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Há 30 anos o Fusca resurgia, apelidado de "Itamar"!

Em Agosto de 1993, nosso querido Fusca retornava para a alegria dos saudosistas

Há 30 anos, mais precisamente em Agosto de 1993, o então presidente do Brasil visitava a fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo, localizada no ABC Paulista, com o propósito de reinaugurar a linha de montagem do Fusca. Na ocasião, foi produzido o modelo popularmente conhecido como “Fusca Itamar”, caracterizado por sua simplicidade e equipado com um motor de 1600 cilindradas movido a álcool.

Itamar desfila em seu exemplar conversível para inaugurando a nova era do clássico no Brasil

“O que nós queremos é que o Brasil tenha seu carro popular e esse carro popular significa hoje, através do Fusca, um símbolo. Esperamos, evidentemente, que ele possa ser acessível às classes mais populares do país”, disse o então presidente Itamar na ocasião.

 

Há um dado curioso sobre essa mesma fábrica: em 1959, o ex-presidente Juscelino Kubitschek esteve presente na inauguração da Volkswagen no Brasil, marcando o início da produção do Fusca nacional naquelas instalações.

À semelhança de Kubitschek, o presidente Itamar também desfilou em um Fusca conversível e saudou os funcionários ao reinaugurar a linha de montagem do emblemático modelo.

Juscelino na fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo em 1959
Janeiro de 1959, carros saem da fábrica

A trajetória do Fusca Itamar tem início após o impeachment do então presidente Fernando Collor, em 1992. Itamar Franco, que era o vice-presidente, assumiu imediatamente a posição de chefe de Estado em 2 de outubro. Assumindo o cargo de presidente, Itamar Franco propôs à Volkswagen a retomada da produção do clássico automóvel que fez história nas décadas passadas.

Essa decisão veio após a observação dos elevados preços praticados nos automóveis mais acessíveis disponíveis no mercado nacional. Itamar almejava um modelo popular que pudesse despertar o mesmo encanto que o Fusca outrora causou. Assim, em entrevistas, começou a propor a ideia do retorno do Fusca como uma possível solução.

Em 25 de janeiro de 1993, Itamar convoca o presidente da Autolatina, Pierre-Alan Schmidt, para uma reunião crucial, que marcaria mais uma vez a história desse clássico no Brasil. Após o encontro, ficou decidido: o retorno do Fusca era uma realidade certa.

Presidente Itamar Franco na fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo em 1993
Propaganda impressa da época

Medidas econômicas foram tomadas para garantir a viabilidade do projeto; A alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) foi reduzida de 20% para 0,1% para veículos com motores 1.0 e com preço máximo de US$ 6,8 mil. Quanto ao Fusca, uma exceção foi aberta na regulamentação em Brasília, permitindo a inclusão de motores refrigerados a ar, com capacidade de até 1.6 litro.

Em 23 de agosto de 1993, a produção do Fusca recomeçou. O presidente Itamar Franco, seguindo os passos de Juscelino Kubitschek na década de 50, desfilou em um Fusca conversível. Posteriormente, o próprio presidente adquiriu esse veículo, que hoje é parte de um museu em sua homenagem na cidade de Juiz de Fora.

Repaginado para a época

O Fusca Itamar apresentava algumas pequenas mudanças em relação ao modelo de 1986, comercializado como modelo 94. O clássico da Volkswagen adotava pneus radiais 165/80 R15 e oferecia cintos de segurança dianteiros de três pontos, além de um para-brisa laminado.

A Volkswagen precisou implementar um novo revestimento na parede traseira, utilizando feltros fenólicos e uma resina especial, para reduzir a propagação em casos de incêndio.

O modelo já tinha recebido melhorias, como freios de duplo circuito com discos na parte frontal, revestimentos internos antichama e barras estabilizadoras tanto na suspensão dianteira quanto na traseira. Os bancos foram reforçados para uma ancoragem mais segura, o espelho interno tinha função de remoção em caso de impacto, e as dobradiças e maçanetas foram fortalecidas. O capô do porta-malas também recebeu uma trava de segurança dupla.

A pintura do Fusca Itamar era superior à de 1986, garantindo maior durabilidade. Além disso, algumas partes, como as portas, o capô dianteiro e os estribos, eram galvanizadas.

O sistema de escape do motor boxer do Fusca Itamar tinha apenas um tubo, devido à presença de um catalisador. Os para-choques também chamavam a atenção por apresentarem lâminas na cor da carroceria.

Para estar em conformidade com as normas de emissão vigentes, a Volkswagen adicionou um catalisador ao sistema de escape do antigo motor, além de aplicar uma nova bomba de gasolina, um separador de gases, velas mais resistentes e uma bateria de maior amperagem.

Série "OURO" para se despedir!

