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A Independência Automobilística Nacional

Conheça a história do primeiro carro 100% brasileiro

Dia 7 de Setembro chegou, não poderíamos deixar o Dia da Independência do nosso país passar em branco. Mas quando o brasil conseguiu a sua independência automobilística? E é essa interessante história que te contaremos.

Gurgel X-12 a serviço do Exército Brasileiro

Quando saímos nas ruas, se torna inconfundível quando avistamos um Gurgel, um dos maiores fatores que contribuem para isso, é de que essa empresa foi responsável pelo primeiro carro autêntico, nacional. Seu estilo também contribui para que seja reconhecido até os dias de hoje, por possuir um design minimalista, puxado para formas quadradas. A Gurgel possuía um grande leque de modelos, de veículos econômicos a SUVs, de jipes utilizados pelo exército a carros mais compactos e simples, sempre diversificando e buscando abranger diversos grupos. Uma prova do comprometimento da empresa ao produzir veículos, é a imensa quantidade de 40 mil produzidos em 25 anos.

Algo que muitas pessoas não se atentam, mas não deixa de ser algo muito curioso, é que os carros da Gurgel Motores foram propositalmente nomeados com alcunhas derivadas do tupi, como os modelos Itaipu, Carajás Xavante e etc. O que deixa claro o forte nacionalismo expressado pela empresa para os seus projetos. Essa característica nacionalista também era visível nas latarias, que sempre inovavam, e nunca tentavam copiar modelos internacionais que estavam em alta na época.

Ao contrário do lado de fora do carro, o interior era bem mais simples, possuindo apenas o básico de que um usuário precisaria para uma boa viajem. Os veículos contavam com pequenos compartimentos especiais e portas, onde eram guardados alguns itens como o estepe. A marca também se destacava ao adicionar aos seus modelos, alguns elementos atrativos que inovavam na época, como tetos removíveis, portas de acrílico transparente e sistemas de ventilação que focavam em cada um dos passageiros, definitivamente formas muito interessantes de inovar.

Amaral Gurgel apresentando os modelos BR-800

Quando saímos nas ruas, se torna inconfundível quando avistamos um Gurgel, um dos maiores fatores que contribuem para isso, é de que essa empresa foi responsável pelo primeiro carro autêntico, nacional. Seu estilo também contribui para que seja reconhecido até os dias de hoje, por possuir um design minimalista, puxado para formas quadradas. A Gurgel possuía um grande leque de modelos, de veículos econômicos a SUVs, de jipes utilizados pelo exército a carros mais compactos e simples, sempre diversificando e buscando abranger diversos grupos. Uma prova do comprometimento da empresa ao produzir veículos, é a imensa quantidade de 40 mil produzidos em 25 anos.

Algo que muitas pessoas não se atentam, mas não deixa de ser algo muito curioso, é que os carros da Gurgel Motores foram propositalmente nomeados com alcunhas derivadas do tupi, como os modelos Itaipu, Carajás Xavante e etc. O que deixa claro o forte nacionalismo expressado pela empresa para os seus projetos. Essa característica nacionalista também era visível nas latarias, que sempre inovavam, e nunca tentavam copiar modelos internacionais que estavam em alta na época.

Ao contrário do lado de fora do carro, o interior era bem mais simples, possuindo apenas o básico de que um usuário precisaria para uma boa viajem. Os veículos contavam com pequenos compartimentos especiais e portas, onde eram guardados alguns itens como o estepe. A marca também se destacava ao adicionar aos seus modelos, alguns elementos atrativos que inovavam na época, como tetos removíveis, portas de acrílico transparente e sistemas de ventilação que focavam em cada um dos passageiros, definitivamente formas muito interessantes de inovar.

