A Independência Automobilística Nacional

Conheça a história do primeiro carro 100% brasileiro

Dia 7 de Setembro chegou, não poderíamos deixar o Dia da Independência do nosso país passar em branco. Mas quando o brasil conseguiu a sua independência automobilística? E é essa interessante história que te contaremos.

Gurgel X-12 a serviço do Exército Brasileiro

Quando saímos nas ruas, se torna inconfundível quando avistamos um Gurgel, um dos maiores fatores que contribuem para isso, é de que essa empresa foi responsável pelo primeiro carro autêntico, nacional. Seu estilo também contribui para que seja reconhecido até os dias de hoje, por possuir um design minimalista, puxado para formas quadradas. A Gurgel possuía um grande leque de modelos, de veículos econômicos a SUVs, de jipes utilizados pelo exército a carros mais compactos e simples, sempre diversificando e buscando abranger diversos grupos. Uma prova do comprometimento da empresa ao produzir veículos, é a imensa quantidade de 40 mil produzidos em 25 anos.

Algo que muitas pessoas não se atentam, mas não deixa de ser algo muito curioso, é que os carros da Gurgel Motores foram propositalmente nomeados com alcunhas derivadas do tupi, como os modelos Itaipu, Carajás Xavante e etc. O que deixa claro o forte nacionalismo expressado pela empresa para os seus projetos. Essa característica nacionalista também era visível nas latarias, que sempre inovavam, e nunca tentavam copiar modelos internacionais que estavam em alta na época.

Ao contrário do lado de fora do carro, o interior era bem mais simples, possuindo apenas o básico de que um usuário precisaria para uma boa viajem. Os veículos contavam com pequenos compartimentos especiais e portas, onde eram guardados alguns itens como o estepe. A marca também se destacava ao adicionar aos seus modelos, alguns elementos atrativos que inovavam na época, como tetos removíveis, portas de acrílico transparente e sistemas de ventilação que focavam em cada um dos passageiros, definitivamente formas muito interessantes de inovar.

Amaral Gurgel apresentando os modelos BR-800

Quando saímos nas ruas, se torna inconfundível quando avistamos um Gurgel, um dos maiores fatores que contribuem para isso, é de que essa empresa foi responsável pelo primeiro carro autêntico, nacional. Seu estilo também contribui para que seja reconhecido até os dias de hoje, por possuir um design minimalista, puxado para formas quadradas. A Gurgel possuía um grande leque de modelos, de veículos econômicos a SUVs, de jipes utilizados pelo exército a carros mais compactos e simples, sempre diversificando e buscando abranger diversos grupos. Uma prova do comprometimento da empresa ao produzir veículos, é a imensa quantidade de 40 mil produzidos em 25 anos.

Algo que muitas pessoas não se atentam, mas não deixa de ser algo muito curioso, é que os carros da Gurgel Motores foram propositalmente nomeados com alcunhas derivadas do tupi, como os modelos Itaipu, Carajás Xavante e etc. O que deixa claro o forte nacionalismo expressado pela empresa para os seus projetos. Essa característica nacionalista também era visível nas latarias, que sempre inovavam, e nunca tentavam copiar modelos internacionais que estavam em alta na época.

Ao contrário do lado de fora do carro, o interior era bem mais simples, possuindo apenas o básico de que um usuário precisaria para uma boa viajem. Os veículos contavam com pequenos compartimentos especiais e portas, onde eram guardados alguns itens como o estepe. A marca também se destacava ao adicionar aos seus modelos, alguns elementos atrativos que inovavam na época, como tetos removíveis, portas de acrílico transparente e sistemas de ventilação que focavam em cada um dos passageiros, definitivamente formas muito interessantes de inovar.

História da Gurgel

João Augusto Amaral Gurgel, iniciou sua carreira criando minicarros e karts, e acabou evoluindo para a realização de seu sonho, que era criar veículos 100% nacionais. Em 1969 a Gurgel Motores lançou o seu primeiro veículo no mercado nacional, o buggy-ultilitário, que contava com carroceria patenteada pela própria empresa, chamava-se “plasteeal”, uma combinação de aço e plástico com uma grande rigidez. Porém os motores e os chassis usados, eram provenientes da Volkswagem. O carro possuía 4 verões, Enseada, Ipanema, Augusta e Xevante (um utilitário que se tornou muito popular na época).

