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Nesse Outubro Rosa, saiba mais sobre a relação Mulher x Carro!

Conheça alguns fatos de extrema importância, mas pouco divulgados

(Imagem oficial Governo Federal: Instituto Nacional de Câncer - INCA)

Outubro chegou, e sabemos da importância desta data para o diagnostico precoce para mulheres, sendo o dia oficial contra o câncer de mama em 19 de outubro. Sabendo também da importância desta data para as mulheres, traremos hoje algumas curiosidades relacionadas as mulheres no trânsito e no mundo automobilistico.

AS MULHERES SÃO MAIS PRUDENTES NO TRÂNSITO

Um fato pouco comentado, é que, segundo o Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo (Infosiga-SP), as mulheres são menos propensas a se envolverem em acidentes de trânsito, principalmente nos que resultam em vítimas. Em 2022, 92,7% dos envolvidos em acidentes de trânsito eram homens, e apenas 7,3% eram mulheres. Em questão de multas percebemos o mesmo fenômeno, sendo 79% das multas pagas, cometidas por homens, e apenas 21% das infrações cometidas por mulheres (de acordo com o Zul+ da Estapar Estacionamentos).

AS MULHERES ESTACIONAM MELHOR

As pesquisas indicam que as mulheres tendem a dedicar mais esforço para estacionar seus veículos. Elas demonstram preocupação em não prejudicar a entrada e saída de pessoas nos carros vizinhos, bem como em garantir espaço suficiente para abrir as portas e remover objetos ou cuidar dos filhos que estão no banco de trás. Adicionalmente, uma proporção significativa de mulheres seguem as regras de estacionamento, evitando estacionar em locais proibidos e respeitando as vagas especiais.

Bertha Benz, mulher e pioneira na história do automóvel
Benz Patent-Motorwagen

A PRIMEIRA PESSOA A DIRIGIR UM AUTÓMOVEL, FOI UMA MULHER

 Esse é um fato curioso, que poucas pessoas têm conhecimento. Bertha Benz, percorreu 200 quilômetros em um Patent-Motorwagen (O primeiro carro da história movido a motor), modelo patenteado por Karl Benz, seu marido. Ela também foi responsável por fazer alguns reparos, limpezas e trocas de freios do modelo.

Renault Dolphin, popular no mundo feminino dos anos 60
Chevrolet Corsa, popular no mundo feminino dos anos 90

OS CARROS CLÁSSICOS MAIS DESEJADOS PELAS MULHERES

  Alguns carros caem mais no gosto feminino do que outros, este fenômeno ocorre até hoje, e no século passado tivemos algumas ondas de automóveis aclamados pelas mulheres. O Renault Dolphin, foi um carro muito popular entre as mulheres na década de 60, principalmente por dois fatores, a sua carroceria pequena e prática, e também as propagandas do Renault na época, que enfatizavam e relacionavam as mulheres e a imagem materna com o esse veículo.

  No Brasil, A Brasília Ret, com certeza foi um dos veículos mais frequentes entre as mulheres na década de 70, pois apresentavam vidros grandes, carroceria compacta, direção simples e baixo custo, o seu porta-malas pesar de não muito espaçoso, tinha um tamanho ideal para carregar compras. 

  Outro queridinho pelas mulheres na década de 90 no Brasil, foi o clássico Corsa. Com seu design simples, moderno e arredondado contando com uma direção hidráulica, algo muito desejado pelas mulheres na época. Seu interior confortável destacava este modelo dos demais, fazendo com que este clássico carro, caísse como uma luva nos gostos femininos na época.

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Entrando na Trend, queremos saber o que aconteceu com os faróis dos anos 80?