História da Gurgel

João Augusto Amaral Gurgel, iniciou sua carreira criando minicarros e karts, e acabou evoluindo para a realização de seu sonho, que era criar veículos 100% nacionais. Em 1969 a Gurgel Motores lançou o seu primeiro veículo no mercado nacional, o buggy-ultilitário, que contava com carroceria patenteada pela própria empresa, chamava-se “plasteeal”, uma combinação de aço e plástico com uma grande rigidez. Porém os motores e os chassis usados, eram provenientes da Volkswagem. O carro possuía 4 verões, Enseada, Ipanema, Augusta e Xevante (um utilitário que se tornou muito popular na época).

A Gurgel conseguiu se estabilizar no Brasil, principalmente em fazendas, onde eram concorrentes dos jipes. No mesmo período, ocorria o Regime Militar, que dificultava na época a importação de automóveis, o que acabou favorecendo muito a ascensão da marca em território nacional. Aos poucos, a empresa foi ficando segura de seu potencial, a ponto de deixar de usar os chassis da Volkswagem para conduzir os seus próprios utilitários, como o motor Enerton, que foi baseado no motor boxer da WV, porém com refrigeração a água. Houve uma época em que a empresa produzia 10 carros por dia, sendo o X-12, o principal modelo fabricado por eles. Cerca de 25% de toda a produção proveniente da Gurgel, era exportada para todos os países da américa latina, incluindo também a Arábia Saudita e outros, o que subverteu a situação em que o Brasil se enquadrava, onde nós que importávamos do exterior.

O primeiro carro 100% Brasileiro:

Assim veio o BR-800, o primeiro carro 100% Brasileiro, com o chassi, motor e carroceria Gurgel. O modelo de 800 cilindradas, rendia 34 cavalos de potência. Um veículo simples, econômico e urbanos, com capacidade de levar 4 passageiros. O BR-800 era de fato um carro extremamente econômico, pois fazia em média 21km por litro de gasolina em suas viagens, um número incomum de se ver até nos dias de hoje. infelizmente posteriormente o modelo foi engolido totalmente pela concorrência, devido à baixa do Imposto sobre Produtos Industrializados para carros menores de 1000cm³. O que levou alguns carros como o Fiat Uno MIlle, ter o preço semelhante ao do BR-800, porém com um espaço e desempenho maior.

 

Famoso modelo BR-800

Infelizmente a Gurgel Motores teve fim em 1994, onde a empresa teve que fechar por conta de problemas financeiros, decorrentes também da crescente importação de veículos que ocorreu naquela década. A marca ficou e ainda ficará marcada na memória e corações dos brasileiros, por fazer um papel único e nunca antes feito no Brasil, ainda podemos encontrar alguns modelos em circulação nas ruas até os dias de hoje.

Fonte: https://www.sixt.com.br

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Documentário da Netflix revisita temporada mais dramática da Fórmula 1

