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5° Encontro de Carros Antigos no Campo de Marte/SP

Mais de 1.500 veículos e mais de 30 mil visitantes nos dois dias de evento!

No último final de semana (9 e 10 de Março), ocorreu mais uma vez em São Paulo, mais especificamente no Campo de Marte, o 5° Encontro de Carros Antigos; Com aproximadamente 1.500 veículos em exposição, das mais variadas épocas e estilo, além das motocicletas e afins.

(Foto: www.carroscomcamanzi.com.br))

Ao longo dos dois dias de evento, cerca de 30 mil pessoas passaram pelo Campo de Marte, visitando a exposição que é uma imersão nostálgica na história automobilística mundial. Outro fator que contribuiu para mais uma vez o evento ser um sucesso, trata-se da presença dos veículos e equipamento militares; Nosso filiado, Clube das Viaturas, esteve presente apresentando 100% dos seus integrantes, com veículos e motos representando as forças policiais.

A presença das famílias e principalmente do público infantojuvenil, comprovam a adesão do público e o crescimento da cultura antigomobilista na sociedade, fruto de muito trabalho e investimento público e privado de muitas entidades assim como nós da Federação Paulista de Antigomobilismo.

Prestigiando o evento em nome da Federação Paulista de Antigomobilismo, estiveram o Presidente Thiago Teixeira Beilstrein, Osmar Junior e Rogerio Moreira, ambos do Departamento Técnico da entidade. Em caráter de visita, nossa comitiva presenciou a exemplar organização do evento, atenta aos mínimos detalhes para transformar o evento em uma grande experiência tanto para o público, quanto em relação aos expositores.

(Foto: Comitiva da Federação Paulsta de Antigomobilismo)
(Foto: Comitiva da Federação Paulsta de Antigomobilismo e Deputado Federal Coronel Telhada)

Eventos de grande porte, como o Encontro de Carros do Campo de Marte, é sempre uma grande oportunidade networking entre profissionais e adeptos do segmento, além da presença de figuras públicas exporem suas raridades; Dessa vez a “sensação” ficou por conta do Deputado Federal Coronel Telhada, que apresentou uma grande raridade no meio antigomobilista, trata-se de um impecável exemplar do Chevrolet C15, exemplar este, que teve apenas 500 unidades fabricadas no Brasil, o veículo em questão ostenta o número 14 na sequência de produção. Estilizado como veiculo de Força Policial (Força Pública), o veículo fez um grande sucesso entre o público que fez questão de examinar cada detalhe do clássico.

(Foto: Chevrolet C15 do Deputado Federal Coronel Telhada)
(Foto: Chevrolet C15 do Deputado Federal Coronel Telhada)

A Federação Paulista de Antigomobilismo enaltece a organização do evento e de todos os envolvidos, pelo grande trabalho realizado em prol do segmento, e da importância adquirida perante ao calendário de eventos antigomobilistas, aguardamos ansiosamente para a próxima edição. Vale lembrar que todo o valor arrecadado na edição do evento, fora destinado para a Fundação Rotária, que promove ações sociais em todo o mundo contribuindo para iniciativas como a redução da incidência da pólio, treinamento de promotores da paz e acesso à água limpa em diversas comunidades. Fato este comprovam o empenho do segmento em busca apenas da disseminação cultural, independente dos recursos gerados.

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Documentário da Netflix revisita temporada mais dramática da Fórmula 1