A Gurgel conseguiu se estabilizar no Brasil, principalmente em fazendas, onde eram concorrentes dos jipes. No mesmo período, ocorria o Regime Militar, que dificultava na época a importação de automóveis, o que acabou favorecendo muito a ascensão da marca em território nacional. Aos poucos, a empresa foi ficando segura de seu potencial, a ponto de deixar de usar os chassis da Volkswagem para conduzir os seus próprios utilitários, como o motor Enerton, que foi baseado no motor boxer da WV, porém com refrigeração a água. Houve uma época em que a empresa produzia 10 carros por dia, sendo o X-12, o principal modelo fabricado por eles. Cerca de 25% de toda a produção proveniente da Gurgel, era exportada para todos os países da américa latina, incluindo também a Arábia Saudita e outros, o que subverteu a situação em que o Brasil se enquadrava, onde nós que importávamos do exterior.

O primeiro carro 100% Brasileiro:

Assim veio o BR-800, o primeiro carro 100% Brasileiro, com o chassi, motor e carroceria Gurgel. O modelo de 800 cilindradas, rendia 34 cavalos de potência. Um veículo simples, econômico e urbanos, com capacidade de levar 4 passageiros. O BR-800 era de fato um carro extremamente econômico, pois fazia em média 21km por litro de gasolina em suas viagens, um número incomum de se ver até nos dias de hoje. infelizmente posteriormente o modelo foi engolido totalmente pela concorrência, devido à baixa do Imposto sobre Produtos Industrializados para carros menores de 1000cm³. O que levou alguns carros como o Fiat Uno MIlle, ter o preço semelhante ao do BR-800, porém com um espaço e desempenho maior.

 

Famoso modelo BR-800

Infelizmente a Gurgel Motores teve fim em 1994, onde a empresa teve que fechar por conta de problemas financeiros, decorrentes também da crescente importação de veículos que ocorreu naquela década. A marca ficou e ainda ficará marcada na memória e corações dos brasileiros, por fazer um papel único e nunca antes feito no Brasil, ainda podemos encontrar alguns modelos em circulação nas ruas até os dias de hoje.

Fonte: https://www.sixt.com.br

Gostou do conteúdo? Compartilhe!

Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp

Nota de Falecimento – Atilio Santarelli

Um dia triste para o antigomobilismo, sobretudo à região do ABC Paulista. Faleceu hoje (09.02), vítima de câncer, Atílio Santarelli, morador de São Caetano do Sul (ABC Paulista), um dos mais influentes antigomobilista e colecionadores de São Paulo. Atílio esteve à frente da fundação e gestão do Automóvel Clube do Grande ABC, clube fundamental para a disseminação da cultura antigomobilista no ABC, organizando encontros, exposições e abrindo espaço para entusiastas e adeptos. Além do Automóvel Clube do Grande ABC, Atílio também participou da fundação da Confraria dos Antigos, e foi um dos idealizadores e fundadores da Federação Paulista de Antigomobilismo, sempre buscando o fortalecimento, a profissionalização e a institucionalização do segmento.

Leia mais »

Kissimmee 2026 e a consolidação dos ativos de luxo

O encerramento do leilão Mecum Kissimmee 2026 marcou um ponto de inflexão definitivo para o mercado global de veículos de coleção. Com um volume transacional recorde de US$ 441 milhões, o evento não apenas superou as métricas históricas de faturamento, mas estabeleceu um novo paradigma de avaliação para ativos de alto padrão, deslocando o eixo de influência das tradicionais casas europeias para o solo americano.

Leia mais »

Kissimmee 2026 e a consolidação dos ativos de luxo

O encerramento do leilão Mecum Kissimmee 2026 marcou um ponto de inflexão definitivo para o mercado global de veículos de coleção. Com um volume transacional recorde de US$ 441 milhões, o evento não apenas superou as métricas históricas de faturamento, mas estabeleceu um novo paradigma de avaliação para ativos de alto padrão, deslocando o eixo de influência das tradicionais casas europeias para o solo americano.

Leia mais »

São Paulo, 472 anos a capital do Antigomobilismo

No dia em que a maior metrópole da América Latina sopra as velas de seus 472 anos, um dado estatístico revela uma face nostálgica e resiliente da “Terra da Garoa”: São Paulo ostenta, hoje, a maior frota de veículos com mais de 30 anos de idade do Brasil. Longe de ser apenas um sinal de envelhecimento da frota urbana, esse fenômeno consolida a capital paulista como o coração pulsante do antigomobilismo nacional.

Leia mais »