O ano de 1994 e o nascimento de um gigante Três décadas após a sua realização, a temporada de 1994 da Fórmula 1 permanece como um dos capítulos mais marcantes e complexos da história do desporto motorizado. Foi o ano em que o jovem piloto alemão Michael Schumacher conquistou o seu primeiro campeonato mundial de pilotos ao volante do lendário Benetton B194. Com lançamento agendado para 2 de outubro na plataforma de streaming Netflix, o documentário “Schumacher 94: Nasce Uma Lenda” propõe um novo olhar sobre essa jornada inesquecível. Ao longo de 105 minutos de duração, a obra combina imagens de arquivo raras com entrevistas inéditas para reconstruir as vitórias e as intensas disputas vividas dentro e fora das pistas. Bastidores, família e a virada trágica em Ímola Um dos grandes destaques da produção é o vislumbre humano da ascensão do piloto alemão. O documentário conta com a participação especial de Corinna Schumacher, esposa do piloto, que partilha memórias sobre os desafios, a gestão da fama repentina e a rotina do casal durante aquele ano decisivo. Contudo, a narrativa não se esquiva da sombra que marcou o campeonato. O trágico fim de semana do Grande Prémio de São Marino, em Ímola, que resultou na morte do tricampeão mundial Ayrton Senna, é abordado como um momento central do documentário. A produção examina como a perda de Senna transformou radicalmente a perceção de risco entre os pilotos da época e desencadeou uma revolução sem precedentes nas exigências de segurança da categoria. A temporada que encerrou a era romântica da Fórmula 1 O ano de 1994 é frequentemente apontado por historiadores do automobilismo como o fim definitivo da “era romântica” da Fórmula 1. Antes daquele campeonato, a categoria ainda preservava uma essência na qual a coragem desmedida, o heroísmo e a pilotagem visceral falavam mais alto do que as limitações da engenharia. No entanto, a alteração abrupta no regulamento, que baniu as assistências eletrônicas no início daquele ano, tornou os carros mais instáveis e difíceis de domar. As sucessivas tragédias e acidentes forçaram a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) a repensar completamente o design das pistas, a ergonomia e resistência dos cockpits, e a própria filosofia de construção dos bólidos, transformando o desporto num ambiente muito mais clínico e regulamentado. Reviva o último grande ídolo da velha geração Assistir a este resgate histórico é, também, uma oportunidade ímpar para reviver os derradeiros momentos de Ayrton Senna nas pistas, indiscutivelmente o último grande ídolo daquela geração clássica. A temporada de 1994 representava o tão aguardado embate entre o tricampeão já consagrado que carregava a mística dos anos de ouro da categoria e o prodígio alemão em franca ascensão. A obra serve como um retrato dessa passagem de bastão interrompida de forma tão brutal, ilustrando como o mito do heptacampeão Schumacher começou a ser forjado no exato instante em que o mundo se despedia do seu herói mais reverenciado.

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Porsche relança o lendário 550 Spyder de James Dean em versão elétrica