A fase final do Fusca Itamar foi marcada pelo lançamento da Série Ouro, uma edição especial que originalmente era a intenção da matriz alemã, limitada a 1,5 mil unidades.

Essa edição contava com faróis de neblina, lanternas fumê, mostradores do painel com fundo branco e revestimento interno do Pointer GTi, agregando um toque de exclusividade ao veículo.

Evento de encerramento de produção
Propaganda impressa da época

Em 1996, esse modelo foi colocado à venda, e sua produção encerrou em 28 de junho, após 46 mil exemplares terem sido produzidos na fábrica Anchieta. Com esse desfecho, o Fusca Itamar chegou ao fim de forma discreta e melancólica, em contraste com a festa de despedida ocorrida em 1986.

Mesmo 30 anos após a saída de linha, o velho clássico mantêm uma enorme identificação com o povo brasileiro, e a história recente do país. Histórias efãs se acumulam a cada ano, e o clássico ainda povoa o imaginário popular.

Uma resposta

  1. Deveria voltar a ser Fabricado.Vendia tudo seria ótimo.

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Conheça todos os padrões de placas vigentes no Brasil

Desde 2020, todo veículo emplacado ou transferido no Brasil recebe a placa no padrão Mercosul, criado pela Resolução Contran nº 780/2019. O modelo trouxe fundo branco, faixa azul com o nome do país e a bandeira, e uma nova combinação de quatro letras e três números. Nesse padrão, a categoria do veículo não está mais na cor do fundo, como acontecia na antiga placa cinza. Ela aparece na cor das letras, dos números e da borda. Hoje existem seis cores em uso, e a placa de coleção tem duas versões: uma branca, válida em todo o Mercosul, e a tradicional placa preta, válida só no Brasil. As placas, uma a uma Particular — Caracteres Pretos É a placa mais comum do país e corresponde à categoria “particular” do Código de Trânsito Brasileiro (CTB, art. 96). Vale para carros de passeio, motos, caminhonetes e utilitários de pessoas físicas ou empresas, desde que usados sem fins de aluguel, aprendizagem, testes ou serviço oficial ou diplomático. Veículos de frota usados pela própria empresa, sem cobrar pelo transporte, também levam a placa preta. O mesmo vale para quem trabalha com transporte por aplicativo: esses motoristas não são obrigados a trocar para a placa vermelha. Comercial — Caracteres Vermelhos Identifica as categorias “aluguel” e “aprendizagem” do CTB, ou seja, veículos usados para transportar pessoas ou cargas mediante pagamento. Entram aqui táxis, ônibus, vans escolares, moto-táxis, caminhões de frete, carros de locadoras e veículos de autoescola. Quem dirige um veículo de placa vermelha em atividade remunerada precisa ter a observação “exerce atividade remunerada” (EAR) na carteira de habilitação. Táxis, por exemplo, também precisam de taxímetro nos municípios com mais de 50 mil habitantes. Oficial — Caracteres Azuis Exclusiva de veículos do poder público nas esferas municipal, estadual e federal. Estão nessa categoria os carros de prefeituras, governos, câmaras, tribunais e autarquias, além de viaturas policiais e ambulâncias da rede pública. O veículo é registrado em nome do órgão público e só pode ser usado a serviço dele. Por isso, a placa azul ajuda a fiscalização e a população a identificar o uso de bens públicos nas ruas. Diplomática — Caracteres Dourados Reservada a embaixadas, consulados, organismos internacionais e seus representantes credenciados no Brasil. É a placa mais rara de se ver nas ruas, concentrada principalmente em Brasília e nas capitais com representações estrangeiras, como São Paulo e Rio de Janeiro. A placa dourada sinaliza que o veículo tem as isenções e imunidades previstas em tratados internacionais, como a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas. Experiência e Fabricante — Caracteres Verdes Usada em veículos que ainda não estão liberados para circulação comercial. Há dois casos principais: Fabricante: montadoras e fabricantes de veículos, pneus, peças e sistemas usam a placa para testar protótipos e carros em homologação nas vias públicas. Experiência: empresas que compram, vendem, reformam, montam ou desmontam veículos usam a placa para deslocamentos ligados a essa atividade. Nesse caso, ela só vale na área da autoridade de trânsito que a emitiu. A autorização é concedida pelo Detran à empresa, não ao veículo, e precisa ser renovada todo ano. Entre as exigências estão alvará de funcionamento, seguro de responsabilidade civil contra terceiros e um livro de registro das saídas. Os documentos exatos variam conforme o estado. Coleção (válida no Mercosul) — Caracteres Cinza-Prata Versão da placa de coleção com fundo branco e letras cinza-prata. Leva o emblema do Mercosul e permite circular por todos os países do bloco, o que interessa a quem participa de encontros e ralis na Argentina, no Uruguai ou no Paraguai. Até junho de 2022, era a única opção para veículos de coleção no padrão Mercosul. As exigências para obtê-la são as mesmas da placa preta, explicadas mais abaixo. Coleção (válida só no Brasil) — a Placa Preta Fundo preto com caracteres brancos ou prateados, resgatando o visual clássico que identifica os carros antigos no Brasil desde a década de 1990. Foi criada pela Resolução Contran nº 887/2021 e passou a ser emitida em 1º de junho de 2022. Por ser exclusiva do Brasil, não leva o emblema do Mercosul e só vale dentro do território nacional. Quem pretende viajar com o carro para outro país do bloco precisa usar a versão branca com letras cinza-prata. A placa de coleção em detalhe A placa preta voltou a ser emitida em 1º de junho de 2022, depois de um pedido dos antigomobilistas atendido pelo Contran. Com a chegada do padrão Mercosul, os veículos de coleção tinham passado a usar apenas a placa branca com letras cinza. Para ter direito à placa de coleção, o veículo precisa cumprir as regras da Resolução Contran nº 957/2022: ter mais de 30 anos de fabricação, seja nacional ou importado; manter pelo menos 80% de originalidade; ter o Certificado de Veículo de Coleção (CVCOL), emitido em nome do proprietário, com QR Code e validade de cinco anos. O proprietário pode escolher entre as duas versões. A placa preta é a mais tradicional, mas só vale no Brasil. Para viajar pelos países do Mercosul, é preciso usar a placa branca com letras cinza-prata. Atenção a um erro comum: a placa branca com letras cinza não é uma categoria para “coleção modificado”. A Resolução 957 chegou a prever a placa de coleção para veículos modificados, mas esse trecho foi revogado logo depois. Hoje, só veículos originais podem receber qualquer uma das duas placas de coleção.

