Em meio a potência da F1 são os clássicos que roubam a cena em Interlagos

Enquanto os bólidos da Fórmula 1 prometem adrenalina em Interlagos, os carros antigos voltam a roubar o coração do público!

Pôster oficial da etapa de 2025 do GP de São Paulo com destaque para Gabriel Bortoleto

No fim de semana de 9 de novembro de 2025, o cenário está montado para mais uma grande celebração do automobilismo no Brasil: o Grande Prêmio de São Paulo revisita o asfalto histórico de Interlagos com o seu combo de velocidade pura, espetáculo e, surpresinha de charme, a presença classuda dos carros antigos.

Velocidade moderna, adrenalina e palco nobre

O evento deste ano, oficialmente intitulado Formula 1 MSC Cruises Grande Prêmio de São Paulo 2025, é a 21ª etapa da temporada de F1, realizada de 7 a 9 de novembro no autódromo paulistano. A programação oficial confirma: no sábado haverá o tradicional “Desfile de Carros Históricos” previsto para o domingo cedo, ou seja, os clássicos também terão seu momento de luz. Assim, entre treinos, sprint race e a corrida principal, o público terá um mix entre a mais avançada engenharia automobilística e o charme nostálgico das máquinas que já fizeram história.

Os clássicos entram em cena, e roubam a cena

Se o objetivo do GP é exaltar a alta performance, os carros antigos cumprem outro papel: lembram a raiz, evocam emoção, trazem o público para mais perto. Na edição anterior foi confirmado que 30 veículos históricos fariam um desfile pelo traçado de Interlagos, cinco deles pertencentes ao acervo do Dream Car Museum, em São Roque. 

Embora a programação oficial de 2025 não detalhe exatamente quais modelos ou quantos carros históricos participarão, o cronograma pretende um “Desfile de Carros Históricos” já no primeiro dia. Essa presença reafirma, com estilo, que nem só de monopostos vive o espetáculo, há espaço para o carro que tem história, personalidade e charme.

Por que esses clássicos iluminam o evento?

  • Conexão afetiva: O brasileiro tem uma relação visceral com seus automóveis, os clássicos resgatam lembranças de infância, de pai ou avô apaixonado por “rangidos” e curvas.

  • Contraste encantador: Enquanto os F1 voam pelas bancadas, os carros antigos desfilam quase em passeio, gerando um momento de contemplação. Esse respiro impacta.

  • Cultura automotiva viva: Essa participação reforça que o antigomobilismo tem papel no grande espetáculo. Não é só carro velho em salão: é performance, conservação, história e público engajado.

Em 2024 o piloto holandês Max Verstappen (equipe Red Bull), campeão da prova e da temporada, desfilou em um Ford Model A 1931 180

O grande paralelo

Surpreendentemente, em um evento que tem como foco velocidade extrema, tecnologia de ponta e campeonatos mundiais, os carros antigos acabam sendo protagonistas secundários — cenário que diz muito sobre “quem somos como público”.
Eles fazem a plateia desacelerar por um instante, pegam holofotes quando menos se espera, despertam sorrisos, acenos, fotografias. E isso mostra algo que vale destacar: o apreço do brasileiro por carros clássicos — não como museu distante, mas como parte da festa, da festa automobilística.
Em outras palavras: o GP de São Paulo é acelerador de classe mundial… mas também vitrine para os amores de longa data, para chassis que contam história, para motores que já vibraram outras eras — e que ainda vibram corações.

Expectativas para 2025

  • Que o desfile de carros históricos seja tão memorável quanto a corrida principal: quantidade interessante de modelos, variedade, visibilidade para o público.

  • Que o circuito de Interlagos — tão carregado de mística — sirva de palco para esse encontro entre passado e presente.

  • Que os fãs aproveitem esse “momento clássico dentro da adrenalina” como almoço e sobremesa no mesmo prato: velocidade + nostalgia.

  • Que essa “pausa para o clássico” no meio de alta performance reafirme que, no Brasil, automóvel não é só máquina: é memória, cultura, sentimento.