Enquanto as redes sociais usam inteligência artificial para resgatar a estética oitentista, a FPA relembra a história do recurso mais desejado do design automotivo e os motivos do seu desaparecimento. Se você abriu o Instagram nos últimos dias, é quase certo que encontrou fotos geradas por inteligência artificial transformando conhecidos em personagens saídos de 1985. Cabelos volumosos, jaquetas de couro vibrantes, luzes em neon e uma boa dose de nostalgia pop dominaram as redes. Mas, enquanto a moda retrô ganha vida nas telas digitais, o universo sobre rodas guarda a lembrança de um elemento estético real que definia aquela mesma época: os faróis escamoteáveis (pop-up headlights). A estética da velocidade e a brecha na lei Muito além do charme visual, a ascensão dos faróis ocultos nas décadas de 1970 e 1980 foi uma resposta engenhosa da engenharia às regras rígidas do Departamento de Transportes dos EUA (DOT), que exigiam uma altura mínima para os faróis no capô. Para desenhar esportivos aerodinâmicos e rasteiros sem violar a legislação, os projetistas esconderam os faróis dentro da carroceria durante o dia. À noite, bastava acionar um botão para que motores elétricos erguessem os blocos ópticos, dando ao veículo uma “expressão” inconfundível. O ápice do desejo oitentista O recurso tornou-se o atestado definitivo de futurismo sobre rodas. Ícones como a Ferrari Testarossa, o Chevrolet Corvette C4, o icônico Mazda MX-5 Miata e a lendária Ferrari F40 transformaram a “piscada analógica” em marca registrada da cultura pop, marcando presença constante em postêres de quarto, capas de revistas e videogames da época. Por que a mania foi extinta? Dois fatores decretaram a morte do mecanismo na transição para os anos 2000: Segurança de Pedestres: Normas globais de proteção exigiram dianteiras deformáveis e arredondadas para mitigar impactos em atropelamentos, tornando as estruturas rígidas dos faróis erguidos um obstáculo regulatório. Tecnologia LED e Peso Extra: A chegada de canhões de luz compactos e dos LEDs eliminou a necessidade de esconder lentes grandes, além de aliviar o peso na dianteira e evitar falhas nas engrenagens mecânicas. Cultura viva sobre rodas O último modelo de série a carregar o recurso no mundo deixou a linha de produção em 2004. Hoje, enquanto o público usa filtros digitais para simular a estética dos anos 80, o antigomobilismo preserva o privilégio de manter acesa uma das soluções mecânicas mais charmosas da história do design.

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Os utilitários militares que forjaram a história do 7 de Setembro

Todo dia 7 de Setembro, os olhos da nação se voltam para a Esplanada dos Ministérios, onde o imponente Rolls-Royce Silver Wraith 1952 conduz o Chefe de Estado a meros 5 km/h. No entanto, para os apaixonados por mecânica bruta e história automotiva, a verdadeira trilha sonora da Independência não vem do silencioso motor inglês de 6 cilindros, mas do ronco grave e compassado das viaturas táticas que tracionam as Forças Armadas pelo asfalto. Enquanto o conversível presidencial é exclusividade da capital federal, foram os utilitários militares que garantiram a capilaridade dos desfiles de 7 de Setembro em cada guarnição, município e capital do Brasil. Essas máquinas não representam apenas o poderio militar, mas a própria evolução da indústria e da engenharia motomecanizada no nosso país. Jeep Willys e o som inconfundível da tração nas avenidas Se existe um veículo que é sinônimo absoluto de desfile militar no Brasil, é o Jeep. Nascido da urgência da Segunda Guerra Mundial, o lendário utilitário (inicialmente nas versões MB, M38A1 e CJ-3B) foi o primeiro contato maciço do Exército Brasileiro com a tração 4×4 leve. Com a nacionalização da produção pela Willys-Overland do Brasil (e posteriormente pela Ford), o Jeep tornou-se onipresente. Por mais de quatro décadas, o som metálico e cadenciado de seus motores (como o clássico Hurricane de 4 cilindros ou o robusto BF-161 de 6 cilindros) ecoou nas paradas do Dia da Independência. Era o veículo padrão para o transporte de comandantes de tropa, condução do Fogo Simbólico, revista de pelotões e tração de artilharia leve. Sua simplicidade espartana e confiabilidade extrema o transformaram no maior ícone militar sobre rodas do país. O Imponente Dodge Command Car Antes da massificação das frotas nacionais, o período do pós-guerra trouxe ao Brasil os “gigantes” da Série WC da Dodge, especialmente o Command Car. Com uma carroceria aberta larga, pneus lameiros robustos e um torque bruto projetado para puxar tropas e equipamentos em terrenos devastados, o Dodge era a viatura de escolha para conduzir o alto oficialato. Vê-lo cruzar a avenida no 7 de Setembro, quase sempre com a lona recolhida e oficiais perfilados em seu interior, era um espetáculo de pura força mecânica americana que marcou as décadas de 1950 e 1960. Hoje, os exemplares sobreviventes são algumas das joias mais disputadas por colecionadores de veículos militares (uma categoria à parte e de extremo rigor no antigomobilismo). Toyota Bandeirante À medida que o Brasil consolidava sua própria indústria, as Forças Armadas buscaram padronizar a frota com tecnologia nacional e motores a diesel, visando maior autonomia e facilidade de manutenção. É nesse cenário que, entre o final dos anos 1970 e os anos 2000, a Toyota Bandeirante assumiu a linha de frente. Produzida em São Bernardo do Campo (SP), a Bandeirante militarizada tornou-se a espinha dorsal das tropas. O característico “bater” metálico de seus motores diesel — muitas vezes equipada com os inquebráveis propulsores Mercedes-Benz OM-314 e OM-364 — substituiu o ronco dos motores a gasolina nos desfiles. Robustas, retilíneas e infalíveis, as Bandeirantes provaram que a engenharia nacional estava pronta para qualquer terreno. Agrale Marruá A linhagem dos utilitários puros não morreu com o fim das velhas fábricas. A experiência brasileira culminou no desenvolvimento do Agrale Marruá, um projeto nacional genuíno (nascido a partir dos conhecimentos herdados da extinta Engesa) que assumiu o posto de Viatura de Transporte Não Especializado (VTNE) padrão das nossas Forças Armadas. Ele é o atual guardião dessa tradição de aço nos desfiles contemporâneos, unindo tecnologia atual com a robustez exigida pela caserna.