O ano de 1994 e o nascimento de um gigante Três décadas após a sua realização, a temporada de 1994 da Fórmula 1 permanece como um dos capítulos mais marcantes e complexos da história do desporto motorizado. Foi o ano em que o jovem piloto alemão Michael Schumacher conquistou o seu primeiro campeonato mundial de pilotos ao volante do lendário Benetton B194. Com lançamento agendado para 2 de outubro na plataforma de streaming Netflix, o documentário “Schumacher 94: Nasce Uma Lenda” propõe um novo olhar sobre essa jornada inesquecível. Ao longo de 105 minutos de duração, a obra combina imagens de arquivo raras com entrevistas inéditas para reconstruir as vitórias e as intensas disputas vividas dentro e fora das pistas. Bastidores, família e a virada trágica em Ímola Um dos grandes destaques da produção é o vislumbre humano da ascensão do piloto alemão. O documentário conta com a participação especial de Corinna Schumacher, esposa do piloto, que partilha memórias sobre os desafios, a gestão da fama repentina e a rotina do casal durante aquele ano decisivo. Contudo, a narrativa não se esquiva da sombra que marcou o campeonato. O trágico fim de semana do Grande Prémio de São Marino, em Ímola, que resultou na morte do tricampeão mundial Ayrton Senna, é abordado como um momento central do documentário. A produção examina como a perda de Senna transformou radicalmente a perceção de risco entre os pilotos da época e desencadeou uma revolução sem precedentes nas exigências de segurança da categoria. A temporada que encerrou a era romântica da Fórmula 1 O ano de 1994 é frequentemente apontado por historiadores do automobilismo como o fim definitivo da “era romântica” da Fórmula 1. Antes daquele campeonato, a categoria ainda preservava uma essência na qual a coragem desmedida, o heroísmo e a pilotagem visceral falavam mais alto do que as limitações da engenharia. No entanto, a alteração abrupta no regulamento, que baniu as assistências eletrônicas no início daquele ano, tornou os carros mais instáveis e difíceis de domar. As sucessivas tragédias e acidentes forçaram a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) a repensar completamente o design das pistas, a ergonomia e resistência dos cockpits, e a própria filosofia de construção dos bólidos, transformando o desporto num ambiente muito mais clínico e regulamentado. Reviva o último grande ídolo da velha geração Assistir a este resgate histórico é, também, uma oportunidade ímpar para reviver os derradeiros momentos de Ayrton Senna nas pistas, indiscutivelmente o último grande ídolo daquela geração clássica. A temporada de 1994 representava o tão aguardado embate entre o tricampeão já consagrado que carregava a mística dos anos de ouro da categoria e o prodígio alemão em franca ascensão. A obra serve como um retrato dessa passagem de bastão interrompida de forma tão brutal, ilustrando como o mito do heptacampeão Schumacher começou a ser forjado no exato instante em que o mundo se despedia do seu herói mais reverenciado.

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Porsche relança o lendário 550 Spyder de James Dean em versão elétrica

O mito de 1955 e o legado do “Little Bastard” Poucos automóveis na história possuem uma mística tão intensa quanto o Porsche 550 Spyder. Apresentado em 1953 como o primeiro modelo de competição dedicado da marca alemã, o esportivo ultraleve conquistou as pistas mundiais impulsionado pelo seu motor boxer de quatro cilindros e comando duplo no cabeçote (o famoso motor Carrera de Ernst Fuhrmann). A fama do modelo cruzou as pistas e ganhou dimensões culturais quando o jovem ator norte-americano James Dean adquiriu uma das raras unidades para competir. Batizado carinhosamente de “Little Bastard” e ostentando o numeral 130 impresso na carroceria, o veículo foi o trágico palco do acidente que vitimou o ator em 30 de setembro de 1955, aos 24 anos. Com apenas 90 unidades originais produzidas na década de 1950, o 550 Spyder tornou-se uma das joias mais valiosas e cobiçadas do colecionismo mundial. O novo Porsche 550 J Spyder: Engenharia e escala Mais de seis décadas após o fim da produção original, a Porsche uniu forças com a Hedley Studios (renomada fabricante britânica especializada em recriações artesanais de luxo, anteriormente conhecida como The Little Car Company) para apresentar o 550 J Spyder. Diferente de réplicas convencionais, o modelo foi desenvolvido a partir de escaneamentos tridimensionais do projeto original da Porsche, mas com uma proposta técnica singular: Dimensões e Escala: O veículo possui 80% do tamanho do modelo original, medindo cerca de 2,9 metros de comprimento e capacidade para transportar até dois ocupantes. Construção Ultraleve: A carroceria é confeccionada em fibra de carbono, resultando num peso total de apenas 330 kg. Uso Restrito: Por não possuir homologação para vias públicas, o modelo é voltado exclusivamente para uso em propriedades privadas, pistas fechadas e coleções particulares. Motorização elétrica e tiragem limitada Sob a carroceria que reproduz com precisão os contornos do clássico da década de 50, o conjunto mecânico a combustão dá lugar a um propulsor 100% elétrico. O sistema de 48 volts entrega originalmente 11 cv de potência, mas pode alcançar 22 cv (16 kW) quando equipado com o pacote opcional de alta performance RS. Nessa configuração, o microcarro atinge uma velocidade máxima estimada em 80 km/h. A produção do 550 J Spyder será estritamente artesanal, limitada a 250 unidades para o mercado global. O preço inicial do modelo é de US$ 93.500 (aproximadamente R$ 510 mil na conversão direta), valor que pode se elevar significativamente de acordo com os pacotes de personalização oferecidos pela fabricante. A reflexão em nosso segmento, é uma “homenagem” ou “descaracterização”? O lançamento do 550 J Spyder coloca novamente no centro das atenções um dilema recorrente na cultura do carro antigo: o choque entre a inovação tecnológica do mercado de luxo e a preservação do patrimônio histórico automotivo. Para uma parcela dos entusiastas e investidores, essas releituras em escala reduzida e movidas a energia limpa são obras de arte de engenharia que mantêm viva a memória estética de ícones do passado, permitindo que novas gerações vivenciem o design clássico com segurança e praticidade. Por outro lado, os preservacionistas e puristas do antigomobilismo apontam que a ausência do ruído mecânico, do cheiro de combustível e do comportamento dinâmico do motor a combustão retira a própria essência e a “alma” do veículo histórico. Embora não receba o Certificado de Originalidade (Placa Preta) nem se enquadre nos critérios tradicionais de preservação da FPA devido à sua escala e propulsão moderna, o modelo reacende o fascínio por um dos desenhos mais marcantes da história da indústria automobilística.

