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Um ano da Resolução 957/2022 do CONTRAN

Resolução retoma a tradicional placa preta, incluindo um novo certificado com validade de cinco anos além de QR Code

No dia 1 de junho de 2022, entrava em vigor no Brasil a Resolução 957/2022 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), estipulando as novas regras para o registro e licenciamento dos chamados veículos de coleção, ou seja, para a obtenção da placa preta.

Mantendo os critérios essenciais, como pleiteáveis à placa preta somente os veículos com mais de 30 anos de fabricação, nacionais ou importados; Enquadrados neste critério inicial,e após vistoria técnica presencial, os veículos ou motos são atestados à receber o chamado Certificado de Veículo de Coleção (CVCOL), que terá QR Code e validade de sessenta meses, ou seja, cinco anos.

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(Foto: Agência Limma Digital)
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(Foto: Agência Limma Digital)

Após o vencimento do CVCOL, é permitida a renovação pelo mesmo período, desde que o veículo continue atendendo às exigências estabelecidas pela lei para ser enquadrado como veículo de coleção. Uma das principais mudanças apresentadas, trata-se da classificação, permitindo desde então as categorias de veículo original ou modificado; Levando em conta este detalhe, caso o veículo seja vendido, deverá ser apresentado novo CVCOL, expedido em nome do novo proprietário.

E como funciona os critérios na prática?

Para ser classificado como original, o modelo de coleção deverá atingir oitenta pontos ou mais, em um total de cem pontos, para obter o Certificado de Veículo de Coleção (CVCOL). Ele deve preservar as “características de fabricação quanto à mecânica, carroceria, suspensão, aparência visual e estado de conservação, equipamentos de segurança, características de emissão de gases poluentes, ruído e demais itens condizentes com a tecnologia e cultura empregada à época de sua fabricação”, conforme descreve a resolução. Essas características serão avaliadas por uma entidade credenciada.

E os veículos modificados?

É classificado como modificado o “veículo que sofreu modificações, realizadas de acordo com regulamentação do
CONTRAN e procedimentos estabelecidos pelo órgão máximo executivo de trânsito da União”.

Vale ressaltar que a placa preta retornou seguindo o padrão Mercosul, definido pela resolução 887/2021, porém apenas o Brasil adotou a placa com o fundo preto, destinado aos veículos de coleção.

Mesmo com críticas, a placa preta segue como um símbolo do trabalho em prol da cultura antigomobilista no Brasil, servindo de inspiração para outros países, e demonstrando visualmente a força e a representatividade do segmento no cenário nacional. Temos muito a avançar âmbito político e legislativo, e seguimos forte com o trabalho desenvolvido à frente das entidades.

Parabéns Placa Preta!

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Documentário da Netflix revisita temporada mais dramática da Fórmula 1