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A audaciosa Romi-Isetta completa 70 anos de um grande passo na indústria automotiva no Brasil

Setembro de 1956. O Brasil vivia a efervescência dos “Anos Dourados”, o presidente Juscelino Kubitschek prometia “50 anos em 5” e a cidade de São Paulo via sua paisagem urbana ser tomada por uma frota crescente de veículos importados. Foi nesse cenário, mais precisamente no dia 5 de setembro daquele ano, que um comboio de 16 pequenos e curiosos veículos desfilou pelas ruas da capital paulista em direção ao Palácio dos Campos Elíseos. Eles não vinham de Detroit ou de Stuttgart, mas de Santa Bárbara d’Oeste (SP). Era o lançamento oficial do Romi-Isetta, o primeiro automóvel de passeio produzido em série no Brasil. Hoje, ao celebrarmos os 70 anos deste marco histórico em 2026, a Federação Paulista de Antigomobilismo (FPA) resgata a trajetória do microcarro que provou que o Brasil estava pronto para ter sua própria indústria automotiva. Da máquina-ferramenta às ruas A ousadia de fabricar um carro no Brasil não veio de uma montadora tradicional, mas das Indústrias Romi S.A., uma consolidada fabricante de tornos e máquinas agrícolas. Sob a liderança de Américo Emílio Romi e seu enteado, Carlos Chiti, a empresa adquiriu os direitos de produção da italiana Iso SpA (criadora do projeto original). O que mais impressiona na história do Romi-Isetta é o seu nível de nacionalização inicial. Enquanto o governo ainda estruturava o GEIA (Grupo Executivo da Indústria Automobilística) para atrair fábricas estrangeiras, a Romi colocou seu carrinho nas ruas com 72% de suas peças (em peso) produzidas no Brasil. Não era apenas uma montagem de peças importadas (sistema CKD); era engenharia aplicada em solo nacional. Engenharia peculiar e a “saída de emergência” O design em formato de bolha (bubble car) chamava atenção por onde passava, mas sua engenharia era ainda mais fascinante. O acesso à cabine, que acomodava dois adultos (e, com algum aperto, uma criança pequena), era feito por uma única porta frontal. Para permitir a entrada, a coluna de direção e o painel de instrumentos eram articulados, movendo-se para fora junto com a porta. Uma curiosidade que poucos conhecem: o charmoso teto solar de lona não era apenas um opcional de conforto térmico, mas uma exigência de segurança estrutural. Caso o veículo sofresse uma colisão frontal que travasse a única porta, o teto de lona servia como a rota de fuga de emergência para os ocupantes. Durante sua vida útil, o Romi-Isetta teve duas fases mecânicas distintas: Fase 1 (1956 a 1958): Equipado com o motor original Iso, um monocilíndrico de 2 tempos, com 236 cm³ e 9,5 cv de potência. Fase 2 (1959 a 1961): Passou a utilizar a confiável mecânica licenciada da BMW, adotando um motor de 4 tempos, com 298 cm³ e 13 cv, garantindo melhor desempenho e durabilidade. Um ícone Pop e o fim precoce O simpático Romi-Isetta logo caiu nas graças do público e da mídia. Tornou-se símbolo de modernidade e foi eternizado na TV como o carro dos personagens de Eva Wilma e John Herbert no seriado “Alô, Doçura!”, um dos maiores sucessos da época. Apesar do sucesso cultural e de aproximadamente 3.000 unidades produzidas, a trajetória do pioneiro foi interrompida em 1961. Ironicamente, o mesmo governo que incentivou a indústria automotiva foi o responsável pelo seu fim. As regras do GEIA estabeleceram que, para receber os benefícios fiscais e ser classificado como “automóvel”, o veículo precisava ter pelo menos duas portas e capacidade para quatro passageiros. Enquadrado na taxação de importação de peças, o custo de produção do microcarro tornou-se inviável. O legado preservado A produção pode ter durado apenas cinco anos, mas o legado do Romi-Isetta é eterno. Ele provou a capacidade fabril brasileira e abriu caminho para as dezenas de montadoras que se instalariam no país nas décadas seguintes.

