
Salão do Automóvel de 2025
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Câmara aprova projeto que reintroduz estado e município na identificação veicular da frota!
Depois de anos de polêmica e de um visual “padronizado demais” para muitos, a identidade regional está prestes a retomar seu lugar no para-choque dos brasileiros. A Comissão de Viação e Transportes da Câmara deu sinal verde para o projeto que reinserte o nome do município, a sigla do estado e a bandeira da unidade federativa nas placas do padrão Mercosul.
Para o antigomobilista e o entusiasta, a placa nunca foi apenas um item de identificação, mas um RG do veículo que contava sua história e origem.
Se você é do time que sente falta de saber de onde vem aquele clássico cruzando a rodovia, aqui estão os pontos principais da proposta:
Novos Itens Visuais: Além do código alfanumérico, teremos o retorno do nome da cidade, do estado e da bandeira colorida.
Segurança Pública: O principal argumento para a aprovação é facilitar o trabalho de fiscalização. Policiais e agentes de trânsito alegam que a ausência da cidade dificulta a identificação imediata de veículos suspeitos ou “estranhos” à região.
A pergunta que não quer calar, “vou ter que gastar de novo?”. De acordo com o texto aprovado:
Não haverá obrigatoriedade de troca imediata para quem já possui a placa Mercosul atual.
A regra valerá para novos emplacamentos realizados um ano após a sanção da lei.
A substituição para quem já tem a placa atual será opcional.
O setor se divide. Especialistas em segurança viária comemoram a facilidade de triagem visual. Por outro lado, especialistas em logística lembram que o objetivo original do Mercosul era a desburocratização e a redução de custos em transferências de domicílio, algo que pode ser afetado se a nova estampa exigir a troca física da placa a cada mudança de cidade.
Para o mercado de carros usados e antigos, a mudança é vista com bons olhos. “A placa com a cidade ajuda a valorizar veículos de certas regiões conhecidas pelo bom estado de conservação e baixa incidência de maresia, por exemplo”, comenta um consultor de vendas do segmento.
O projeto agora segue para a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). Se aprovado sem ressalvas, precisará da sanção presidencial para virar lei. Se tudo correr como o planejado em Brasília, as primeiras “Novas Placas Mercosul 2.0” devem começar a circular em 2027.
Para além das questões técnicas de fiscalização, o retorno da identificação municipal toca em um ponto sensível da cultura automotiva: o pertencimento. No universo do antigomobilismo, a placa muitas vezes funciona como um registro de origem que confere personalidade ao veículo, transformando-o em um representante itinerante de sua região. Esse resgate do valor “cultural e identitário” permite que o automóvel deixe de ser um objeto genérico em uma frota nacional para retomar seu papel de “embaixador” de sua cidade. Para quem cruza divisas e fronteiras, a reintegração da bandeira e do nome do município devolve ao motorista a possibilidade de carregar sua procedência estampada no metal, reforçando o vínculo entre a máquina, o condutor e o lugar que ambos chamam de casa.

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