O mito de 1955 e o legado do “Little Bastard” Poucos automóveis na história possuem uma mística tão intensa quanto o Porsche 550 Spyder. Apresentado em 1953 como o primeiro modelo de competição dedicado da marca alemã, o esportivo ultraleve conquistou as pistas mundiais impulsionado pelo seu motor boxer de quatro cilindros e comando duplo no cabeçote (o famoso motor Carrera de Ernst Fuhrmann). A fama do modelo cruzou as pistas e ganhou dimensões culturais quando o jovem ator norte-americano James Dean adquiriu uma das raras unidades para competir. Batizado carinhosamente de “Little Bastard” e ostentando o numeral 130 impresso na carroceria, o veículo foi o trágico palco do acidente que vitimou o ator em 30 de setembro de 1955, aos 24 anos. Com apenas 90 unidades originais produzidas na década de 1950, o 550 Spyder tornou-se uma das joias mais valiosas e cobiçadas do colecionismo mundial. O novo Porsche 550 J Spyder: Engenharia e escala Mais de seis décadas após o fim da produção original, a Porsche uniu forças com a Hedley Studios (renomada fabricante britânica especializada em recriações artesanais de luxo, anteriormente conhecida como The Little Car Company) para apresentar o 550 J Spyder. Diferente de réplicas convencionais, o modelo foi desenvolvido a partir de escaneamentos tridimensionais do projeto original da Porsche, mas com uma proposta técnica singular: Dimensões e Escala: O veículo possui 80% do tamanho do modelo original, medindo cerca de 2,9 metros de comprimento e capacidade para transportar até dois ocupantes. Construção Ultraleve: A carroceria é confeccionada em fibra de carbono, resultando num peso total de apenas 330 kg. Uso Restrito: Por não possuir homologação para vias públicas, o modelo é voltado exclusivamente para uso em propriedades privadas, pistas fechadas e coleções particulares. Motorização elétrica e tiragem limitada Sob a carroceria que reproduz com precisão os contornos do clássico da década de 50, o conjunto mecânico a combustão dá lugar a um propulsor 100% elétrico. O sistema de 48 volts entrega originalmente 11 cv de potência, mas pode alcançar 22 cv (16 kW) quando equipado com o pacote opcional de alta performance RS. Nessa configuração, o microcarro atinge uma velocidade máxima estimada em 80 km/h. A produção do 550 J Spyder será estritamente artesanal, limitada a 250 unidades para o mercado global. O preço inicial do modelo é de US$ 93.500 (aproximadamente R$ 510 mil na conversão direta), valor que pode se elevar significativamente de acordo com os pacotes de personalização oferecidos pela fabricante. A reflexão em nosso segmento, é uma “homenagem” ou “descaracterização”? O lançamento do 550 J Spyder coloca novamente no centro das atenções um dilema recorrente na cultura do carro antigo: o choque entre a inovação tecnológica do mercado de luxo e a preservação do patrimônio histórico automotivo. Para uma parcela dos entusiastas e investidores, essas releituras em escala reduzida e movidas a energia limpa são obras de arte de engenharia que mantêm viva a memória estética de ícones do passado, permitindo que novas gerações vivenciem o design clássico com segurança e praticidade. Por outro lado, os preservacionistas e puristas do antigomobilismo apontam que a ausência do ruído mecânico, do cheiro de combustível e do comportamento dinâmico do motor a combustão retira a própria essência e a “alma” do veículo histórico. Embora não receba o Certificado de Originalidade (Placa Preta) nem se enquadre nos critérios tradicionais de preservação da FPA devido à sua escala e propulsão moderna, o modelo reacende o fascínio por um dos desenhos mais marcantes da história da indústria automobilística.