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Gasolina E32 pode ser mais fácil de adulterar segundo especialistas

Com a consolidação da mistura E32 (32% de etanol anidro na gasolina), o mercado de combustíveis passou a enfrentar um desafio técnico crítico: a facilitação das adulterações no varejo. Ao contrário de uma fraude simples por excesso de água ou álcool, o percentual de 32% abriu uma janela química maior para que adulteradores insiram solventes nocivos que passam despercebidos nas medições convencionais, gerando um risco direto de destruição mecânica. Por Que a Gasolina E32 é Mais Fácil de Adulterar? A vulnerabilidade da E32 reside no funcionamento do “teste da proveta” — a análise volumétrica rápida feita nos postos por meio da adição de água salina. A “Margem da Proveta”: O etanol em alta concentração (32%) atua como um solubilizante agressivo, permitindo que compostos químicos pesados (como nafta, metanol ou solventes industriais de baixo custo) fiquem temporariamente homogêneos na mistura. Quanto maior a proporção legal de álcool, maior é a margem que os criminosos têm para adicionar esses solventes clandestinos sem desestabilizar visualmente o líquido no tanque. O Mascaramento do Teste: No teste de 100 ml na proveta, a separação de fases mede apenas a quantidade aparente de etanol que se junta à água. Ao adulterar a E32, os fraudadores inserem os solventes e recalibram quimicamente a dosagem de álcool no lote. O resultado na proveta registra exatamente os 32% regulamentares, aprovando o combustível no posto, enquanto o tanque é preenchido com uma mistura corrosiva de solventes. Os Danos Mecânicos Severos da E32 Fraudada A presença desses solventes mascarados no volume da E32 deflagra reações destrutivas assim que o combustível entra no sistema de alimentação do motor: Derretimento de Vedações e Formação de Goma: Os solventes industriais empregados na fraude atacam violentamente componentes de borracha e polímeros. Mangueiras, juntas e diafragmas sofrem degradação acelerada e se dissolvem. Esse material borrachoso entra na linha de combustível e vira uma goma escura que trava agulhas e entope galerias e giclês. Ataque Ácido aos Metais: A interação da alta proporção de etanol com solventes pesados favorece a formação de substâncias altamente ácidas. Essa mistura acelera a corrosão interna de tanques metálicos e degrada componentes feitos em ligas de Zamak, alumínio e latão. Lavação dos Cilindros e Contaminação do Óleo: Solventes industriais têm ponto de ebulição diferente do da gasolina e não queimam adequadamente na câmara de combustão. Esse combustível não queimado escorre pelas paredes do cilindro, “lavando” o filme de óleo lubrificante e caindo no cárter. O óleo do motor perde sua viscosidade, resultando em atrito direto e desgaste prematuro de bronzinas, anéis e virabrequim. Detonação e Quebra por Falsa Octanagem: A adição de solventes de baixa qualidade destrói o índice de octanagem real da gasolina E32. Isso provoca a queima descontrolada (pré-ignição ou “batida de pino”), gerando picos extremados de temperatura e pressão na câmara de combustão que podem perfurar pistões e empenar bielas. Medidas de Proteção Como a E32 adulterada não é identificada pelo teste da proveta tradicional, a preservação do motor exige atenção aos sinais mecânicos e cuidados no abastecimento: Atenção aos Sintomas de Contaminação: Odor químico atípico no escapamento (similar a tinta ou querosene), dificuldades de partida a quente, falhas severas de aceleração e oscilações na pressão do óleo indicam presença de solventes no tanque. Uso de Linhas Premium / Alta Octanagem: Combustíveis da categoria premium possuem controle rígido de cadeia e amostragem laboratorial frequente, o que reduz significativamente o risco de fraudes por adição de solventes. Ação Imediata em Caso de Suspeita: Ao identificar combustível adulterado, esgote o tanque e limpe a linha imediatamente. Caso o veículo tenha rodado com o combustível contaminado, faça a troca preventiva do óleo do motor e do filtro para evitar a quebra por falta de lubrificação.