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Os utilitários militares que forjaram a história do 7 de Setembro

Todo dia 7 de Setembro, os olhos da nação se voltam para a Esplanada dos Ministérios, onde o imponente Rolls-Royce Silver Wraith 1952 conduz o Chefe de Estado a meros 5 km/h. No entanto, para os apaixonados por mecânica bruta e história automotiva, a verdadeira trilha sonora da Independência não vem do silencioso motor inglês de 6 cilindros, mas do ronco grave e compassado das viaturas táticas que tracionam as Forças Armadas pelo asfalto. Enquanto o conversível presidencial é exclusividade da capital federal, foram os utilitários militares que garantiram a capilaridade dos desfiles de 7 de Setembro em cada guarnição, município e capital do Brasil. Essas máquinas não representam apenas o poderio militar, mas a própria evolução da indústria e da engenharia motomecanizada no nosso país. Jeep Willys e o som inconfundível da tração nas avenidas Se existe um veículo que é sinônimo absoluto de desfile militar no Brasil, é o Jeep. Nascido da urgência da Segunda Guerra Mundial, o lendário utilitário (inicialmente nas versões MB, M38A1 e CJ-3B) foi o primeiro contato maciço do Exército Brasileiro com a tração 4×4 leve. Com a nacionalização da produção pela Willys-Overland do Brasil (e posteriormente pela Ford), o Jeep tornou-se onipresente. Por mais de quatro décadas, o som metálico e cadenciado de seus motores (como o clássico Hurricane de 4 cilindros ou o robusto BF-161 de 6 cilindros) ecoou nas paradas do Dia da Independência. Era o veículo padrão para o transporte de comandantes de tropa, condução do Fogo Simbólico, revista de pelotões e tração de artilharia leve. Sua simplicidade espartana e confiabilidade extrema o transformaram no maior ícone militar sobre rodas do país. O Imponente Dodge Command Car Antes da massificação das frotas nacionais, o período do pós-guerra trouxe ao Brasil os “gigantes” da Série WC da Dodge, especialmente o Command Car. Com uma carroceria aberta larga, pneus lameiros robustos e um torque bruto projetado para puxar tropas e equipamentos em terrenos devastados, o Dodge era a viatura de escolha para conduzir o alto oficialato. Vê-lo cruzar a avenida no 7 de Setembro, quase sempre com a lona recolhida e oficiais perfilados em seu interior, era um espetáculo de pura força mecânica americana que marcou as décadas de 1950 e 1960. Hoje, os exemplares sobreviventes são algumas das joias mais disputadas por colecionadores de veículos militares (uma categoria à parte e de extremo rigor no antigomobilismo). Toyota Bandeirante À medida que o Brasil consolidava sua própria indústria, as Forças Armadas buscaram padronizar a frota com tecnologia nacional e motores a diesel, visando maior autonomia e facilidade de manutenção. É nesse cenário que, entre o final dos anos 1970 e os anos 2000, a Toyota Bandeirante assumiu a linha de frente. Produzida em São Bernardo do Campo (SP), a Bandeirante militarizada tornou-se a espinha dorsal das tropas. O característico “bater” metálico de seus motores diesel — muitas vezes equipada com os inquebráveis propulsores Mercedes-Benz OM-314 e OM-364 — substituiu o ronco dos motores a gasolina nos desfiles. Robustas, retilíneas e infalíveis, as Bandeirantes provaram que a engenharia nacional estava pronta para qualquer terreno. Agrale Marruá A linhagem dos utilitários puros não morreu com o fim das velhas fábricas. A experiência brasileira culminou no desenvolvimento do Agrale Marruá, um projeto nacional genuíno (nascido a partir dos conhecimentos herdados da extinta Engesa) que assumiu o posto de Viatura de Transporte Não Especializado (VTNE) padrão das nossas Forças Armadas. Ele é o atual guardião dessa tradição de aço nos desfiles contemporâneos, unindo tecnologia atual com a robustez exigida pela caserna.