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AutoMotor Experience apresenta a história do automobilismo no Shopping Vila Olímpia

A história do automobilismo ocupa um novo espaço em São Paulo. Até 20 de dezembro de 2026, o Shopping Vila Olímpia, na zona sul da capital, recebe a AutoMotor Experience. A exposição é dedicada à memória e à cultura das pistas e ocupa uma área de mais de 900 m². O acervo reúne mais de 150 itens, entre carros, capacetes, troféus e peças ligadas a pilotos e equipes de diferentes épocas. A proposta combina preservação histórica e tecnologia. O percurso apresenta o esporte a motor por meio de objetos originais, registros e relatos, e também inclui recursos interativos. A visita completa dura cerca de uma hora. Uma trajetória contada por quem viveu as pistas O fio condutor da exposição é a trajetória de Reginaldo Leme, um dos nomes mais conhecidos do jornalismo esportivo brasileiro. Leme acompanha o automobilismo há mais de cinco décadas e é referência na cobertura da Fórmula 1. Na mostra, ele assina a curadoria e narra cada uma das salas, conduzindo o visitante pelos principais capítulos da história das pistas. Logo no início do percurso, uma sala dedicada ao jornalista reúne itens da sua carreira. São registros dos bastidores das coberturas dos Grandes Prêmios de Fórmula 1, acumulados ao longo de décadas de convivência com pilotos, equipes e circuitos de todo o mundo. A exposição leva o nome do anuário AutoMotor, criado por Reginaldo Leme. Há mais de 30 anos, a publicação registra as temporadas do automobilismo e se tornou uma referência de documentação do esporte no país. Hoje a marca pertence à editora Oficina 259 e atua também em outros canais de comunicação. Do acervo histórico aos simuladores Entre os destaques do acervo estão itens de pilotos de diferentes gerações, como o heptacampeão mundial Lewis Hamilton e o brasileiro Gabriel Bortoleto, atual representante do país na Fórmula 1. Carros históricos, capacetes e troféus completam a parte expositiva e ajudam a contar como o esporte evoluiu ao longo do tempo, em técnica, segurança e design. A segunda parte da experiência é interativa. O visitante pode testar simuladores de corrida, conteúdos em realidade virtual e instalações multimídia que reproduzem a sensação de estar no cockpit. A combinação de acervo e interatividade atende tanto quem acompanha o automobilismo há anos quanto quem está tendo o primeiro contato com o universo das pistas. Segunda temporada em São Paulo Esta é a segunda temporada da AutoMotor Experience na capital paulista. A primeira foi realizada no Shopping Parque da Cidade, a partir de maio de 2026. A nova edição no Shopping Vila Olímpia segue o mesmo conceito e mantém a curadoria de Reginaldo Leme. Memória que também transforma vidas A exposição mantém uma iniciativa social em parceria com o Instituto Ingo Hoffmann. O instituto leva o nome de um dos pilotos mais vitoriosos da história do automobilismo brasileiro e apoia crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer. Na modalidade Entrada Social, R$ 10 do valor de cada ingresso são destinados ao instituto. Preservar a história do automóvel Iniciativas como a AutoMotor Experience reforçam a importância de preservar e divulgar a história do automóvel e do esporte a motor. Carros, objetos e documentos guardam a memória de gerações de pilotos, engenheiros, mecânicos e apaixonados. Mantê-los acessíveis ao público é uma forma de manter viva essa trajetória. É o mesmo princípio que orienta o trabalho de preservação dos veículos históricos. Serviço AutoMotor Experience Local: Shopping Vila Olímpia, Rua Olimpíadas, 360, Vila Olímpia, São Paulo (SP) Período: até 20 de dezembro de 2026 Funcionamento: de terça-feira a domingo, das 12h às 20h, com sessões a cada hora Duração média: cerca de 1 hora Ingressos: Inteira: R$ 90 Meia-entrada: R$ 45 Entrada Social: R$ 100, com R$ 10 destinados ao Instituto Ingo Hoffmann Vendas: Sympla Mais informações: automotorexperience.com.br Datas, horários e valores podem sofrer alterações. Consulte os canais oficiais do evento antes da visita.