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Documentário da Netflix revisita temporada mais dramática da Fórmula 1

O ano de 1994 e o nascimento de um gigante Três décadas após a sua realização, a temporada de 1994 da Fórmula 1 permanece como um dos capítulos mais marcantes e complexos da história do desporto motorizado. Foi o ano em que o jovem piloto alemão Michael Schumacher conquistou o seu primeiro campeonato mundial de pilotos ao volante do lendário Benetton B194. Com lançamento agendado para 2 de outubro na plataforma de streaming Netflix, o documentário “Schumacher 94: Nasce Uma Lenda” propõe um novo olhar sobre essa jornada inesquecível. Ao longo de 105 minutos de duração, a obra combina imagens de arquivo raras com entrevistas inéditas para reconstruir as vitórias e as intensas disputas vividas dentro e fora das pistas. Bastidores, família e a virada trágica em Ímola Um dos grandes destaques da produção é o vislumbre humano da ascensão do piloto alemão. O documentário conta com a participação especial de Corinna Schumacher, esposa do piloto, que partilha memórias sobre os desafios, a gestão da fama repentina e a rotina do casal durante aquele ano decisivo. Contudo, a narrativa não se esquiva da sombra que marcou o campeonato. O trágico fim de semana do Grande Prémio de São Marino, em Ímola, que resultou na morte do tricampeão mundial Ayrton Senna, é abordado como um momento central do documentário. A produção examina como a perda de Senna transformou radicalmente a perceção de risco entre os pilotos da época e desencadeou uma revolução sem precedentes nas exigências de segurança da categoria. A temporada que encerrou a era romântica da Fórmula 1 O ano de 1994 é frequentemente apontado por historiadores do automobilismo como o fim definitivo da “era romântica” da Fórmula 1. Antes daquele campeonato, a categoria ainda preservava uma essência na qual a coragem desmedida, o heroísmo e a pilotagem visceral falavam mais alto do que as limitações da engenharia. No entanto, a alteração abrupta no regulamento, que baniu as assistências eletrônicas no início daquele ano, tornou os carros mais instáveis e difíceis de domar. As sucessivas tragédias e acidentes forçaram a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) a repensar completamente o design das pistas, a ergonomia e resistência dos cockpits, e a própria filosofia de construção dos bólidos, transformando o desporto num ambiente muito mais clínico e regulamentado. Reviva o último grande ídolo da velha geração Assistir a este resgate histórico é, também, uma oportunidade ímpar para reviver os derradeiros momentos de Ayrton Senna nas pistas, indiscutivelmente o último grande ídolo daquela geração clássica. A temporada de 1994 representava o tão aguardado embate entre o tricampeão já consagrado que carregava a mística dos anos de ouro da categoria e o prodígio alemão em franca ascensão. A obra serve como um retrato dessa passagem de bastão interrompida de forma tão brutal, ilustrando como o mito do heptacampeão Schumacher começou a ser forjado no exato instante em que o mundo se despedia do seu herói mais reverenciado.

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