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A rebelião analógica na era dos carros elétricos

Neste 5 de setembro, Dia do Antigomobilista, a FPA analisa como a busca por experiências reais, mecânica orgânica e design autêntico está transformando carros clássicos e Youngtimers no objeto de desejo de uma nova geração. Se você entrar em uma concessionária hoje em 2026, os carros zero quilômetro parecerão grandes smartphones sobre rodas. Motores silenciosos, painéis dominados por telas sensíveis ao toque, assistentes virtuais intrusivos e uma condução cada vez mais anestesiada pelos sistemas autônomos. A engenharia moderna alcançou o ápice da eficiência e da segurança, mas, no processo, esvaziou a relação homem-máquina. É exatamente em resposta a esse excesso de filtros, notificações e condução asséptica que o mercado de clássicos vem sofrendo uma revolução silenciosa. O antigomobilismo, outrora visto apenas como um hobby de nicho focado na preservação estrita do passado, transformou-se na maior rebelião analógica do nosso tempo. A Busca pela experiência orgânica Neste Dia Nacional do Antigomobilista, o perfil de quem está resgatando veículos clássicos mudou radicalmente. Millennials e a Geração Z estão ditando um novo ritmo no mercado não apenas pela nostalgia do design, mas pela busca desenfreada pela experiência tátil e visceral. Girar uma chave de metal. Sentir a resistência física (e a comunicação direta) de uma direção que não é esterçada por motores elétricos. O tranco mecânico de uma embreagem. O som encorpado e imperfeito da quebra do combustível em um motor a combustão. Hoje, acelerar um veículo de coleção é uma das raras formas de se estar 100% presente no momento. Quando você está ao volante de um clássico, você não está respondendo mensagens nem deslizando a tela; você está dirigindo. O carro clássico tornou-se o maior antídoto para a ansiedade digital. A ascensão dos Youngtimers e a curadoria de estilo Essa mudança de mentalidade explodiu a barreira das décadas. O antigomobilismo atual não se restringe mais aos impecáveis importados dos anos 50 ou aos robustos nacionais dos anos 70. Estamos vivendo o boom indiscutível dos Youngtimers, a safra dos anos 90 e do início dos anos 2000 que agora atinge a maturidade histórica. Modelos que habitavam a cultura pop, as capas de revistas especializadas e as garagens dos videogames da época agora são caçados com fervor. O hatch esportivo puro-sangue, o sedã executivo analógico e os motores que marcaram a transição da mecânica pura para as primeiras injeções eletrônicas. Para esse novo público, colecionar não é sobre acumular dezenas de veículos parados e empoeirados. É sobre curadoria. É encontrar um ou dois exemplares que reflitam seu lifestyle, realizar uma manutenção técnica rigorosa e colocá-los na estrada. Os encontros de automobilismo de 2026 não são mais apenas exposições estáticas no gramado; são eventos de cultura urbana, road trips e experiências imersivas onde o carro é a peça central. A celebração do inalterado e da originalidade Neste cenário, a preservação da mecânica e do design originais ganhou um status quase filosófico. Em um mundo onde tudo é descartável, atualizado por software e substituído a cada dois anos, manter a integridade de uma máquina construída décadas atrás é a forma máxima de respeito ao patrimônio técnico. A apreciação pelo estado de conservação, pela estética original de fábrica e pela história de sobrevivência do veículo é o que une os entusiastas. Não se trata de especulação, mas de reconhecer que a engenharia daquela época tinha personalidade própria, e que preservar essa essência é manter vivo um capítulo fundamental da nossa cultura industrial. A história continua nas ruas Ser antigomobilista hoje não é tentar parar o relógio. É reconhecer que a engenharia, o design e a ousadia do passado têm um valor atemporal. Os carros clássicos sobrevivem aos seus criadores e aos seus primeiros donos; são cápsulas do tempo em movimento. Neste 5 de setembro, a Federação Paulista de Antigomobilismo saúda todos os proprietários, restauradores, clubes filiados e entusiastas. Sejam os veteranos que desbravaram a cultura do automóvel ou os novos apaixonados que estão injetando sangue novo no setor. Vocês provam que, no meio de tanto código binário e motores silenciosos, o que ainda move as ruas é a emoção em estado puro.