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RD 50 a “Cinquentinha” que inaugurou a produção de motos no Brasil

Uma faixa estendida sobre a linha de montagem resumia o momento: “Viva!!! Enfim a motocicleta brasileira”, com a data 10/10/74 e uma saudação em japonês. Registros da época mostram as primeiras RD 50 azuis enfileiradas na fábrica, decoradas com bandeiras do Brasil e do estado de São Paulo. Aquela pequena moto de 50 cm³ marcou o início da indústria nacional de motocicletas em escala industrial. Dois anos antes da Honda CG 125, e onze anos antes da primeira fábrica no Polo Industrial de Manaus, a produção de motos no Brasil começava na Grande São Paulo. De importadora a fabricante A Yamaha chegou ao Brasil em novembro de 1970, como importadora. O primeiro escritório funcionava na Rua General Osório, no centro de São Paulo. Nos primeiros anos, a marca trazia do Japão modelos de motor dois tempos, como a FT 50 Mini Enduro, a FS1 50 de cinco marchas e a R5 de 350 cm³ e dois cilindros. A boa aceitação desses modelos levou a empresa a planejar algo maior: produzir motocicletas no próprio país. Guarulhos, a primeira fábrica fora do Japão A fábrica foi erguida em Guarulhos, às margens da Rodovia Presidente Dutra. A localização deixava a unidade próxima do interior paulista e do porto de Santos. Foi a primeira planta da Yamaha fora do Japão e a primeira fábrica de motocicletas instalada no Brasil. A data mais citada para o início das operações é 10 de outubro de 1974, a mesma registrada na faixa da linha de montagem. A cerimônia reuniu Isao Koike, presidente da Yamaha Motor Company, e Severo Gomes, então ministro da Indústria e Comércio. Algumas publicações situam a inauguração oficial em novembro de 1974, o que sugere que a produção tenha começado semanas antes da solenidade formal. A Cinquentinha A RD 50 era derivada da YB 50 japonesa, mas a versão brasileira recebeu ajustes próprios. Tinha mais potência que a matriz e câmbio de cinco marchas, contra quatro da YB 50. O motor monocilíndrico de dois tempos, com 49 cm³, entregava cerca de 6,5 cv a 9.500 rpm e 0,50 kgfm de torque a 8.500 rpm. Algumas fontes registram 6,2 cv. O desenho de linhas retas trazia um visual esportivo que a marca exploraria nos modelos seguintes. A Yamaha antecipou a produção para apresentar a moto no Salão do Automóvel de São Paulo de 1974. No evento, o público pôde experimentar a novidade em uma pista de test-ride montada pela marca. O apelido “Cinquentinha” veio do público e acompanhou o modelo durante toda a sua trajetória. A RD 50 ficou em produção até o fim dos anos 1970 e foi a primeira moto de uma geração inteira de motociclistas brasileiros. Por que “primeira motocicleta nacional” O Brasil já produzia veículos motorizados de duas rodas antes de 1974. Em 1955, a Lambretta do Brasil obteve licença para fabricar scooters e montou fábrica no bairro da Lapa, em São Paulo. No mesmo ano, a Monark começou a produzir modelos de baixa cilindrada, como a Monark 50, próxima de uma bicicleta motorizada. O pioneirismo da RD 50 está em outro ponto: foi a primeira motocicleta produzida em série, em linha de montagem industrial, por uma fábrica dedicada a motos no país. É nesse sentido que a história do motociclismo brasileiro a reconhece como a primeira moto nacional. Vale lembrar também que “nacional” se refere ao local de fabricação, e não à origem da marca. A Yamaha é japonesa, mas a RD 50 foi produzida em território brasileiro. O legado A RD 50 abriu caminho para uma família de modelos nacionais. Logo vieram a RD 75, evolução direta da Cinquentinha, e a RS 125, produzida com peças fabricadas no Brasil. A RD 350, primeira moto esportiva nacional, até hoje é procurada por colecionadores. Em 1976, a Honda iniciou a produção da CG 125, e o mercado brasileiro de motos ganhou a escala que conhecemos. Em 1985, a própria Yamaha inaugurou sua segunda fábrica, em Manaus, e em outubro de 2024 alcançou a marca de 5 milhões de motocicletas produzidas no país. Guarulhos funcionou por décadas como sede e centro de distribuição da marca. Recentemente, a Yamaha transferiu a sede para a capital paulista, mas a cidade segue lembrada como o berço da produção de motos no Brasil.

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Conheça todos os padrões de placas vigentes no Brasil