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O mito de 1955 e o legado do “Little Bastard” Poucos automóveis na história possuem uma mística tão intensa quanto o Porsche 550 Spyder. Apresentado em 1953 como o primeiro modelo de competição dedicado da marca alemã, o esportivo ultraleve conquistou as pistas mundiais impulsionado pelo seu motor boxer de quatro cilindros e comando duplo no cabeçote (o famoso motor Carrera de Ernst Fuhrmann). A fama do modelo cruzou as pistas e ganhou dimensões culturais quando o jovem ator norte-americano James Dean adquiriu uma das raras unidades para competir. Batizado carinhosamente de “Little Bastard” e ostentando o numeral 130 impresso na carroceria, o veículo foi o trágico palco do acidente que vitimou o ator em 30 de setembro de 1955, aos 24 anos. Com apenas 90 unidades originais produzidas na década de 1950, o 550 Spyder tornou-se uma das joias mais valiosas e cobiçadas do colecionismo mundial. O novo Porsche 550 J Spyder: Engenharia e escala Mais de seis décadas após o fim da produção original, a Porsche uniu forças com a Hedley Studios (renomada fabricante britânica especializada em recriações artesanais de luxo, anteriormente conhecida como The Little Car Company) para apresentar o 550 J Spyder. Diferente de réplicas convencionais, o modelo foi desenvolvido a partir de escaneamentos tridimensionais do projeto original da Porsche, mas com uma proposta técnica singular: Dimensões e Escala: O veículo possui 80% do tamanho do modelo original, medindo cerca de 2,9 metros de comprimento e capacidade para transportar até dois ocupantes. Construção Ultraleve: A carroceria é confeccionada em fibra de carbono, resultando num peso total de apenas 330 kg. Uso Restrito: Por não possuir homologação para vias públicas, o modelo é voltado exclusivamente para uso em propriedades privadas, pistas fechadas e coleções particulares. Motorização elétrica e tiragem limitada Sob a carroceria que reproduz com precisão os contornos do clássico da década de 50, o conjunto mecânico a combustão dá lugar a um propulsor 100% elétrico. O sistema de 48 volts entrega originalmente 11 cv de potência, mas pode alcançar 22 cv (16 kW) quando equipado com o pacote opcional de alta performance RS. Nessa configuração, o microcarro atinge uma velocidade máxima estimada em 80 km/h. A produção do 550 J Spyder será estritamente artesanal, limitada a 250 unidades para o mercado global. O preço inicial do modelo é de US$ 93.500 (aproximadamente R$ 510 mil na conversão direta), valor que pode se elevar significativamente de acordo com os pacotes de personalização oferecidos pela fabricante. A reflexão em nosso segmento, é uma “homenagem” ou “descaracterização”? O lançamento do 550 J Spyder coloca novamente no centro das atenções um dilema recorrente na cultura do carro antigo: o choque entre a inovação tecnológica do mercado de luxo e a preservação do patrimônio histórico automotivo. Para uma parcela dos entusiastas e investidores, essas releituras em escala reduzida e movidas a energia limpa são obras de arte de engenharia que mantêm viva a memória estética de ícones do passado, permitindo que novas gerações vivenciem o design clássico com segurança e praticidade. Por outro lado, os preservacionistas e puristas do antigomobilismo apontam que a ausência do ruído mecânico, do cheiro de combustível e do comportamento dinâmico do motor a combustão retira a própria essência e a “alma” do veículo histórico. Embora não receba o Certificado de Originalidade (Placa Preta) nem se enquadre nos critérios tradicionais de preservação da FPA devido à sua escala e propulsão moderna, o modelo reacende o fascínio por um dos desenhos mais marcantes da história da indústria automobilística.

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O que é CVCOL (certificado de veículo de coleção)?

O Certificado de Veículo de Coleção (CVCOL) é um documento oficial que atesta a autenticidade, originalidade e o valor histórico de veículos antigos, conferindo-lhes o status de patrimônio cultural. Ele reconhece a relevância desses veículos como bens históricos, preservando sua integridade e autenticidade ao longo do tempo. Sua importância na legislação vai além de regulamentar a preservação e a circulação desses veículos, garantindo benefícios fiscais, isenções de tributos, e facilitando o acesso a vantagens como redução de taxas de licenciamento e IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores). Além disso, o CVCOL assegura a proteção legal dos veículos, resguardando-os como patrimônio automotivo de valor cultural, ao mesmo tempo que promove a segurança no trânsito, garante o cumprimento das normas ambientais e regulamenta a manutenção e restauração desses bens de forma responsável e sustentável. Leia na íntegra RESOLUÇÃO CONTRAN Nº 957, DE 17 DE MAIO DE 2022 Ajude a manter a integridade do segmento! Com o objetivo de preservar a seriedade do trabalho realizado em nosso país em prol do segmento, assim como a integridade profissional de todos os colaboradores que atuam no meio, além de atender reivindicações e pedidos de adeptos do meio antigomobilista, a Federação Paulista de Antigomobilismo, disponibiliza através deste canal, uma ferramenta de fiscalização mútua, destinada ao apontamento de casos de veículos em circulação em não conformidade com a Resolução Contran n° 957/22. Denúncia através dos canais: (11) 2296-6764 | contato@oficialfpa.com.br

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