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Por que a Kombi Tem um Dia Só Dela no Brasil?

Se você cruzar com uma “Velha Senhora” trabalhando firme na feira ou ostentando uma pintura impecável em um encontro de carros antigos hoje, vale buzinar em saudação. Neste 2 de setembro, comemora-se o Dia Nacional da Kombi, uma homenagem justa a um dos utilitários mais carismáticos, versáteis e fundamentais da nossa história automotiva. Mas você sabe o motivo por trás da celebração nesta data específica? O verdadeiro marco zero da Volkswagen nacional A escolha do dia não é casual. Foi exatamente em 2 de setembro de 1957 que a primeira Kombi brasileira saiu da linha de montagem da fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo (SP). Aqui reside a primeira grande curiosidade que todo entusiasta do antigomobilismo adora lembrar: ao contrário do que o senso comum imagina, não foi o consagrado Fusca o responsável por inaugurar a fabricação nacional da montadora alemã. A Kombi chegou antes. Embora o Fusca já fosse montado no país desde 1953 em regime CKD (com peças importadas e apenas montagem local), a Kombi foi o primeiro veículo efetivamente fabricado em solo brasileiro, marcando o nascimento da indústria da VW no país. Da feira livre ao status de cult Construída sobre uma mecânica simples, robusta e equipada com o lendário motor boxer refrigerado a ar, a Kombi assumiu mil faces ao longo das décadas. Foi lotação, ambulância, carro de entrega, motorhome hippie e parceira inseparável do pequeno comerciante. Poucos veículos no mundo conseguiram transitar com tanta facilidade entre o trabalho pesado e o status de ícone cultural. O adeus forçado pela legislação A trajetória de produção nacional durou incríveis 56 anos de forma contínua. O fim da linha só veio em dezembro de 2013, e não por falta de demanda, já que o modelo continuava vendendo bem, mas por limitações do projeto original. As novas exigências de segurança que entraram em vigor em 2014, tornando obrigatórios os freios ABS e airbags duplos, eram incompatíveis com a estrutura do projeto concebido ainda na década de 1950. Sua despedida com a série especial Last Edition selou o fim de uma era, mas consolidou seu legado. Hoje, a Kombi brasileira é exportada e cobiçada por colecionadores do mundo inteiro. Mais do que um meio de transporte, ela foi o motor que ajudou a carregar o desenvolvimento do Brasil.

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