Desde 2020, todo veículo emplacado ou transferido no Brasil recebe a placa no padrão Mercosul, criado pela Resolução Contran nº 780/2019. O modelo trouxe fundo branco, faixa azul com o nome do país e a bandeira, e uma nova combinação de quatro letras e três números. Nesse padrão, a categoria do veículo não está mais na cor do fundo, como acontecia na antiga placa cinza. Ela aparece na cor das letras, dos números e da borda. Hoje existem seis cores em uso, e a placa de coleção tem duas versões: uma branca, válida em todo o Mercosul, e a tradicional placa preta, válida só no Brasil. As placas, uma a uma Particular — Caracteres Pretos É a placa mais comum do país e corresponde à categoria “particular” do Código de Trânsito Brasileiro (CTB, art. 96). Vale para carros de passeio, motos, caminhonetes e utilitários de pessoas físicas ou empresas, desde que usados sem fins de aluguel, aprendizagem, testes ou serviço oficial ou diplomático. Veículos de frota usados pela própria empresa, sem cobrar pelo transporte, também levam a placa preta. O mesmo vale para quem trabalha com transporte por aplicativo: esses motoristas não são obrigados a trocar para a placa vermelha. Comercial — Caracteres Vermelhos Identifica as categorias “aluguel” e “aprendizagem” do CTB, ou seja, veículos usados para transportar pessoas ou cargas mediante pagamento. Entram aqui táxis, ônibus, vans escolares, moto-táxis, caminhões de frete, carros de locadoras e veículos de autoescola. Quem dirige um veículo de placa vermelha em atividade remunerada precisa ter a observação “exerce atividade remunerada” (EAR) na carteira de habilitação. Táxis, por exemplo, também precisam de taxímetro nos municípios com mais de 50 mil habitantes. Oficial — Caracteres Azuis Exclusiva de veículos do poder público nas esferas municipal, estadual e federal. Estão nessa categoria os carros de prefeituras, governos, câmaras, tribunais e autarquias, além de viaturas policiais e ambulâncias da rede pública. O veículo é registrado em nome do órgão público e só pode ser usado a serviço dele. Por isso, a placa azul ajuda a fiscalização e a população a identificar o uso de bens públicos nas ruas. Diplomática — Caracteres Dourados Reservada a embaixadas, consulados, organismos internacionais e seus representantes credenciados no Brasil. É a placa mais rara de se ver nas ruas, concentrada principalmente em Brasília e nas capitais com representações estrangeiras, como São Paulo e Rio de Janeiro. A placa dourada sinaliza que o veículo tem as isenções e imunidades previstas em tratados internacionais, como a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas. Experiência e Fabricante — Caracteres Verdes Usada em veículos que ainda não estão liberados para circulação comercial. Há dois casos principais: Fabricante: montadoras e fabricantes de veículos, pneus, peças e sistemas usam a placa para testar protótipos e carros em homologação nas vias públicas. Experiência: empresas que compram, vendem, reformam, montam ou desmontam veículos usam a placa para deslocamentos ligados a essa atividade. Nesse caso, ela só vale na área da autoridade de trânsito que a emitiu. A autorização é concedida pelo Detran à empresa, não ao veículo, e precisa ser renovada todo ano. Entre as exigências estão alvará de funcionamento, seguro de responsabilidade civil contra terceiros e um livro de registro das saídas. Os documentos exatos variam conforme o estado. Coleção (válida no Mercosul) — Caracteres Cinza-Prata Versão da placa de coleção com fundo branco e letras cinza-prata. Leva o emblema do Mercosul e permite circular por todos os países do bloco, o que interessa a quem participa de encontros e ralis na Argentina, no Uruguai ou no Paraguai. Até junho de 2022, era a única opção para veículos de coleção no padrão Mercosul. As exigências para obtê-la são as mesmas da placa preta, explicadas mais abaixo. Coleção (válida só no Brasil) — a Placa Preta Fundo preto com caracteres brancos ou prateados, resgatando o visual clássico que identifica os carros antigos no Brasil desde a década de 1990. Foi criada pela Resolução Contran nº 887/2021 e passou a ser emitida em 1º de junho de 2022. Por ser exclusiva do Brasil, não leva o emblema do Mercosul e só vale dentro do território nacional. Quem pretende viajar com o carro para outro país do bloco precisa usar a versão branca com letras cinza-prata. A placa de coleção em detalhe A placa preta voltou a ser emitida em 1º de junho de 2022, depois de um pedido dos antigomobilistas atendido pelo Contran. Com a chegada do padrão Mercosul, os veículos de coleção tinham passado a usar apenas a placa branca com letras cinza. Para ter direito à placa de coleção, o veículo precisa cumprir as regras da Resolução Contran nº 957/2022: ter mais de 30 anos de fabricação, seja nacional ou importado; manter pelo menos 80% de originalidade; ter o Certificado de Veículo de Coleção (CVCOL), emitido em nome do proprietário, com QR Code e validade de cinco anos. O proprietário pode escolher entre as duas versões. A placa preta é a mais tradicional, mas só vale no Brasil. Para viajar pelos países do Mercosul, é preciso usar a placa branca com letras cinza-prata. Atenção a um erro comum: a placa branca com letras cinza não é uma categoria para “coleção modificado”. A Resolução 957 chegou a prever a placa de coleção para veículos modificados, mas esse trecho foi revogado logo depois. Hoje, só veículos originais podem receber qualquer uma das duas placas de coleção.

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