Puma GTB 1980
(Foto: Puma GTB 1980)

Infelizmente, em 1996, o sócio da Alfa Metais acabou falecendo, e colapsos juntos com falta de infraestrutura que prejudicava os trabalhadores, com até enchentes nas áreas de trabalho, como relatavam alguns mecânicos, a empresa se encerrou novamente.

Porém, isso não seria uma reviravolta se não acabasse bem. Em 2013 foi criada a Mesgaferre Ltda. Que levantou novamente as esperanças dos amantes de Puma, fazendo diversos anúncios, lançando modelos novos em 2020, e trazendo de volta o sentimento que só a Puma era capaz de trazer.

Saiba mais sobre o atual momento da montadora, acessando o site oficial: pumaautomoveis.com.br

Gostou do conteúdo? Compartilhe!

Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp

Nota de Falecimento – Atilio Santarelli

Um dia triste para o antigomobilismo, sobretudo à região do ABC Paulista. Faleceu hoje (09.02), vítima de câncer, Atílio Santarelli, morador de São Caetano do Sul (ABC Paulista), um dos mais influentes antigomobilista e colecionadores de São Paulo. Atílio esteve à frente da fundação e gestão do Automóvel Clube do Grande ABC, clube fundamental para a disseminação da cultura antigomobilista no ABC, organizando encontros, exposições e abrindo espaço para entusiastas e adeptos. Além do Automóvel Clube do Grande ABC, Atílio também participou da fundação da Confraria dos Antigos, e foi um dos idealizadores e fundadores da Federação Paulista de Antigomobilismo, sempre buscando o fortalecimento, a profissionalização e a institucionalização do segmento.

Leia mais »

Kissimmee 2026 e a consolidação dos ativos de luxo

O encerramento do leilão Mecum Kissimmee 2026 marcou um ponto de inflexão definitivo para o mercado global de veículos de coleção. Com um volume transacional recorde de US$ 441 milhões, o evento não apenas superou as métricas históricas de faturamento, mas estabeleceu um novo paradigma de avaliação para ativos de alto padrão, deslocando o eixo de influência das tradicionais casas europeias para o solo americano.

Leia mais »

Kissimmee 2026 e a consolidação dos ativos de luxo

O encerramento do leilão Mecum Kissimmee 2026 marcou um ponto de inflexão definitivo para o mercado global de veículos de coleção. Com um volume transacional recorde de US$ 441 milhões, o evento não apenas superou as métricas históricas de faturamento, mas estabeleceu um novo paradigma de avaliação para ativos de alto padrão, deslocando o eixo de influência das tradicionais casas europeias para o solo americano.

Leia mais »

São Paulo, 472 anos a capital do Antigomobilismo

No dia em que a maior metrópole da América Latina sopra as velas de seus 472 anos, um dado estatístico revela uma face nostálgica e resiliente da “Terra da Garoa”: São Paulo ostenta, hoje, a maior frota de veículos com mais de 30 anos de idade do Brasil. Longe de ser apenas um sinal de envelhecimento da frota urbana, esse fenômeno consolida a capital paulista como o coração pulsante do antigomobilismo nacional.

Leia mais »