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ALTERAÇÃO NA LEI DE APLICAÇÃO DE MULTAS

Nem sempre aquela carta do Detran na caixa de correio significa um furo no orçamento para a restauração do seu clássico. O que muitos motoristas não sabem é que uma atualização recente no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) transformou a antiga “tolerância” das autoridades em um direito garantido por lei. Se você foi autuado em uma infração leve ou média, você pode estar isento tanto do pagamento da taxa financeira quanto da pontuação na sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O que mudou no Artigo 267? Até pouco tempo atrás, converter uma multa em advertência por escrito dependia do “bom humor” e da avaliação do diretor do órgão autuador. A lei dizia que a autoridade poderia converter a penalidade. Com a entrada em vigor da Lei 14.071/2020, o texto mudou: agora a lei diz que a penalidade de advertência deverá ser imposta. Ou seja, cumpriu os requisitos? A conversão é obrigatória. Quais são as regras para ter direito ao benefício? O mecanismo é excelente, mas exige um histórico limpo. Para que a sua multa seja transformada apenas em uma carta educativa, você precisa preencher simultaneamente dois requisitos: Gravidade: A infração cometida precisa ser de natureza Leve (3 pontos) ou Média (4 pontos). Histórico: Você não pode ter cometido nenhuma outra infração de trânsito (de qualquer natureza) nos 12 meses anteriores à data desta nova autuação. Como funciona na prática? Pela lei atual, os sistemas dos órgãos de trânsito (Detran, PRF, DER, prefeituras) deveriam fazer essa conversão de forma 100% automática ao cruzar os dados da infração com o seu prontuário. Se você preencher os requisitos, a autuação já deve chegar à sua casa no formato de “Advertência por Escrito”, sem código de barras para pagamento. E se o sistema errar e a cobrança chegar? Os sistemas eletrônicos não são infalíveis. Se você tem certeza de que seu prontuário está limpo há mais de um ano, mas mesmo assim recebeu a cobrança de uma multa leve ou média, não pague imediatamente. Você deve entrar com o recurso (Defesa Prévia) junto ao órgão autuador, citando a nova redação do Artigo 267 do CTB e exigindo o cumprimento da lei com a conversão da penalidade. Manter a frota histórica rodando também exige conhecer nossos direitos. Fique de olho no prontuário da CNH e não deixe de cobrar o que a lei garante!

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