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Você não pode deixar de assistir “O Velho Fusca” nos cinemas. Filme que estrela além dos atores, um icônico Fusca.
Há filmes que passam pelas salas de cinema e há aqueles que, semanas após a estreia, continuam ecoando em nossas conversas. “O Velho Fusca”, que chegou ao circuito em março, é um desses casos. Se você ainda não teve a oportunidade de assisti-lo, a obra de Emiliano Ruschel merece um lugar na sua programação, não apenas pelo que exibe, mas pelo que desperta.
À primeira vista, o enredo parece simples: Junior (Caio Manhente) encontra um velho carro abandonado na garagem de seu avô (Tonico Pereira). No entanto, o roteiro rapidamente revela camadas mais profundas. O veículo, um clássico de 1976, funciona aqui como um catalisador silencioso de sentimentos guardados.
O conflito central entre o neto entusiasmado e o avô isolado é o que realmente move a trama. A tentativa de dar vida nova ao objeto metálico torna-se a desculpa perfeita para que duas gerações, separadas pelo silêncio e pelo tempo, voltem a se entender. É uma jornada de reparo que vai muito além da mecânica; trata-se de consertar laços que pareciam perdidos.
O que torna a experiência tão envolvente é a naturalidade com que o universo automotivo é inserido. Não há excessos ou didatismo. O carro está lá como um membro da família, teimoso, cheio de personalidade e carregado de histórias. A presença de nomes como Cleo, Danton Mello e Christian Malheiros traz um equilíbrio entre o drama e o humor cotidiano, enquanto a trilha sonora ajuda a ditar o ritmo dessa reconciliação.
Para quem aprecia o valor de um objeto bem cuidado, o filme toca em um ponto sensível: a ideia de que certas coisas, e pessoas, só precisam de paciência e do olhar certo para voltarem a brilhar.
A produção, fruto de uma colaboração entre a Ruschel Studios, Moove House e A2 Filmes, teve como cenário a Zona Oeste do Rio de Janeiro, trazendo uma fotografia solar que contrasta com o ambiente nostálgico da garagem onde o “velho companheiro” repousa. O cuidado técnico da equipe vai além do visual; houve uma preocupação genuína em captar a sonoridade real e a estética que envolve esses veículos, garantindo que a atmosfera da obra seja fiel tanto para o público geral quanto para o olhar mais atento. Sob a distribuição da A2 Filmes, o longa conseguiu um feito raro para produções independentes: manter uma trajetória sólida de público mesmo após completar seu primeiro mês em exibição.
Como sugestão, vale o esforço de conferir a obra enquanto ela ainda ocupa as salas de cinema. Existe algo na experiência da tela grande, o ronco do motor reverberando no som surround e os detalhes da restauração em alta definição, que se perde no visor do celular ou na TV de casa. Fica o convite para um programa que atravessa gerações: leve alguém que compartilhe do seu apreço por boas histórias, ou melhor, alguém que precise entender por que, às vezes, um simples objeto antigo pode ser a chave para abrir portas que o tempo insistia em fechar.
Ficha Técnica:
Título: O Velho Fusca | Lançamento: 19 de março de 2026 | Direção: Emiliano Ruschel | Distribuição: A2 Filmes

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